Caiado critica Flávio Bolsonaro por carta de apoio do pai em meio a crise
L'essentiel
- Ronaldo Caiado criticou Flávio Bolsonaro por depender de carta do pai, Jair Bolsonaro, para apoio em campanha.
- Caiado afirmou que um candidato precisa de "estabilidade emocional" e "capacidade de superar crises", e não "recorrer a uma carta do pai a cada crise".
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Pourquoi c'est important
Ronaldo Caiado comentou sobre a necessidade de um candidato ter autonomia para governar, em vez de depender de apoio familiar em momentos de crise. A declaração surge após Flávio Bolsonaro receber uma carta de apoio de seu pai, Jair Bolsonaro.
“Nós sabemos muito bem que um pai não nega um pedido de um filho. Agora, você tem que estar preparado para governar, para presidir. Você não pode recorrer, a cada crise, a uma carta de seu pai. Você tem que ter as condições de poder: uma estrutura política, uma estabilidade emocional e, ao mesmo tempo, uma capacidade de superar as crises que amanhã venham a acontecer", declarou Caiado a jornalistas durante agenda no Festival do Japão, que acontece na cidade de São Paulo.
A manifestação ocorreu após divulgação de uma carta pública em que Jair Bolsonaro reforça o apoio à candidatura de seu filho 01. O documento foi lido durante transmissão ao vivo pelo próprio Flávio, que agradeceu o gesto e disse que a designação como porta-voz ajudaria a evitar divergências entre apoiadores do bolsonarismo.
A carta foi divulgada em meio a uma crise pública envolvendo Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que publicou um vídeo em que diz ter sido maltratada e humilhada pelo enteado.
"Ora, a cada crise é uma carta? Não, não é isso. O presidente tem que ter estatura para superar as dificuldades, enfrentar os problemas que está enfrentando e dar explicações totalmente consistentes para que ele continue a governar. Do contrário, foi um sinal de extrema fragilidade na campanha dele", afirmou o pré-candidato.
"Nós estamos em uma campanha eleitoral. Quem tem que responder somos nós, os candidatos. Nós não podemos ser porta-voz de ninguém. Nós temos que ser aquilo que a sociedade espera, para que sejamos, na Presidência, representantes de 215 milhões de brasileiros, e não de um grupo", afirmou.
O pré-candidato ressaltou que suas críticas não são dirigidas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem reconheceu a força política, mas ao que considera uma incapacidade do pré-candidato de responder às controvérsias que o cercam.
Questions ouvertes
- Qual o impacto real da crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro na campanha?
- Como a declaração de Caiado afetará a dinâmica entre os pré-candidatos?







