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Trump critica Netanyahu e Irã condiciona paz a cessar-fogo no Líbano
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G13/6/2026Mundo3 min de lecturaBrazil

Trump critica Netanyahu e Irã condiciona paz a cessar-fogo no Líbano

En resumen

Trump criticou Netanyahu por ataques em Beirute, enquanto Irã, aliado do Hezbollah, condicionou acordo de paz com os EUA ao fim das operações israelenses no Líbano.

Resumen generado por IA

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A nota é divlulgada dois dias depois de conversas do presidente dos EUA, Donald Trump, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah

Na segunda-feira (1º), Trump havia garantido o cessar-fogo e dito que impediria o avanço de tropas de Israel até Beirute, bem como ataques aos subúrbios da capital considerados redutos do grupo extremista.

Segundo a imprensa americana, Trump adotou um tom de reprovação em sua conversa com Netanyahu. Nesta quarta, o republicano admitiu ter chamado o premiê de "louco" na segunda-feira.

Os ataques de Israel ao território libanês eram constantemente criticados pelo Irã. Teerã chegou a declarar que não assinaria um acordo de paz para encerrar a guerra com os EUA caso Israel seguisse com as operações no país vizinho.

O Irã é aliado do Hezbollah, enquanto Washington apoia Israel.

Em março, depois de ataques do Hezbollah com foguetes ao norte de Israel, forças israelenses invadiram o sul do país e ocuparam militarmente uma faixa de cerca de 10 km. Centenas de milhares de libaneses deixaram suas casas devido ao conflito.

Colunas de fumaça se elevam do sul do Líbano após ataques israelenses em Nabatieh, Líbano, em 25 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer

Líbano sob ataque

No sábado, Israel havia capturado o histórico castelo de Beaufort, no Líbano, construído na época das Cruzadas, na incursão mais profunda das tropas no país em 26 anos. No dia seguinte, ataques aéreos ocorreram nos subúrbios de Beirute pela primeira vez desde abril.

Netanyahu, por sua vez, disse que, em sua conversa com Trump, ele disse que voltará a atacar alvos em Beirute caso o Hezbollah não cesse seus ataques.

Ele também disse que as forças armadas do país seguirão a funcionar "normalmente" no sul do Líbano — uma faixa de cerca de 10 km do sul do país segue ocupada por tropas de Israel desde março.

Trump e Irã

Trump fala durante reunião de gabinete na Casa Branca — Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin

Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, comentou a ampliação das operações israelenses em território libanês e disse que o fim dos ataques é essencial para as negociações de paz:

"Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo destinado a acabar com a guerra".

Esmaiel Baghaei — Foto: REUTERS

Na rede social X, o principal negociador do Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, também fez críticas ao governo Trump:

"O bloqueio naval imposto pelos EUA e a escalada dos crimes de guerra no Líbano por Israel são evidências claras do descumprimento do cessar-fogo pelos EUA".

O programa nuclear iraniano, principal ponto de divergência entre os dois países, não faz parte, no momento, das negociações em curso com os Estados Unidos que pretendem acabar de maneira duradoura com a guerra no Oriente Médio, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

"Não aconteceu nenhuma negociação sobre os detalhes do dossiê nuclear. Nesta etapa, nossa prioridade é encerrar a guerra", afirmou Baghaei, depois que o presidente americano Donald Trump declarou ter obtido garantias do Irã de que não desenvolverá armas nucleares.

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This article was originally published by G1.

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