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produção industrial

Estable12 noticias3 fuentesÚltima actualización: 7/7/2026

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NOTICIA
8/5/2026

Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março

O faturamento da indústria de transformação brasileira cresceu em março, indicando uma recuperação parcial da atividade industrial. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta sexta-feira (8), o setor ainda acumula perdas na comparação com o ano passado, apesar da melhora mensal, reflexo dos juros elevados e da desaceleração da demanda. O faturamento industrial avançou em março na comparação com fevereiro, mas continua abaixo do desempenho registrado no ano passado. Notícias relacionadas:Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026.Lula defende indústria brasileira de carros na América Latina e África.Principais números: •    Alta de 3,8% do faturamento em março em relação a fevereiro; •    Nível ficou 9,8% acima de dezembro de 2025; •    Queda acumulada de 4,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Em nota, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que os juros elevados continuam afetando o setor. “De lá para cá [desde o primeiro trimestre do ano passado], a demanda por bens industriais começou a perder força por causa da elevação da taxa de juros, que teve início no fim de 2024 e persistiu em 2025, contribuindo para a queda do faturamento na comparação interanual”, explicou. Ele ressalta que juros altos encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, diminuindo as encomendas para as fábricas. Produção avança As horas trabalhadas na produção cresceram pelo terceiro mês seguido, sinalizando aumento gradual do ritmo de atividade nas fábricas. •    Alta de 1,4% em março; •    Queda acumulada de 1,5% no trimestre frente a 2025. O indicador mede o tempo efetivamente dedicado à produção industrial. Quando sobe, costuma indicar aumento da atividade nas linhas de produção. Ociosidade persiste A indústria também aumentou levemente o uso de sua capacidade produtiva, mas ainda opera abaixo do nível observado no ano passado. •    Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 77,5% para 77,8%; •    Alta de 0,3 ponto percentual entre fevereiro e março. O indicador mede quanto do parque industrial está efetivamente em uso. Segundo Marcelo Azevedo, o dado mostra que ainda existe espaço para elevar a produção sem necessidade de grandes investimentos. “Há maquinário e pessoal, mas a indústria vem produzindo menos do que pode por causa de uma demanda mais fraca”, afirmou. Emprego cai O mercado de trabalho industrial segue pressionado, com redução nas contratações. •    Emprego industrial caiu 0,3% em março; •    Quinta queda em sete meses; •    Recuo acumulado de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O resultado mostra que as empresas continuam cautelosas diante do cenário econômico mais fraco. Salários recuam Os salários pagos aos trabalhadores da indústria caíram em março, embora os indicadores ainda permaneçam acima dos níveis do ano passado. •    Massa salarial caiu 2,4% em março; •    Rendimento médio real recuou 1,8%; •    Massa salarial acumula alta de 0,8% no trimestre; •    Rendimento médio sobe 1,5% ante primeiro trimestre de 2025. A massa salarial representa o total pago pelas empresas aos trabalhadores do setor. O rendimento médio real considera os salários descontada a inflação.

A
Agência Brasil Economia
NOTICIA
7/5/2026

Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026

A produção industrial cresceu pelo terceiro mês consecutivo, ao variar 0,1% na passagem de fevereiro para março. Em 2026, o setor acumula expansão de 3,1%. Com esse resultado, a produção industrial está 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira  (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Notícias relacionadas:Produção industrial reverte queda e sobe 0,1% em outubro, mostra IBGE.Produção industrial recua 0,4% em setembro, mostra IBGE.Produção industrial recua 0,2% em julho e acumula efeitos do juro alto.Segundo a pesquisa, na passagem de fevereiro para março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção. “Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, disse o gerente da PIM, André Macedo. Outras contribuições positivas sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%). Por outro lado, entre as 16 atividades que recuaram na produção, bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) exerceram as principais influências na média da indústria, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou crescimento de 8,5%; e a segunda intensificando a queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%). "Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis (-6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%)",  afirma o IBGE.  

