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Brasil reage a taxação de 25% dos EUA em produtos brasileiros
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Agência Brasil Economia02.06.2026Monde3 dk okumaBrazil

Brasil reage a taxação de 25% dos EUA em produtos brasileiros

L'essentiel

  • Ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) detalha impacto de taxação de 25% dos EUA em produtos brasileiros, afetando 21% das exportações.
  • Pix não entra em negociação.
  • Senador Flávio Bolsonaro criticado por dificultar diálogo.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

O governo dos EUA propôs uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros, o que gerou preocupação no Brasil. O Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, detalhou os impactos e a posição do governo brasileiro.

Taille de police

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, listou, nesta terça-feira (2), o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada.

“Os setores mais atingidos seriam os de máquinas, equipamentos, que têm valor agregado. E traz muito prejuízo, como disse o vice-presidente [Geraldo Alckmin], para emprego, para renda, para as indústrias”, destacou.

De acordo com o ministro, a decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

A lista dos setores mais expostos:

máquinas e equipamentos industriais;

produtos de plástico;

calçados;

produtos de madeira, como esquadrias;

papel cartão;

ferro fundido;

peixes e crustáceos.

A declaração do titular do MDIC foi dada em Brasília, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, para dar resposta sobre como o governo do Brasil reagirá ao relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) emitido nesta segunda-feira (1º), que propõe a taxação.

Soberania

O ministro Márcio Rosa foi taxativo ao dizer que não haverá retrocesso em temas relativos à soberania nacional, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E por isso, o Pix não entra na pauta de negociações do Brasil.

“[O Pix ] não está na mesa de negociação, não há hipótese para isso. Nós vamos, sempre que possível, demonstrar não apenas para o governo norte-americano, mas também para o povo brasileiro, qual é a linha de esclarecimento e de defesa do Brasil”, disse.

O ministro criticou quem complica o avanço do diálogo entre Brasília e Washington.

“Toda vez que a gente avança, surge um complicador, alguém para dificultar o diálogo e, muitas vezes, há uma ameaça de retrocesso”, declarou.

Márcio Rosa mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que teve agenda na Casa Branca, na última passada.

Para o ministro, o movimento do parlamentar fluminense para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas pelos Estados Unidos, no fim atrapalha os trabalhos realizados pelas autoridades brasileiras.

“Ele [senador Flávio Bolsonaro] acaba por produzir um resultado que contraria a ação das nossas polícias, por exemplo, da Polícia Federal, que mantêm relação de atuação cooperada e conjugada com as autoridades norte-americanas”, afirmou.

O ministro salientou que o próprio presidente Lula já apresentou ao correspondente norte-americano a proposta brasileira de combate à corrupção.

“É importante que nós fiquemos com muita transparência esclarecendo o posicionamento do Brasil e na defesa, única e exclusivamente, dos interesses do povo brasileiro”, declarou.

Articulação

O ministro Márcio Rosa lembrou que o Brasil mantém canais abertos permanentes, desde que o presidente Lula esteve reunido com o presidente estadunidense Donald Trump.

Desde então, o governo brasileiro teria participado de, pelo menos, quatro reuniões formais recentes com o USTR, a última em 28 de maio, estendendo-se a discussões técnicas na manhã de sexta-feira (29).

À surveiller

Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • O Brasil demonstrará seu posicionamento e defenderá seus interesses perante o governo e o povo americano.

    Très probable · Court terme

  • O Pix não será incluído nas negociações comerciais entre Brasil e EUA.

    Très probable · Court terme

Questions ouvertes

  • Quais serão as medidas de retaliação do Brasil, se houver?
  • Qual o impacto exato no emprego e na renda brasileira?
  • Como a classificação de facções como terroristas pelos EUA afetará a cooperação policial?
  • Haverá novas reuniões formais entre Brasil e USTR para discutir a taxação?

Sujets liés

This article was originally published by Agência Brasil Economia.

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