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The Wall Street Journal

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Plataformas de previsão não são termômetro eleitoral, alertam especialistas
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Política·01.06.2026Resumen IA

Plataformas de previsão não são termômetro eleitoral, alertam especialistas

Especialistas alertam que plataformas de previsão, como Polymarket e Kalshi, não são um bom termômetro para a disputa presidencial brasileira, apesar de serem usadas nas redes sociais. O governo brasileiro bloqueou o acesso a esses sites, que operam como derivativos financeiros, mas políticos e influenciadores de direita continuam a divulgar seus dados como contraponto às pesquisas tradicionais. No entanto, o mercado de apostas reflete mais o comportamento de operadores sofisticados e pode ser manipulado, diferentemente das pesquisas eleitorais.

G
G1
NOTICIA
07.05.2026

Bolsa cai mais de 2% e atinge menor nível desde o fim de março

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (7) em clima de aversão ao risco, pressionado pela forte queda do petróleo no exterior, pela repercussão de balanços de empresas e pelas incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa recuou mais de 2%, atingindo o menor nível desde o fim de março, e o dólar fechou perto da estabilidade. Notícias relacionadas:EUA e Irã estão perto de fechar memorando para pôr fim à guerra.A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio reduziu os temores sobre o abastecimento global do petróleo e derrubou os preços do produto, afetando ações de petroleiras e influenciando os mercados globais. Principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 2,38%, aos 183.218 pontos, menor nível desde 30 de março. Na mínima do dia, o indicador chegou a 182.868 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32,08 bilhões. A queda foi intensificada pela queda nos lucros de grandes empresas do setor financeiro e de energia. O recuo do petróleo no mercado internacional também pressionou papéis da Petrobras, com o maior peso na composição do Ibovespa, e de outras petrolíferas. Em Nova York, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,38%. Dólar oscila O dólar comercial apresentou volatilidade moderada e encerrou o pregão praticamente estável diante da alternância de notícias sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas envolvendo EUA e Irã. A moeda estadunidense fechou com leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. No acumulado de 2026, porém, registra queda de 10,31% em relação ao real. Durante a manhã, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de um acordo temporário para interromper os combates entre iranianos e estadunidenses. Nesse cenário, o dólar perdeu força frente a diversas moedas emergentes. No Brasil, a divisa chegou à mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas voltou a oscilar perto da estabilidade ao longo do dia. À tarde, novas informações envolvendo o Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores. Reportagem do The Wall Street Journal indicou que o governo norte-americano pretende retomar operações de escolta a navios comerciais na região. O movimento elevou dúvidas sobre a possibilidade de um acordo definitivo entre Washington e Teerã, levando o dólar a R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de a cotação desacelerar novamente. Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e incluiu discussões sobre comércio e tarifas. Petróleo recua Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda após um pregão marcado por forte volatilidade. O barril do tipo Brent, usado como referência pela Petrobras, recuou 1,19%, para US$ 100,06. O petróleo tipo WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, caiu 0,28%, encerrando a US$ 94,81. Os preços chegaram a cair menos após a reportagem do Wall Street Journal. Mais tarde, a emissora de televisão Al Jazeera, citando fontes militares estadunidenses, informou que a notícia da retomada das escoltas estava incorreta. O governo iraniano afirmou que ainda avalia as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar o conflito. Paralelamente, Teerã intensificou o controle sobre embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação global de petróleo.

A
Agência Brasil Economia