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Delação de 'Beto Louco' e 'Primo' levou à operação contra servidor público suspeito de sonegar R$ 400 milhões na Bahia
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G122.05.2026Crime3 dk okumaBrazil

Delação de 'Beto Louco' e 'Primo' levou à operação contra servidor público suspeito de sonegar R$ 400 milhões na Bahia

L'essentiel

  • Uma delação de empresários foragidos levou à Operação Khalas na Bahia, que prendeu um servidor público e outras duas pessoas.
  • O grupo é suspeito de sonegar R$ 400 milhões e lavar dinheiro para o PCC, adulterando mais de 100 milhões de litros de combustível.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

A Operação Khalas foi deflagrada na Bahia para investigar um grupo suspeito de sonegar R$ 400 milhões e lavar dinheiro para o PCC. A ação foi motivada pela delação de empresários foragidos, 'Beto Louco' e 'Primo', que apresentaram provas consideradas robustas pelos promotores baianos.

Taille de police

Uma delação feita pelos empresários "Beto Louco" e "Primo" levou à operação que prendeu um servidor público e outras duas pessoas na Bahia.

O grupo é suspeito de sonegar R$ 400 milhões, além de lavar dinheiro para o PCC.

Os mandados de prisão foram cumpridos nesta quinta-feira (21), durante a "Operação Khalas".

Beto Louco e Mohamad Hussein Mourad, ambos foragidos, apresentaram material que aponta o pagamento de propina de R$ 400 milhões a políticos e autoridades. — Foto: Montagem/g1

A dupla, que segue foragida, já tinha tentado um acordo com os Ministérios Públicos de São Paulo (MP-SP) e do Piauí (MP-PI), mas não conseguiu. Ao contrário dos órgãos, os promotores baianos teriam considerado as provas apresentadas robustas e deram prosseguimento ao acordo.

Procurada pelo g1, no entanto, a assessoria do MP-BA afirmou não ter conhecimento do fato até então.

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A ação deflagrada na quinta-feira (21) também cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em quatro cidades. O servidor preso é auditor fiscal da Coordenação de Petróleo e Combustíveis (COPEC) da Sefaz-BA. As investigações apontam que os suspeitos lavavam dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Servidor da Sefaz foi preso durante a operação nesta quinta-feira (21) — Foto: Redes sociais

Segundo a apuração, o grupo criminoso adulterava combustíveis e mais de 100 milhões de litros podem ter sido adulterados entre 2023 e 2026. Uma refinaria em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), é investigada na operação.

Ainda segundo a polícia, o grupo atua como braço financeiro e logístico da facção, usando postos de combustíveis e empresas de transportes para lavar dinheiro.

O servidor público preso foi identificado como Olavo José Gouveia Oliva. Ele é auditor fiscal e atua na Coordenação de Petróleo e Combustíveis (COPEC), da Sefaz-BA. Com ele, foram apreendidos R$ 250 mil em dinheiro.

Em nota, a Sefaz informou que participa das investigações que resultaram na “Operação Khalas” e que segue acompanhando as apurações. O g1 tenta contatar a defesa do servidor. (Confira a nota completa da Sefaz ao fim da reportagem)

Mandados foram cumpridos em Salvador, Feira de Santana, Candeias e Camaçari — Foto: Polícia Civil

Conforme informado pela polícia, o esquema tinha como objetivo ocultar a importação de nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de misturas clandestinas. O grupo criminoso pagava vantagens para servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades legais.

As prisões preventivas foram cumpridas durante a "Operação Khalas". Outros dois servidores públicos municipais de Candeias, cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), foram afastados das suas funções.

Os mandados de busca e apreensão em Salvador; Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia; e nas cidades de Camaçari e Candeias, ambas na RMS.

Confira a nota completa da Sefaz:

"O órgão de investigação da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), a Infip – Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa, participa das ações que resultaram na “Operação Khalas” e segue acompanhando as apurações. Este trabalho também terá desdobramentos no âmbito administrativo, com apurações a cargo da Corregedoria da Fazenda Estadual, e na área fiscal, pela Superintendência de Administração Tributária.

Em casos desta natureza, a Sefaz-Ba enfatiza que age sempre respeitando todos os passos do processo legal, mas mantendo o máximo rigor".

Além das prisões, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Operação Khalas — Foto: Polícia Civil

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À surveiller

Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • Novas prisões e apreensões podem ocorrer à medida que as investigações avançam.

    Probable · En quelques semaines

  • O acordo de delação dos empresários 'Beto Louco' e 'Primo' será formalizado e trará mais detalhes sobre o esquema.

    Très probable · En quelques mois

  • Desdobramentos políticos podem surgir com a revelação de nomes de políticos e autoridades que teriam recebido propina.

    Possible · En quelques mois

Questions ouvertes

  • Qual o desfecho do acordo de delação entre os empresários e o MP-BA?
  • Quantos políticos e autoridades receberam propina, conforme alegado na delação?
  • Qual o envolvimento exato da refinaria em Camaçari na operação?
  • Quais as punições para os servidores públicos afastados e o servidor preso?

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This article was originally published by G1.

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