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Candidato de esquerda do Peru protesta contra supostas irregularidades eleitorais
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G120.06.2026Politique3 dk okumaBrazil

Candidato de esquerda do Peru protesta contra supostas irregularidades eleitorais

L'essentiel

  • Roberto Sánchez, candidato presidencial de esquerda do Peru, liderou protestos em Lima alegando irregularidades eleitorais.
  • Ele busca anular votos e pede transparência, enquanto Keiko Fujimori lidera a apuração.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

O candidato de esquerda Roberto Sánchez liderou um protesto em Lima após alegar irregularidades na apuração das eleições presidenciais do Peru, onde está atrás de Keiko Fujimori.

Taille de police

O candidato presidencial de esquerda do Peru, Roberto Sánchez, lidera apoiadores em um protesto após alegar irregularidades na autoridade eleitoral, em Lima, Peru, 19 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Alessandro Cinque

O candidato de esquerda no segundo turno das eleições presidenciais do Peru, Roberto Sánchez, liderou uma marcha de protesto, ao lado de seus apoiadores, pelas ruas de Lima, a capital do país, na noite desta sexta-feira (19).

Atrás da candidata da direita, a conservadora Keiko Fujimori, na apuração das urnas, Sánchez pediu "justiça eleitoral" e "transparência".

O partido dele, Juntos por el Peru, entrou com ações judiciais junto à Justiça eleitoral para anular os votos de Lima e do exterior, alegando padrões de votação que favoreceram Fujimori e alterações nas regras que afetaram os votos vindos do exterior.

"Eles nos negam o direito de protestar e alegam que esta manifestação é ilegal por meio de um documento. Sequer permitem a expressão democrática de pessoas que desejam se manifestar e exigir justiça eleitoral, o devido processo legal e transparência. Claramente, isso não é um padrão democrático. Apesar de tudo isso, (...) nosso povo está aqui", afirmou.

O candidato presidencial de esquerda do Peru, Roberto Sánchez, usa um megafone para discursar para seus apoiadores durante um protesto — Foto: REUTERS/Alessandro Cinque

Até o momento, 99,64% das urnas estão apuradas. Fujimori lidera com 50,113% dos votos contra 49,887% do deputado de esquerda.

Fujimori, em sua quarta tentativa de chegar à Presidência, mantinha uma vantagem de 41.474 votos às 15h30 deste sábado (20), na apuração que tem deixado o Peru em suspense desde 7 de junho.

Segundo informações divulgadas pelo Escritório Nacional de Eleições (ONPE) do Peru, o júri eleitoral ainda precisava analisar os votos contestados, que somavam cerca de 87 mil até a noite desta sexta.

A vantagem de Fujimori, que já disse aguardar calmamente o resultado final, se deve, em grande parte, à votação de cidadãos peruanos que vivem no exterior. No estrangeiro, ela tem 63.206% dos voto; já no Peru, Sánchez está ligeiramente à frente com 50.110%.

"Buscamos a democracia com Roberto Sánchez como presidente do Peru porque ele tem a maioria dos votos em todo o país, em todas as 16 regiões. É um voto limpo que o povo lhe deu, e isso deve ser respeitado. Roberto Sánchez representa a democracia, não a ditadura", lamentou a professora Alicia Mamani durante a marcha ao lado do candidato de esquerda.

Roberto Sánchez e Keiko Fujimori — Foto: REUTERS/Alessandro Cinque e REUTERS/Stifs Paucca

Fujimori, que pode se tornar a primeira mulher eleita diretamente para a Presidência do Peru, já perdeu três segundos turnos anteriores. No mais recente, em 2021, ela foi derrotada pelo candidato de esquerda Pedro Castillo por apenas 44.200 votos.

Enquanto a lenta revisão e recontagem dos votos contestados continuam, o partido de Sánchez afirma que não respeitará o resultado final das eleições presidenciais.

Missões de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia afirmaram, separadamente, esta semana, que a votação transcorreu normalmente e pediram aos candidatos e ao país para aguardarem o resultado oficial.

Questions ouvertes

  • Serão aceitas as ações judiciais de Sánchez?
  • Qual o impacto dos votos contestados no resultado final?
  • Haverá mais protestos ou violência?

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This article was originally published by G1.

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