
Agenda Cultural do Rio de Janeiro: Shows, Exposições e Festas Juninas
O Rio de Janeiro oferece uma agenda cultural diversificada com shows de Áurea Martins e Cristovão Bastos, exposições de Marcelo D2 e Sebastião Salgado, e festas juninas.

O Rio de Janeiro oferece uma agenda cultural diversificada com shows de Áurea Martins e Cristovão Bastos, exposições de Marcelo D2 e Sebastião Salgado, e festas juninas.

O documentário "Homens da Lagoa e outras Histórias de Pescadores", de Guto Madeira, será exibido gratuitamente em Cabo Frio de 17 a 19 de junho. O filme retrata a pesca artesanal do camarão rosa na Lagoa de Araruama.

A Série Encontro das Águas em Manaus, de 15 a 26 de julho de 2026, apresentará sete espetáculos inéditos, incluindo versões sinfônicas de Madonna e Michael Jackson, trilhas de cinema de Hans Zimmer e balé clássico.

Fãs viajaram mais de 11 mil km e de outras cidades do Nordeste para assistir à estreia de Roberto Carlos em Campina Grande. O cantor emocionou o público com seus sucessos e distribuiu rosas.

Roberto Carlos realizou sua estreia no palco principal d'O Maior São João do Mundo, em Campina Grande, reunindo fãs de diversas cidades do Nordeste e emocionando o público com seus sucessos. O show, que durou cerca de duas horas, contou com a participação da plateia e foi marcado pela distribuição de rosas.

Roberto Carlos emocionou multidão em sua estreia no São João de Campina Grande. Fãs viajaram de diversas cidades do Nordeste e do Sul do país para assistir ao show, que contou com sucessos da carreira e distribuição de rosas.

O DJ e produtor musical brasileiro Papatinho assina a faixa "Bad to the bone" com a cantora Ruby para a trilha sonora do filme "Todo Mundo em Pânico 6". Sua participação consolida sua ascensão no cenário pop internacional.

São Paulo terá diversas opções para assistir à estreia do Brasil na Copa do Mundo. Museus, cinemas, festivais de música, arenas temáticas e bares tradicionais preparam programações especiais, com atividades gratuitas e pagas para todos os perfis de torcedores.

O Brasil, apesar de ter canções icônicas ligadas a conquistas de Copas, nunca teve uma música de "arquibancada" que embalasse os torcedores nos estádios. Para 2026, há o desafio de emplacar "Brasil Ole, Ole, Ole", mas a falta de um hino popular contrasta com o sucesso dos vizinhos argentinos.

Marisa Monte se apresenta no Maior São João do Mundo em Campina Grande, que celebra 40 anos do Parque do Povo. O evento, que vai de 3 de junho a 5 de julho, espera mais de 3.5 milhões de pessoas e movimentação econômica de R$ 800 milhões.

Rio de Janeiro offers a vibrant cultural agenda with highlights like the Village Superbet festival combining concerts and World Cup broadcasts, romantic pagode shows for Valentine's Day, and free June festivals. The programming includes diverse musical acts, theater, and art exhibitions.

O Recife terá programação especial para os jogos do Brasil na Copa do Mundo, com telões, shows de Marcelo D2 e Raphaela Santos, exibição de filme e recreação infantil gratuita em diversos espaços.

A Festa Junina de Votorantim (SP) teve sua terceira noite de programação com shows de Anavitória e Lagum. O evento, conhecido como a maior festa junina de São Paulo, atraiu um público romântico e intenso, com fãs compartilhando histórias de superação e conexão com as músicas dos artistas.

A Festa Junina de Votorantim (SP) atraiu público intenso com shows do duo Anavitória e da banda Lagum. Os artistas apresentaram repertórios que emocionaram fãs de diversas idades, com destaque para histórias de superação e conexão com as letras.

O cantor Zezé Di Camargo, cujo nome de batismo é Mirosmar José de Camargo, lança o projeto "Canta, Mirosmar" inspirado em uma trend da internet. O projeto inclui a regravação de "Irmão da Lua, Amigo das Estrelas", música de 2003 que ressurgiu nas redes sociais.

Um espetáculo comemora os 300 anos do São João de Assú, destacando a memória ibérica, a devoção e a tradição da festa. A produção, dirigida por Diana Fontes, transporta para o palco as histórias e personagens da cidade, celebrando a fé e a primeira festa ao padroeiro.

Rio de Janeiro se prepara para um mês de eventos culturais, incluindo o festival Global Citizen Live com grandes nomes da música, festas juninas tradicionais, a mostra interativa Klimt e Gaudí, além de diversos shows e exposições de arte.

Novo filme 'Mestres do Universo' é elogiado por abraçar a cafonice e o humor do desenho original dos anos 80. Estrelado por Nicholas Galitzine e com atuação de destaque de Jared Leto, o longa busca atualizar o herói para novas gerações, mas enfrenta o desafio de atrair público em 2026.

