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BackCoveiro é preso por tortura, cárcere privado e tentativa de feminicídio contra companheira
Coveiro é preso por tortura, cárcere privado e tentativa de feminicídio contra companheira
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G102.07.2026Crime5 dk okumaBrazil

Coveiro é preso por tortura, cárcere privado e tentativa de feminicídio contra companheira

L'essentiel

  • Um coveiro foi preso em Divinópolis por torturar, manter em cárcere privado e tentar matar a companheira.
  • A vítima, desnutrida e ferida, relatou agressões físicas e psicológicas.
  • O suspeito também divulgou imagens íntimas dela.

Résumé généré par IA

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Um coveiro foi preso em Divinópolis após ser denunciado por violência doméstica. Sua companheira relatou tortura, cárcere privado e tentativa de feminicídio, chegando à delegacia desnutrida e ferida.

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Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (1º), a delegada afirmou que a mulher relatou uma sequência de agressões físicas e psicológicas.

Segundo ela, a vítima foi encontrada desnutrida, ferida e em estado de extrema vulnerabilidade. A principal suspeita é de que o crime tenha sido motivado por uma suposta traição.

"Essa vítima sofreu todos os tipos de violência, com exceção da patrimonial. A física, a sexual, a emocional, a moral. Foi um pacote completo de violência e realmente foi um dos crimes mais graves que eu já trabalhei", afirmou a delegada.

O servidor, que é coveiro, foi preso em flagrante no dia 16 de junho, no bairro Padre Eustáquio, após a Polícia Militar (PM) ser acionada por uma denúncia de violência doméstica. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva.

Em nota, a Prefeitura informou que prepara um projeto de lei para tornar mais rígido o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em casos de crimes graves praticados por servidores, com o objetivo de agilizar as medidas administrativas, respeitando o devido processo legal. Leia a íntegra abaixo.

Delegada Francielly Sifuentes durante coletiva em Divinópolis — Foto: Reprodução/Tv Integração

Vítima chegou à delegacia com fome

Na delegacia, a vítima relatou que ficou sem se alimentar durante os oito dias em que foi mantida em cárcere. Segundo ela, o suspeito comprava apenas crack e a obrigava a consumir a droga com ele.

"Ela também era obrigada a tomar banhos gelados, ajoelhar nua sobre grãos de milho e feijão, além de sofrer agressões constantes. Ele queimava o corpo dela com cigarro, batia a cabeça contra a parede e chegou a quebrar um dente dela", disse Francielly Sifuente.

A delegada afirmou que a vítima chegou à delegacia com sinais evidentes das agressões sofridas.

"Ela chegou aqui com muita fome, porque estava há vários dias sem alimentação, com muito frio e usando poucas roupas. Ela tinha falhas no cabelo, porque ele arrancou vários tufos, estava com um dente quebrado, as costas machucadas por ter sido arrastada no chão. Foi uma situação deprimente".

Tentativa de fuga terminou com novas agressões

Segundo a investigação, a mulher conseguiu fugir do apartamento durante a madrugada, aproveitando um momento em que o marido saiu para comprar drogas.

"Ela conseguiu sair por um pequeno buraco na porta, mas ele a viu nas proximidades da casa, puxou pelos cabelos e a arrastou de volta para o imóvel", relatou Francielly.

No entanto, um vizinho viu a mulher fugir e acionou a Polícia Militar.

Segundo a delegada, ao perceber a tentativa de fuga da companheira, o investigado ficou ainda mais agressivo.

"Quando voltaram para o apartamento, ele ficou muito mais enfurecido, pegou uma faca, disse que iria matá-la e tentou golpeá-la. Ela conseguiu se defender e apresentava lesões nas mãos típicas de defesa. Nesse momento, a Polícia Militar chegou e ela foi resgatada".

Delegacia da Polícia Civil de Divinópolis — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Mulher não conseguiu pedir ajuda

A investigação também apontou que a vítima, que tem deficiência auditiva, ficou completamente isolada durante o período em que foi mantida em cárcere.

"Ela não conseguia pedir socorro porque é deficiente auditiva e ele ainda quebrou o celular dela. Ela não tinha nenhuma forma de pedir ajuda", explicou a delegada.

Segundo a Polícia Civil, o homem também filmou parte das agressões e gravou a vítima nua, ajoelhada sobre grãos. Em seguida, compartilhou as imagens com outras pessoas para humilhá-la, sob a justificativa de uma suposta traição.

Histórico de violência

Em depoimento, a mulher contou que o marido é usuário de crack e ficava agressivo após consumir a droga. Ela também relatou que já havia sido agredida por ele em outras ocasiões.

A Polícia Civil informou ainda que o investigado tem um registro anterior por violência doméstica, relacionado a uma denúncia de ameaça contra outra mulher.

Apesar da gravidade do caso, a delegada destacou a atuação integrada da rede de proteção no atendimento à vítima.

"Nós conseguimos dar um acolhimento, encaminhá-la para um lugar seguro e manter a prisão do investigado. Isso só foi possível graças ao trabalho integrado da Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, Sistema de Justiça e da rede de proteção do município", concluiu.

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O que disse a Prefeitura

"A Prefeitura de Divinópolis manifesta seu mais veemente repúdio aos graves fatos envolvendo um servidor municipal, indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de tentativa de feminicídio, tortura, cárcere privado, divulgação de cena de nudez e dano.

A Administração Municipal reafirma que qualquer forma de violência contra a mulher é inadmissível e incompatível com os princípios que norteiam o serviço público. O Município acompanha o caso com atenção e respeita a atuação dos órgãos competentes na condução das investigações e do processo legal.

Diante da gravidade dos fatos, a prefeita Janete Aparecida determinou, em conjunto com a equipe jurídica do Município, a elaboração de um projeto de lei que será encaminhado à Câmara Municipal com o objetivo de tornar o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) mais rígido em casos de indiciamento por crimes de extrema gravidade praticados por servidores públicos.

A proposta buscará reduzir a burocracia atualmente existente, permitindo que a Administração adote providências administrativas de forma mais ágil, sempre com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

A Prefeitura de Divinópolis reforça seu compromisso com a proteção das mulheres, a defesa dos direitos humanos, a ética na administração pública e a adoção de medidas que fortaleçam a responsabilidade e a integridade no serviço público."

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Ops!

Questions ouvertes

  • Qual o desfecho do processo administrativo disciplinar contra o servidor?
  • Haverá outras denúncias contra o suspeito?
  • Como a vítima está se recuperando?

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This article was originally published by G1.

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