A
Agência Brasil Economia
Mundo
6/5/2026

Corrupção, inflação e economia em queda desafiam Milei na Argentina

O governo do ultraliberal Javier Milei enfrenta o pior momento à frente da Argentina em meio a escândalos de corrupção, queda nos índices de popularidade e na atividade econômica e industrial.  A inflação, até então principal vitrine política da Casa Rosada, voltou a acelerar. Após reduzir a inflação mensal de dois dígitos, no final de 2023, para cerca de 2% ao mês, ao longo de 2025, os índices de preços voltaram a subir entre o final do ano passado e o início de 2026, chegando a 3,4% em março deste ano. Notícias relacionadas:Milei proíbe acesso de jornalistas à Casa Rosada: “ataque à imprensa”.Congresso argentino aprova reforma da lei de geleiras.Justiça argentina barra trechos da reforma trabalhista de Milei.A aceleração recente fez Milei reconhecer dificuldades econômicas publicamente. “O dado é ruim”, disse em uma rede social. Ao mesmo tempo, a atividade econômica na Argentina apresentou uma retração de 2,6% em fevereiro, se comparado a janeiro, com uma queda acumulada de 2,1% nos últimos 12 meses. Talvez a situação mais preocupante seja a queda na produção industrial, que registrou baixa de 4% em fevereiro, acumulando uma queda de 8,7% nos últimos 12 meses.   Plano econômico O professor de economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Paulo Gala comentou que o plano econômico de Milei é “simplista” e não tem dado conta de reverter completamente à situação econômica que herdou. “As pessoas não confiam mais no peso [moeda argentina]. Elas dolarizam [cotam em dólar] os contratos, um pouco parecido com o que aconteceu com o Brasil antes do Plano Real. Com isso, com qualquer coisa a inflação volta a acelerar. Reduzir o tamanho do Estado não resolve nada”, disse. O governo de Milei prega a redução do tamanho do Estado, com corte de gastos e austeridade fiscal, como medidas para conter a inflação e recuperar a economia. O economista Gala avalia que o plano de Milei não deve ir muito longe, argumentando que seriam necessárias outras medidas, como instituir uma nova moeda.  Ele destacou ainda que o peso argentino está sobrevalorizado, o que tem, segundo ele, destruído a indústria do país. “Esse mergulho da atividade manufatureira é fatal para o país porque esse setor é responsável por aumento de produtividade, por ganhos tecnológicos. Esse dado da indústria é muito ruim. Essa abertura comercial violenta que o Milei tem feito também destrói o pouco que restou de indústria na Argentina”, completou. Para o especialista, a tendência é a Argentina se desindustrializar cada vez mais, focando a economia apenas no setor agroexportador de matérias-primas.  “Não está descartado um cenário de recessão e, possivelmente, nova crise cambial com enorme dívida em dólares”, analisa Paulo Gala. A Argentina tem contraído novos empréstimos com bancos internacionais, em dólares, para segurar o valor do peso. Popularidade Além da situação econômica difícil, recentes casos de corrupção têm contribuído para a queda nos índices de popularidade do governo. Um dos exemplos é a investigação sobre suposto enriquecimento ilícito do chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, que tem tido que se explicar sobre viagens de luxo e compra e reforma de imóveis supostamente incompatíveis com sua renda. As pesquisas de opinião têm registrado índices de desaprovação superiores a 60%, marcando os piores números desde que assumiu a Casa Rosada, em dezembro de 2023.  A da Atlas Intel do final de abril indicou uma reprovação de 63% da figura do Milei, com uma aprovação de 35%. A corrupção e o desempenho econômico são os fatores determinantes para a queda na popularidade.  Segundo a consultoria Zentrix, 66,6% da população avaliam que se “quebrou” a promessa “anti-casta” de combate à corrupção de Milei.   “A corrupção surge como o principal desafio do país, mesmo entre aqueles que votaram no partido governante em 2025, superando o desemprego, a inflação ou os salários”, diz a empresa de pesquisas de opinião. O cientista político argentino Leandro Gabiati explicou à Agência Brasil que Milei foi eleito muito em cima do discurso de combate à corrupção, o que tem sido desconstruído ao longo do mandato. “Esse governo colocou a pauta da corrupção como uma política de Estado. Quando se observa que há casos envolvendo alguns funcionários do governo, como é o caso do chefe de gabinete, que seria uma espécie de primeiro-ministro, isso aí afeta a imagem do governo, desgasta o governo e cria problemas”, explicou. Ao mesmo tempo, Gabiati diz que a população reconhece a conquista do governo de reduzir a inflação, porém, pondera que os preços continuam subindo. “Obviamente, essa inflação, que dá uns 30% a 40% ao ano, é uma inflação importante. Reduzir demandaria mais esforço, tanto da sociedade, quanto do governo”, diz o especialista. Mas o que tem jogado à favor do governo Milei é a desorganização e a desaprovação da população em relação à oposição ao governo da Argentina. “Isso aí quer dizer que o governo terá problemas na eleição presidencial de 2027? Isso é algo que ainda está muito longe no radar. O governo tem alguns problemas que terá que resolver agora, mas a oposição ainda permanece desorganizada e sem ser uma opção política clara para o eleitor argentino”, avalia. Em uma notícia positiva para o governo, a consultoria de riscos Fitch Rating elevou a nota de crédito da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva de estabilidade, ao reconhecer as melhorias na “situação fiscal” e na balança externa do país.  Em consequência, a bolsa de Buenos Aires opera em alta nesta quarta-feira (6). Porém, para o economista Paulo Gala, isso não muda o quadro geral da economia argentina. Imprensa Em meio a esse contexto, o governo Milei tem escolhido a imprensa como um dos seus alvos. No final de abril, o governo proibiu a entrada de jornalistas na Casa Rosada, prejudicando cerca de 60 profissionais que cobriam o Poder Executivo, em Buenos Aires. Algumas emissoras foram acusadas de filmarem áreas do edifício sem autorização, o que foi negado pelas empresas de mídia. Após críticas contra a medida, apontada como uma violação à liberdade de imprensa na Argentina, o governo reabriu a Casa Rosada para imprensa nesta segunda-feira (3), mantendo ainda restrições à circulação na sede do poder do país vizinho.

