Teatro Castro Alves registra novo princípio de incêndio durante obras
En resumen
- Um princípio de incêndio atingiu o Teatro Castro Alves (TCA) em 2025 durante obras de requalificação.
- O fogo, controlado por brigadistas, iniciou após serviço na cobertura.
- O TCA já sofreu outros incêndios em 1958 e 2023, e é tombado pelo Iphan desde 2014.
Resumen generado por IA
Por qué importa
O Teatro Castro Alves (TCA) é um importante marco arquitetônico e cultural na Bahia, tombado pelo Iphan em 2014. O teatro já enfrentou outros incidentes, incluindo incêndios em 1958 e 2023.
Esse não foi o primeiro — e nem o último — incêndio registrado no TCA. Em 1958, dias antes da reinauguração, o prédio pegou fogo; em 2025, durante as obras, um princípio de incêndio também atingiu as estruturas.
O primeiro incêndio foi registrado na madrugada de 9 de julho de 1958, apenas cinco dias antes da inauguração.
Na ocasião, toda estrutura do teatro foi atingida, com exceção da Concha Acústica. O então governador Antônio Balbino, responsável pela proposta de criação do teatro, quando ainda era deputado, determinou a retomada imediata das obras.
Em 14 de julho, data que marcaria a inauguração do local, foi realizada uma missa campal que marcou o início das obras de recuperação. O Teatro Castro Alves só foi entregue à população baiana nove anos depois, em 04 de março de 1967, já durante a ditatura militar, e sob o governo de Antônio Lomanto Júnior no estado.
Em janeiro de 2023, um outro incêndio atingiu o teatro. O fogo começou no lado externo do telhado e não atingiu as dependências internas do prédio nem a Concha Acústica. Também não houve feridos.
O fogo só foi totalmente extinto após 12 horas de combate. Segundo o laudo da polícia, o fogo não foi criminoso.
Foi por causa deste incêndio que o Teatro Castro Alves entrou em reforma. Durante as obras, em 2025, um princípio de incêndio atingiu o teatro.
De acordo com a assessoria de comunicação do TCA, fumaça foi identificada no telhado do prédio central. Brigadistas da Sian, empresa que realiza obra de requalificação no teatro, controlaram o fogo e informaram que o incêndio começou após um serviço executado na estrutura de cobertura.
O projeto é do arquiteto José Bina Fonyat Filho e do engenheiro Humberto Lemos, que conquistaram uma menção honrosa na 1ª Bienal de Artes Plásticas em São Paulo, devido à "arquitetura moderna e ousada" do teatro.
✏️ A arquitetura moderna foi um movimento do século XX, onde os profissionais passaram a focar na simplicidade e racionalidade das construções. No Brasil, o nome mais famoso do movimento é o arquiteto Oscar Niemeyer.
O TCA foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2014. Segundo o governo estadual, ele se tornou o segundo teatro moderno a ser declarado como patrimônio nacional: antes dele, apenas o Teatro Nacional, em Brasília, havia conquistado o marco.
Na Bahia, o espaço também foi o segundo exemplar da arquitetura moderna a ser tombado pelo Iphan. Em 2008, o Elevador Lacerda já havia sido considerado patrimônio nacional.
Com o tombamento, o TCA passou a ser fiscalizado pelo Iphan e ficou proibida qualquer alteração na arquitetura. Na última reforma, por exemplo, foi preciso encomendar pastilhas para a fachada para ser fiel ao material usado nos anos 1950.
Preguntas abiertas
- Quais foram os custos da nova reforma?
- Haverá novas medidas de segurança?






