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Trump chega irritado à cúpula da Otan e critica Dinamarca, Espanha e Irã
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Trump chega irritado à cúpula da Otan e critica Dinamarca, Espanha e Irã

En resumen

  • Donald Trump chegou irritado à cúpula da Otan na Turquia, criticando a Dinamarca pela Groenlândia, a Espanha por gastos militares e a falta de apoio contra o Irã.
  • A Dinamarca reafirmou que a Groenlândia não está à venda.

Resumen generado por IA

Por qué importa

O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou forte insatisfação com aliados da Otan durante uma cúpula na Turquia, criticando a Dinamarca pela Groenlândia e a Espanha por gastos militares e falta de apoio contra o Irã.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou nesta quarta-feira (8) "muito irritado" à reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, e distribuiu críticas para todos os lados, com ataques à soberania dinamarquesa da Groenlândia, aos gastos militares da Espanha e ao que considera falta de ajuda dos aliados na guerra contra o Irã.

Em uma conversa com a imprensa ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, antes da abertura formal da cúpula na capital da Turquia, o presidente republicano não poupou ninguém.

"Estou muito irritado com a Otan", disse aos jornalistas. "Não estou satisfeito com a Otan pelo que fizeram com a Groenlândia, e não estou satisfeito com a Otan porque não quiseram nos ajudar com o principal Estado patrocinador do terrorismo, que é o Irã. Não estavam dispostos a nos ajudar", afirmou.

O americano critica reiteradamente os parceiros ocidentais por não o apoiarem na guerra que, em conjunto com Israel, iniciou em 28 de fevereiro contra o Irã.

Trump também voltou a destacar a questão da Groenlândia, uma imensa ilha no Ártico sob soberania da Dinamarca que, segundo ele, os Estados Unidos precisam anexar para garantir sua própria segurança. Os EUA já possuem uma base militar no território.

"A Groenlândia é um grande problema para nós", declarou, antes de acrescentar que a ilha é "muito importante para os Estados Unidos, mas não é importante para a Dinamarca". "Precisamos dela para a proteção do mundo, não apenas dos Estados Unidos. Não ajuda a Dinamarca, mas nos ajuda", completou.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, voltou a dizer nesta quarta que a Groenlândia não está à venda e insistiu que defenderá seu território diante da ameaça norte-americana.

“Estamos prontos para defender cada centímetro da Otan, incluindo o nosso próprio território” em caso de ataque, afirmou Frederiksen, e acrescentou que contará com os aliados da aliança para cumprir o compromisso de defesa mútua. “Esperamos que todos, incluindo todos os aliados, respeitem o direito do povo da Groenlândia à autodeterminação”, completou.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dá coletiva de imprensa com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026. — Foto: FILIP SINGER/Pool via REUTERS

No início do ano, a ameaça de Trump de tomar a Groenlândia à força colocou a Aliança Atlântica, da qual a Dinamarca é um Estado-membro, em uma situação difícil.

Após várias semanas de uma retórica agressiva e a iminência de ação militar contra a ilha, Trump baixou o tom e anunciou, em janeiro, um acordo sobre a Groenlândia com o secretário-geral da Otan, cujos detalhes continuam difusos.

Trump ataca a Espanha

Nesta quarta, o presidente norte-americano também voltou a criticar a Espanha, que, segundo ele, não gasta o suficiente em Defesa e negou o uso de duas bases neste ano durante a guerra israelense-americana contra o Irã.

"A Espanha é uma causa perdida. Não queremos mais relações comerciais com a Espanha", disse Trump. "Não participam, não pagam", acrescentou.

Na cúpula da Otan em Haia no ano passado, a Espanha foi o único país que não assumiu o compromisso comum de elevar os gastos em defesa para 5% do PIB nacional até 2035, adotado sob pressão de Washington.

Desde então, Trump critica a Espanha e ameaça adotar medidas de retaliação comercial. No entanto, na relação com os Estados Unidos, é a UE, por meio da Comissão Europeia, que negocia as condições.

Uma fonte do governo espanhol, liderado pelo primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, disse que o país recebe "com tranquilidade e normalidade" as críticas de Trump.

"Nosso país mantém uma relação social, cultural e econômica magnífica com os Estados Unidos e não é nossa intenção que isso mude", afirmou a fonte, que lembrou que a relação comercial dos Estados Unidos com a União Europeia "não pode ser particularizada a nenhum Estado-membro".

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • Trump pode impor sanções comerciais à Espanha.

    Posible · En semanas

Preguntas abiertas

  • Quais serão as consequências das críticas de Trump à Espanha?
  • Como a Otan responderá às exigências de Trump sobre o Irã?
  • Haverá novas negociações sobre a Groenlândia?

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This article was originally published by G1.

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