Gilson Vieira da Silva, cantor e compositor conhecido por "Casinha Branca", faleceu aos 73 anos. Ele também compôs sucessos como "I love you baby" e "Verdade Chinesa".

Especial da TV Globo usa IA para recriar a voz de Santos Dumont e dar vida a registros históricos. "O voo de Santos Dumont" celebra os 120 anos do 14-Bis e explora o legado do inventor.

A vinheta do Plantão da Globo, que completa 35 anos, marcou momentos cruciais da história brasileira e mundial, desde guerras e atentados até mortes de ícones como Ayrton Senna e Pelé.

O duo Tropkillaz reivindicou a coprodutividade da música "Goals", parte da trilha sonora da Copa do Mundo de 2026. A faixa une Anitta, Lisa (Blackpink) e Rema, misturando funk brasileiro com afrobeat, pop latino e k-pop.

Ainda no Porto de Dacar, capital do Senegal, na costa ocidental da África, a senegalesa Fama Sylla aborda visitantes que estão na fila para comprar o tíquete que garante uma vaga na balsa que os transporta até a Ilha de Gorée, em um trajeto de menos de meia hora. “Que tal visitar o meu box de vendas lá? Tenho bijuterias e muitos itens típicos”, convida ela. Notícias relacionadas:Por mais turismo e comércio, Brasil quer voo mais curto para o Senegal.Ao lado do Brasil, Senegal persegue protagonismo no Sul Global.Líderes africanos pedem soberania e integração para superar terrorismo.A Ilha de Gorée fica a cerca de 3 quilômetros do porto. O lugar é o ponto mais visitado por turistas em todo o Senegal. Gorée tem uma área de 17 hectares, isso equivale a menos de 25 campos de futebol. Desde 1978, é declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O título é uma das explicações para Gorée ser epicentro do turismo em Senegal. A ilha ostenta uma carga histórica que a permite ser memória viva do período da escravidão de negros africanos. Saída para as Américas Pela localização privilegiada “de cara” para o Oceano Atlântico, foi usada por colonizadores europeus ─ portugueses, holandeses, ingleses e franceses ─ como entreposto para o tráfico de escravizados, que eram embarcados compulsoriamente para as Américas. Prática que vigorou dos séculos 15 ao 19. Vista da Ilha de Gorée - Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil Os africanos que resistiam à travessia transoceânica tinham como fim uma vida de escravizado em locais como Brasil, Estados Unidos, Cuba, Haiti e no Caribe. Em Gorée fica a Casa dos Escravos, construção de dois andares onde os africanos eram mantidos aprisionados antes de passar pela expressiva “Porta do Não Retorno”. Hoje o local é o centro mais palpitante da ilha e exerce a função de memória da escravidão. A Agência Brasil já havia estado neste Patrimônio da Humanidade em 2023 e relatou em detalhes a visita à ilha. Leia aqui: Ilha de Gorée, na África, é memória viva da escravização negra Atualmente, Gorée tem cerca de 1,7 mil moradores, de acordo com o censo de 2023 da Agência Nacional de Estatística e Demografia (ANSD, na sigla em francês), que equivale ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A vendedora Fama Sylla em frente à sua loja na Ilha de Gorée - Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil Com o turismo, vem a renda No fim de abril, um mês depois de as Nações Unidas terem declarado a escravidão de africanos como o mais grave crime já cometido contra a humanidade, a Agência Brasil voltou a Gorée e constatou que, para os menos de 2 mil moradores, o fluxo de dezenas de milhares de turistas que visitam a ilha anualmente é a oportunidade de conseguir alguma forma de ocupação e renda. Já na ilha, Fama Sylla, a senegalesa que abordava visitantes ainda na fila do porto, deixa explícito o porquê do interesse em conseguir clientes. “O turismo é muito importante aqui porque vivemos disso, vivemos do turismo”, conta. Ela relata que o ponto de venda ─ muito parecido com as baias comuns em galpões e galerias que vendem artesanato no Brasil ─ é uma tradição da família. “Temos uma loja que era da minha avó. Isso continua até hoje, passou para minha mãe e para nós, os filhos”, diz. Bem perto do cais onde desembarcam os visitantes, Chaua Sall vende esculturas de madeira tradicionais do país. Algumas retratam animais emblemáticos do continente africano, como girafa e hipopótamo. “Quero vender coisas bonitas para as pessoas”, diz ele, que veste um boubou, espécie de túnica tradicional na África Ocidental. “Aqui você recebe turistas de vários lugares: França, Espanha, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália – pessoas do mundo todo vêm para a Ilha de Gorée”, lista Chaua. Além dele, o filho e o irmão também vivem do turismo em Gorée. Chaua Sall vende peças de artesanato na Ilha de Gorée - Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil Leia mais: Por mais turismo e comércio, Brasil quer voo mais curto para o Senegal Hospitalidade para atrair turistas Aminata Fall tem uma estratégia para conquistar a atenção de turistas estrangeiros que circulam pela ilha. “Bom dia”, diz ela em português. A vendedora aprendeu saudações e