Casal argentino em SC vive nostalgia e tensão pela última Copa de Messi
L'essentiel
- Casal argentino que se mudou para Florianópolis em 2021 para abrir um café, expressa nostalgia e tensão com a última Copa do Mundo de Lionel Messi.
- Eles relembram a final de 2022 e discutem o favoritismo para o torneio atual.
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Pourquoi c'est important
Um casal argentino de ex-policiais se mudou para Florianópolis em 2021 em busca de tranquilidade e qualidade de vida, onde abriram um café. Eles agora vivenciam a expectativa para a Copa do Mundo de 2026, marcada pela despedida de Lionel Messi.
Mas, além do aroma do café, a expectativa para a estreia da seleção argentina na Copa do Mundo 2026 também tem movido o casal nos últimos dias.
A paixão pela seleção argentina está marcada na pele de Cláudio. No final da Copa de 2022, o ex-policial fez uma promessa: tatuaria a taça do título caso a Argentina fosse a campeã. Ele cumpriu o acordo um dia depois da conquista.
Entre risos e certo nervosismo, a esposa lembra do sufoco que foi acompanhar a final da última Copa em Canasvieiras, quando o bairro foi tomado por uma “onda de compatriotas”
"A rua ficou inundada de argentinos. Eu achei que ele [Cláudio] fosse morrer de tanta tensão no último jogo", brinca Marcela.
Para o torneio atual, o sentimento do casal é de nostalgia misturada à melancolia. Esta será a última Copa do Mundo de Lionel Messi. Para os empresários, a despedida do craque é dolorosa.
"É triste. Ele é um ídolo que temos. É um 'coloraço' [expressão para boa pessoa], um cara do bem, não há igual a ele."
Sobre o favoritismo e a chance de um bicampeonato consecutivo da Albiceleste, Claudio adota uma postura cautelosa e pés no chão, bem diferente do clima de "já ganhou" de 2022.
Para ele, o título desta vez está aberto e a disputa promete ser acirrada entre três grandes potências: Argentina, Brasil e Espanha.
De ex-policiais a donos de café em SC casal argentino vive misto de nostalgia e tensão pela última Copa de Messi — Foto: Júlia Venâncio
Casal se mudou para Florianópolis em busca de paz e qualidade de vida
Marcela e Cláudio se mudaram para Florianópolis em 2021 quando se aposentaram das carreiras de policiais em Buenos Aires, capital da Argentina.
A transição de uma “vida agitada” no país vizinho para o ritmo litorâneo do Norte da Ilha foi planejada após uma série de férias na região. “Vínhamos buscar um pouco de tranquilidade”, relata Marcela.
Quando a aposentadoria chegou, o casal não hesitou: fez as malas e trouxe a filha mais nova, que na época tinha só 10 anos e não falava uma palavra em português.
Hoje, aos 15 anos, os pais já consideram a adolescente uma legítima "manezinha", apelido dado para quem nasce em Florianópolis. Segundo os pais, a adolescente adaptou-se tão bem à cultura local que a única coisa que ainda denuncia suas raízes é a paixão fervorosa pelo futebol.
"Ela já fala [como os locais] e tem a linguagem corporal das brasileiras. É muito feliz aqui, e isso é o mais importante", relata a mãe.
De ex-policiais a donos de café em SC casal argentino vive misto de nostalgia e tensão pela última Copa de Messi — Foto: Júlia Venâncio
O "carro-chefe" que conquistou os brasileiros
Embora tenham mudado para o Brasil sem a pretensão de abrir um negócio, a energia do casal os impulsionou a empreender.
Começaram de forma tímida, nos fundos de uma galeria, o que limitava o público aos conterrâneos e a poucos conhecidos. Hoje, instalados em um ponto de maior visibilidade, eles atendem a uma clientela mista e cativa.
No cardápio, clássicos como empanadas, pizzas e pães recheados dividem espaço com o verdadeiro orgulho da casa: as medialunas de manteiga - uma versão argentina do croissant, com doçura e textura diferenciadas.
"É o nosso produto essência, primordial. O que aqui no Brasil vocês chamam de 'carro-chefe'", explica Claudio, adotando a gíria brasileira.
As medialunas fazem tanto sucesso que, no verão, a produção decola para abastecer outras lojas da região, além de conquistar definitivamente o paladar dos clientes brasileiros.
Questions ouvertes
- Como será a reação dos torcedores à despedida de Messi?
- Qual o impacto da Copa na clientela do café?





