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Criança de 7 anos sofre ofensas racistas em escola particular no DF, diz família
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G116.06.2026Education2 dk okumaBrazil

Criança de 7 anos sofre ofensas racistas em escola particular no DF, diz família

L'essentiel

  • Família relata que menino de 7 anos sofreu ofensas racistas em escola particular no DF.
  • Após dois episódios, aluno foi transferido e apresenta mudanças de comportamento.
  • Escola afirma ter tomado medidas pedagógicas.

Résumé généré par IA

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Um menino de 7 anos teria sofrido ofensas racistas em uma escola particular no Distrito Federal. A família registrou ocorrência e transferiu a criança para outra unidade.

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Segundo a família, os episódios ocorreram em dois momentos distintos: o primeiro na porta do banheiro da instituição; o segundo, dentro da sala de aula.

Após os casos, o aluno deixou de frequentar as aulas e foi transferido para outra unidade de ensino.

A mãe, que preferiu não se identificar para preservar a imagem da criança, contou à TV Globo que o filho chegou em casa chorando no último dia 1º.

Questionado pela mãe, o menino de 7 anos disse que, ao sair do banheiro, ouviu a frase: "Sai da frente, seu macaco."

Ainda segundo a família, o aluno procurou a professora, mas a escola não repassou a denúncia aos responsáveis.

Dez dias depois, um novo episódio de ofensa aconteceu – desta vez, dentro da sala de aula.

Criança de 7 anos sofre ofensas racistas em escola particular no DF, diz família — Foto: TV Globo/reprodução

Mãe vê ações insuficientes da escola

A mãe diz que cobrou providências da direção, mas considera que as medidas adotadas não foram suficientes.

“A escola deveria ter chamado os pais e trabalhado isso pedagogicamente. Não é normal, no século em que vivemos, uma criança de 7 anos ter que sair da escola por sofrer ofensas”, afirmou.

Após o segundo caso, a família registrou ocorrência na delegacia. O menino foi transferido para outra escola particular da região.

Segundo a mãe, a criança, que antes era comunicativa e gostava de brincar, passou a apresentar mudanças de comportamento.

"Hoje ele não quer sair, não quer ver ninguém, não quer se alimentar. Está chorando a todo momento”, contou.

O que diz a escola

A direção da escola Nossa Senhora Aparecida informou que chamou os responsáveis pelos alunos envolvidos para conversar nos dois episódios e realizou atividades pedagógicas com os estudantes sobre o tema do racismo.

Recentemente, o Ministério Público (MP) recomendou que escolas da rede pública adotem protocolos antirracistas, com orientações para identificar, registrar e encaminhar casos dentro das unidades de ensino.

Especialistas defendem que a medida também seja implementada nas escolas particulares. A neuropsicopedagoga Mara Rúbia Rodrigues da Cruz afirma que o enfrentamento ao racismo deve fazer parte da rotina escolar.

“Não é uma questão pontual. Precisa ser trabalhada durante todo o ano, dentro do projeto pedagógico, com formação dos professores e ações contínuas”, explica.

A especialista também alerta para o papel das famílias na identificação dos sinais. Segundo ela, nem sempre a criança consegue reconhecer ou nomear a violência sofrida, o que pode dificultar o enfrentamento do problema.

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Questions ouvertes

  • Quais medidas concretas a escola tomará?
  • Haverá investigação formal?
  • A escola particular será obrigada a ter protocolo antirracista?

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This article was originally published by G1.

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