USP cai uma posição no ranking mundial, mas segue entre as melhores
En resumen
- A USP caiu para a 119ª posição mundial no ranking CWUR 2026, mas segue entre as melhores.
- A queda é atribuída a declínios em educação, corpo docente e pesquisa, com 87% das universidades brasileiras também em declínio.
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Por qué importa
A Universidade Paulista (USP) caiu uma posição no ranking mundial CWUR 2026, ficando em 119º lugar. A pesquisa avalia mais de 21.000 instituições globais. A queda geral afeta 87% das universidades brasileiras.
A universidade paulista ocupa o 119º lugar mundial (de um total de 21.291 instituições) e faz parte de um grupo que representa 0,6% das melhores faculdades do mundo.
Apesar da conquista, a USP caiu uma posição em relação ao ano anterior devido a declínios nos indicadores de educação, corpo docente e pesquisa.
A universidade ocupa a 82ª posição mundial no indicador de citações de artigos científicos, quesito que concentra metade do peso total da avaliação.
Em entrevista ao Jornal da USP, a coordenadora do responsável por analisar os principais rankings universitários apontou que a metodologia dessa pesquisa "privilegia indicadores que desfavorecem instituições que não estão no chamado Norte Global, o que pode ter interferido no posicionamento da Universidade".
"Um exemplo é o apontamento do número de docentes e egressos laureados em uma lista bastante restrita de prêmios e distinções acadêmicas consideradas de prestígio, como Nobel e Fields. Mesmo assim, a USP continua figurando entre as principais universidades do mundo", avaliou Renata Eloah de Lucena Ferretti Rebustini, do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico da USP.
45 das 52 universidades brasileiras que integram a lista das melhores no mundo caíram de posição no CWUR. A queda generalizada, que atingiu 87% das instituições brasileiras, é atribuída principalmente à queda no desempenho em pesquisa e à crescente competição global com instituições mais bem financiadas.
A edição de 2026 indica um cenário nacional preocupante: apenas cinco universidades brasileiras subiram de posição, enquanto duas mantiveram seus postos e 44 tiveram queda especificamente no indicador de pesquisa.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é a segunda melhor ranqueada. No entanto, caiu 15 posições para o 346º lugar. Já a Universidade de Campinas (Unicamp), que desceu 10 postos, ocupa a 379ª colocação.
"O declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos", avalia o Dr. Nadim Mahassen, presidente do CWUR. Segundo ele, a erosão do sistema de ensino superior prejudica o desenvolvimento científico, a inovação e o futuro a longo prazo do país.
Internacionalmente, a Universidade Harvard lidera o ranking pelo 15º ano consecutivo, seguida pelo MIT e Stanford. Embora os EUA dominem o topo da lista, o país enfrenta forte concorrência: 252 instituições americanas caíram de posição nesta edição.
O grande destaque positivo é a China, impulsionada por investimentos contínuos em ensino superior. Cerca de 98% das universidades chinesas melhoraram suas posições, lideradas pela Universidade Tsinghua (36ª). A China é agora o país mais representado no Global 2000, com 360 instituições, superando as 313 dos Estados Unidos.
Preguntas abiertas
- What specific changes in methodology led to the disadvantage for institutions outside the Global North?
- What are the specific funding levels for Brazilian universities compared to those in China and the US?
- What concrete steps are being taken by the Brazilian government to address the decline in research and education funding?
- How will the decline in university rankings affect international student and researcher mobility to and from Brazil?