expressões em diversos idiomas. Uma forma de puxar assunto com os visitantes de fora do Senegal. No país, os idiomas falados são o francês ─ oficial, legado da colonização europeia ─ e o wolof, de raiz africana, muito falado nas ruas. A vendedora Aminata Fall trabalha com acessórios típicos na Ilha de Gorée - Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil Ela conta que as únicas atividades econômicas do lugar são a pesca e o turismo. “As mulheres têm lojas, e os homens pescam ou trabalham como guias turísticos. É assim que trabalhamos aqui nessa pequena Ilha de Gorée. Não temos fábricas, nada além de turismo e pesca”, constata. Ela enfatiza uma das principais características do povo de Gorée. “Somos muito gentis e acolhedores com pessoas do mundo todo que vêm visitar a Casa dos Escravos. E, depois da visita, se tiverem tempo, não as obrigamos a ir ao mercado, mas, se quiserem, podem passar lá para ver o que fazemos”, diz ela. A característica citada por Aminata é algo que ultrapassa os limites da ilha e se espalha por todo o Senegal. Aliás, a seleção de futebol, que em 16 de junho estreará na sua quarta Copa do Mundo, é conhecida como "Leões de Teranga". Teranga é uma palavra do wolof que define a hospitalidade e o carisma dos senegaleses. Arte tradicional Um dos tours guiados por Gorée passa sempre no ateliê de Cheikh Sow. Ele utiliza uma técnica que combina cola e uma espécie de serragem em diversas cores para fazer quadros com paisagens e representações típicas africanas. A demonstração “ao vivo” é uma oportunidade de convencer o turista a levar um exemplar. “Eu sou artista e deixei tudo para viver da pintura, para ganhar a vida com quadros, porque meus pais não tinham condições suficientes para nos sustentar”, conta em entrevista à Agência Brasil. “Por isso, preferi estudar na escola de belas-artes e, assim, consigo ganhar a vida”, diz. “Também temos mulheres, temos filhos, e, com essas pinturas, até tentamos construir casas para viver melhor. A ilha é realmente calma e tranquila, não há grandes problemas, como a poluição”, completa ele, que trabalha com outras pessoas no ateliê. “Em relação à escravidão, procuramos deixar isso no passado. O essencial, para nós, jovens da ilha, é tentar todos os dias ganhar a vida da melhor maneira possível, sempre pelo caminho certo. É assim que vivemos hoje”, finaliza. Cheikh Sow, vendedor de quadros na Ilha de Gorée - Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil Passado, mas presente O guia Mamadou Bailo Diallo é mais um senegalês que vive do turismo. Ele conta que faz de um a dois tours guiados pela ilha diariamente. Durante a vista na Casa dos Escravos, ele relembra a história do líder sul-africano Nelson Mandela (1918-2013), que passou 27 anos encarcerado durante o regime segregacionista do apartheid. Guia de turismo Mamadou Bailo Diallo, no museu Casa dos Escravos, na Ilha de Gorée - Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil Mandela, conta Bailo Diallo aos visitantes, passou alguns minutos em uma cela usada para punição de escravizados e saiu do cubículo em lágrimas. Lágrimas que eventualmente o guia encontra nos rostos dos visitantes. "Eu percebo que algumas pessoas brancas choram. A escravidão é vergonhosa para elas. É uma questão de humanidade, não de cor", diz o guia de turismo à Agência Brasil. Em Gorée há um marco em homenagem a Mandela, que se tornaria presidente da África do Sul anos após a visita. "Ao fazermos a nossa luz brilhar, oferecemos aos outros a oportunidade de fazer o mesmo", registra a inscrição no monumento. Homenagem a Nelson Mandela na Ilha de Gorée - Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil Reflexão e educação Morador de Dacar, o engenheiro civil Daouda Ndiaye visitou a ilha a qual classifica como de grande importância, não só para o Senegal, mas para todo o continente africano. “Este lugar representa uma memória viva, um capítulo doloroso da história que é essencial preservar para que nunca seja esquecido”, diz à Agência Brasil. “Permite-nos homenagear os milhões de pessoas que sofreram e transmitir esta história às gerações futuras, para que possam aprender com ela”, completa. Para o visitante, a ilha é um espaço de “memória, reflexão e de educação”. “Visitar este lugar convida a uma profunda consciência das consequências humanas da escravatura e da importância de defender a dignidade humana em todo o mundo”, conclui. Estudantes visitam a Ilha de Gorée - Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil Além de memória viva, Gorée é uma sala de aula a céu aberto. Ao longo do dia, excursões com centenas de alunos de escolas do Catar desbravam a ilha, transformado o turismo em educação, como sugere Daouda Ndiaye. Desses grupos de crianças e adolescentes saem os sons de animação e alegria que atualmente fazem parte da trilha sonora da ilha, substituindo o sofrimento que tomava conta de Gorée séculos atrás. *O repórter viajou a convite do Ministério da Integração Africana, Negócios Estrangeiros e Senegaleses no Exterior.