Agricultora transforma batata-doce cultivada pela família em chips para gerar renda
Kayllane Sabrina comercializa o produto na AgroBV 2026, em Boa Vista, e outros agricultores também inovam com derivados de suas colheitas.
L'essentiel
- A agricultora Kayllane Sabrina, de Roraima, transformou a batata-doce cultivada pela família em chips para criar uma nova fonte de renda, comercializando-os na AgroBV 2026.
- Outros agricultores familiares também inovam, como Danielle Lira, que faz produtos de abacaxi, apesar das dificuldades climáticas enfrentadas na produção.
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Pourquoi c'est important
Agricultores familiares em Roraima estão buscando novas formas de gerar renda e agregar valor aos seus produtos, transformando colheitas em itens processados para comercialização em eventos como a AgroBV 2026.
Entre uma colheita e outra, a agricultora Kayllane Sabrina encontrou uma forma de transformar a produção da família em uma nova fonte de renda. A batata-doce cultivada na propriedade virou matéria-prima para a fabricação de chips, comercializados por ela na AgroBV 2026, realizada na zona rural de Boa Vista. O assunto foi um dos destaques do Amazônia Agro deste domingo (2).
A batata-doce é um tubérculo rico em carboidratos e fibras, que ajudam no fornecimento de energia ao organismo. Em 2025, a produção da raiz quase dobrou no Brasil, impulsionada pelo aumento do consumo.
Kayllane começou a produção dos chips em fevereiro de 2026, com a ideia de criar uma renda própria. Segundo ela, o início foi difícil porque muitas pessoas ainda não conheciam o produto.
“Minha avó já tinha a máquina, e usava [as batatas] mais para as feiras. Foi quando tive a ideia de fazer algo pra ter minha própria renda", contou.
Formada na área de alimentos, a produtora usou o conhecimento técnico para desenvolver o produto. Segundo ela, foram necessários planejamento e testes até chegar ao resultado atual, com chips finos e crocantes.
Para ela, a produção dos chips também ampliou as opções de venda da família e agregou valor à batata-doce cultivada na propriedade.
"É uma alegria poder mostrar meu trabalho. Vê que as pessoas gostam do meu produto é gratificante", afirmou.
Além de Kayllane, outros agricultores familiares também apresentam produtos desenvolvidos a partir do que é cultivado nas propriedades. Danielle Lira, por exemplo, aproveita o abacaxi produzido pela família para fabricar alimentos como bolo, suco, caipirinha e mousse.
“No nosso estande vão poder encontrar os abacaxis e também derivados. Bolo, suco, temos também a caipirinha e mousse. E com muito esforço conseguimos trazer produtos de qualidade”, disse Danielle.
“É satisfatório. A gente vê o consumidor final dando a resposta para a gente, mostrando que está gostando do produto. Isso significa que o nosso trabalho está dando resultado”, ressaltou.
Apesar dos resultados, os produtores também enfrentam dificuldades para manter a produção. A falta de chuva, o excesso de água no início do ano e as pragas afetaram o cultivo, mas os agricultores conseguiram se organizar para participar da feira, segundo Ana Carla, presidente da Associação dos Produtores Rurais do PA Nova Amazônia I (ASSTRF PANA).
“Durante todo o ano a gente acaba se programando para essa data. Apesar do empecilho este ano, que foi a falta de chuva e também o excesso no começo do ano, além das pragas, conseguimos produzir e trazer os produtos até o evento", explicou.
AgroBV 2026
A AgroBV 2026 segue até este domingo no Centro de Difusão Tecnológica (CDT), na região do Bom Intento, zona rural de Boa Vista. A expectativa da organização é que a feira receba cerca de 80 mil visitantes e movimente R$ 100 milhões em negócios nesta edição.
Entre os atrativos do evento, o público pode visitar o tradicional campo de girassóis, conhecer a fazendinha com pôneis, minivacas, cabras e ovelhas, comprar produtos da agricultura familiar e aproveitar a praça de alimentação, com restaurantes e música ao vivo.
A feira ocorre diariamente, das 8h30 às 18h30. Durante os quatro dias de programação, os visitantes também poderão percorrer de áreas demonstrativas com cultivos de milho, soja e capim. O evento ainda reúne exposição de tratores, caminhões, caminhonetes, drones, painéis solares, implementos agrícolas e outras tecnologias voltadas ao trabalho no campo.
Questions ouvertes
- Qual o volume exato de vendas dos chips de batata-doce de Kayllane?
- Como os agricultores planejam mitigar futuras dificuldades climáticas?
- A AgroBV 2026 atingiu a meta de R$ 100 milhões em negócios?





