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Arara-azul-grande volta a integrar lista de espécies ameaçadas de extinção
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G125.06.2026Environment4 dk okumaBrazil

Arara-azul-grande volta a integrar lista de espécies ameaçadas de extinção

L'essentiel

  • A arara-azul-grande foi incluída na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, voltando à categoria Vulnerável.
  • Incêndios no Pantanal afetaram diretamente a espécie, destruindo habitat e alterando relações ecológicas.

Résumé généré par IA

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A arara-azul-grande, ave-símbolo de Mato Grosso do Sul, foi reclassificada como Vulnerável à Extinção devido aos impactos dos incêndios no Pantanal.

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou a nova Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.

Entre as espécies incluídas está a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), declarada ave-símbolo de Mato Grosso do Sul em 2025.

A espécie volta a integrar a categoria Vulnerável à Extinção (VU). Publicada no Diário Oficial da União (DOU), a atualização reúne 24 espécies classificadas como Vulneráveis (VU) ou Em Perigo (EN), reforçando a necessidade de ampliar as ações de conservação da biodiversidade brasileira.

A presidente e fundadora do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes, explica que os grandes incêndios no Pantanal afetaram diretamente a espécie, que depende de poucas árvores para alimentação, abrigo e reprodução.

“Quando ocorrem esses incêndios no Pantanal, além de queimar ninho, ovos e filhotes, queima o habitat como um todo", afirma.

Ela explica ainda que os incêndios também alteram a relação entre as espécies. "Por exemplo, espécies que não predavam antes, agora começam a predar e com isso, essas espécies que são mais suscetíveis, como a arara-azul-grande, acaba sendo grandemente afetada, não só no momento do fogo, mas por vários anos após esses grandes incêndio."

Monitoramento contínuo

Arara-azul-grande está entre as espécies incluídas na Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. — Foto: Fernanda Fontoura/Instituto Arara Azul

O Instituto Arara Azul mantém um monitoramento contínuo dos ninhos, ovos e filhotes da espécie, e todas as informações são registradas pelo Projeto Arara Azul. Segundo Neiva, os dados mais recentes mostram os impactos dos incêndios florestais sobre a reprodução da espécie.

“Como resultado do nosso monitoramento, observamos que houve uma grande diminuição do número de casais se reproduzindo e consequentemente do sucesso reprodutivo por conta dos grandes incêndios”, relata.

Ela afirma que, além de destruir ninhos, ovos e filhotes, os incêndios comprometem a saúde das aves. Como consequência, alguns filhotes apresentam lesões na pele, desenvolvimento abaixo do esperado e aumento nos casos de nanismo. Antes dos incêndios, cerca de 7% das araras monitoradas apresentavam essa condição. Após as queimadas, esse índice passou a ser registrado com mais frequência.

A classificação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) considera o risco de extinção da espécie em todo o território nacional, sem divisão por estados.

Neiva destaca que o trabalho desenvolvido no Pantanal desde 1990, com ações como a instalação de ninhos artificiais, o manejo de ninhos naturais e o monitoramento contínuo da espécie, contribuiu para recuperar a população da arara-azul no bioma e favorecer sua expansão para áreas do Cerrado próximas ao Pantanal.

“Isso melhorou o número de araras na natureza, tanto que ela saiu da lista em 2014. Porém, com os grandes incêndios que acabam afetando muito uma espécie que é extremamente especialista e vulnerável quanto ao hábitat faz com que ela sofra mais por isso que ela volta para essa lista”, completa.

Arara-azul-grande volta a integrar a categoria Vulnerável à Extinção (VU). — Foto: Roberta Kraemer/Instituto Arara Azul

Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Questions ouvertes

  • Quais novas ações de conservação serão implementadas?
  • Qual o impacto a longo prazo dos incêndios na população da arara-azul?

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This article was originally published by G1.

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