A
Agência Brasil Internacional
Economista Eduardo Giannetti analisa fim da hiperglobalização e oportunidades para o Brasil
En desarrollo
Economy·26/4/2026Resumen IA

Economista Eduardo Giannetti analisa fim da hiperglobalização e oportunidades para o Brasil

O escritor e economist Eduardo Giannetti avalia em entrevista à TV Brasil que a desestabilização de rotas comerciais como o Estreito de Ormuz e a guerra tarifária dos EUA sinalizam o fim da hiperglobalização. O especialista analisa que a financeirização cresceu de 1 dólar por dólar de PIB para 9 a 12 dólares, e que a entrada de trabalhadores asiáticos no mercado global devastou a classe trabalhadora ocidental, contribuindo para a ascensão da extrema direita. O Brasil, segundo ele, tem oportunidade histórica de se reposicionar com seus recursos naturais, biodiversidade e minerais críticos.

A
Agência Brasil Internacional
Energia solar em Itaipu tem potencial para dobrar capacidade da usina
NOTICIA
21/4/2026

Energia solar em Itaipu tem potencial para dobrar capacidade da usina

O reservatório de água da usina de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, na Região Sul do país, possui cerca de 1,3 mil quilômetros quadrados (km²) de perímetro, com quase 170 km de extensão, desde a barragem até o lado oposto, e uma largura média de 7 km entre as margens direita e esquerda. Toda a capacidade hidrelétrica contida na área inundada do Rio Paraná, que move turbinas que geram até 14 mil megawatts (MW) de energia elétrica, também pode ser aproveitada para gerar eletricidade a partir de painéis solares instalados justamente sobre o espelho d'água. Esse é o experimento que vem sendo estudado por técnicos brasileiros e paraguaios desde o fim do ano passado. Notícias relacionadas:Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná.Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027.Ao todo, foram instalados 1.584 painéis fotovoltaicos em uma área de menos de 10 mil metros quadrados (m²) sobre o lago, a apenas 15 metros de um trecho da margem no lado paraguaio, com profundidade de aproximadamente 7 metros. A planta solar de Itaipu tem capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp), unidade de medida para a capacidade máxima de geração de energia. Essa energia é equivalente ao consumo de 650 casas e só é utilizada para consumo interno, sem comercialização e sem ligação direta com a rede de geração hidrelétrica. Na prática, o objetivo atual da "ilha solar" de Itaipu é funcionar como um laboratório de pesquisa para futuras aplicações comerciais. Os engenheiros envolvidos no projeto analisam todos os aspectos, como a interação das placas com o ambiente, incluindo eventuais impactos no comportamento de peixes e algas, na própria temperatura da água, influência dos ventos sobre o desempenho do painéis, a estabilidade da estrutura, dos flutuadores e da ancoragem com o solo. A ideia, no futuro, é expandir a geração de energia elétrica por esta via, algo que precisará ser atualizado no próprio Tratado de Itaipu, assinado em 1973 entre Brasil e Paraguai e que viabilizou a colossal obra de engenharia compartilhada. "Se falarmos em um potencial bem teórico, uma área de 10% do reservatório, coberta com placas solares, seria o mesmo que outra usina de Itaipu, em termos de capacidade de geração. Claro que isso não está no planos, pois seria uma área muito grande e depende ainda de muitos estudos, mas mostra o potencial dessa pesquisa", apontou o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti. Estimativas preliminares indicam que seriam necessários pelo menos quatro anos de tempo de instalação para atingir uma geração solar de 3 mil megawatts (algo como 20% da capacidade instalada da hidrelétrica atualmente). O investimento é de US$ 854,5 mil (cerca de R$ 4,3 milhões na cotação atual). As obras de instalação foram tocadas por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution (brasileira) e Luxacril (paraguaia), vencedor da licitação. Uma usina, muita fontes A diversificação de fontes de energia na Itaipu Binacional não se limita aos estudos em energia solar, mas envolve projetos ousados com hidrogênio verde de baterias. Essas iniciativas estão em desenvolvimento no Itaipu Parquetec, um ecossistema de inovação e tecnologia, criado em 2003 pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu (PR). Conta com parceria de universidades e empresas públicas e privadas e já formou mais de 550 doutores e mestres em diferentes áreas. Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Laboratório de hidrogênio verde do Itaipu Parquetec. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Ali, funciona o Centro Avançado de Tecnologia de Hidrogênio, que desenvolve o hidrogênio verde. O hidrogênio é denominado "verde", ou sustentável, porque ele pode ser obtido sem emissão de gás carbônico (CO₂), causador do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global. A técnica usada no Itaipu Parquetec é o processo da eletrólise da água, que promove a separação dos elementos químicos a partir de moléculas como a da água (H₂O), por meio do uso de equipamentos em processos químicos automatizados feitos em laboratórios. O hidrogênio verde é versátil e pode servir como insumo sustentável para a cadeia de produção industrial, incluindo siderúrgica, química, petroquímica, agrícola, alimentícia entre outras, e como combustível para o mercado de energia e transporte. Em Itaipu, uma planta de produção do hidrogênio verde serve como uma plataforma para desenvolvimento de projetos-piloto. Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Laboratório de hidrogênio verde do Itaipu Parquetec. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil "Nós somos uma plataforma tecnológica, então trabalhamos para atender, por exemplo, projetos de pesquisa [científica] ou projetos para indústria nacional. Existem algumas empresas nacionais que estão fazendo seus desenvolvimentos de carreta [movida] a hidrogênio, de ônibus a hidrogênio, por exemplo. Aqui é o lugar para testar e validar esses projetos", explica Daniel Cantani, gerente do Centro de Tecnologia de Hidrogênio do Itaipu Parquetec. Uma dessas iniciativas foi apresentada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, quando um barco movido a hidrogênio, a partir de uma pesquisa no Itaipu Parquetec, foi entregue para atuar na coleta seletiva das comunidades ribeirinhas no entorno da capital paraense. Outro destaque no Itaipu Parquetec é um centro de gestão energética, que alavanca pesquisas na área de desenvolvimento de células e protótipos para fabricação e reaproveitamento de baterias, para o armazenamento de energia, especialmente em sistemas estacionários, voltados para empresas ou outras estações fixas, que demandam, por exemplo, uma reserva energética. Biogás e SAF A Itaipu também vem apostando na geração de biogás a partir de resíduos orgânicos gerados pelos restaurantes espalhados por diferentes alas da usina e de materiais apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA-Vigiagro), em fiscalização de fronteira. Tudo isso, em vez de ser descartado em aterro, transforma-se em biogás e biometano. A convite da Itaipu Binacional, a Agência Brasil acompanhou, no último dia 13 de abril, a reinauguração da Unidade de Demonstração de Biocombustíveis que fica no complexo da usina. O local é gerido pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), uma empresa fundada por Itaipu voltada a soluções na área de combustível limpo. Por um processo de biodigestão realizado em grandes tanques, alimentos oriundos de contrabando e outros resíduos orgânicos gerados na região são transformados em combustível limpo, capaz de abastecer carros que circulam dentro de Itaipu, abastecidos por meio de cilindros de gás instalados nos veículos. Foz do Iguaçu (PR), 17/07/2025 - Unidade de produção de hidrocarbonetos renováveis, no Itaipu Parquetec da Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Em quase nove anos de operação, segundo a usina, foram processadas mais de 720 toneladas de resíduos orgânicos, volume que resultou na geração de biometano suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros, o equivalente a 12 voltas ao redor da Terra. A planta também desenvolve, de forma experimental, o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês). "Eu acredito que nos próximos 10 anos, nós vamos ver muito sobre os combustíveis avançados. Vamos ouvir muito sobre o hidrogênio, sobre o SAF, inclusive por conta da lei de combustíveis futuro, que vem aí com mandato. Biometano e SAF são os assuntos do momento", destaca Daiana Gotardo, diretora técnica do CIBiogás. *A equipe da Agência Brasil viajou a convite da Itaipu Binacional.

A
Agência Brasil Economia