Esquema de suplementos falsificados é desarticulado no Rio de Janeiro
L'essentiel
- Grupo denuncia 14 pessoas por venda de suplementos falsificados no Rio de Janeiro.
- Produtos eram anunciados com preços baixos em plataformas de e-commerce, mas entregavam itens adulterados ou diferentes dos originais.
Résumé généré par IA
Pourquoi c'est important
Um esquema criminoso que vendia suplementos falsificados no Rio de Janeiro foi desarticulado pelo Ministério Público. Os suspeitos anunciavam produtos de marcas conhecidas com preços atrativos, mas entregavam itens adulterados ou diferentes dos originais.
Segundo a denúncia apresentada pelo CyberGAECO, a diferença chegava a mais de R$ 170 em alguns produtos.
De acordo com o documento, os suspeitos utilizavam plataformas de comércio eletrônico para anunciar suplementos de marcas conhecidas, com fotos semelhantes às dos produtos originais e preços considerados atrativos para os consumidores.
A denúncia afirma que o esquema se baseava justamente na oferta de produtos com valores significativamente inferiores aos praticados no mercado. Segundo o Ministério Público, após a compra, consumidores recebiam itens diferentes dos anunciados ou produtos que não correspondiam aos originais.
O documento relata que as suspeitas ganharam força a partir de reclamações feitas por clientes nas próprias plataformas de venda e também junto aos fabricantes.
Promotores saíram para cumprir 14 mandados de busca e apreensão no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio; em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; em Mangaratiba, na Costa Verde; e nos municípios de São Pedro da Aldeia e Cabo Frio, na Região dos Lagos.
A falsificação, muitas vezes, era grosseira: embalagens dos suplementos não traziam número do lote nem sequer data de validade.
Algumas cápsulas tinham cores e tamanhos diferentes das originais, sem nenhuma garantia do que exatamente havia dentro delas.
O grupo agia pelo menos desde 2022. As investigações começaram com reclamações de consumidores às marcas e às lojas online.
As empresas perceberam que os produtos com problemas vinham do mesmo endereço, em Duque de Caxias, quase sempre enviados pelos mesmos vendedores.
De acordo com o MPRJ, os vendedores se aproveitavam da credibilidade de grandes marketplaces para ampliar as vendas dos itens falsificados, causando prejuízos a milhares de consumidores e danos à reputação das empresas envolvidas. As plataformas colaboraram com as investigações, fornecendo informações que ajudaram na identificação dos integrantes do esquema.
Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ).
Na 1ª fase da apuração, em fevereiro de 2024, uma ação da Polícia Civil localizou um laboratório clandestino utilizado para a fabricação dos produtos adulterados. Os agentes também encontraram um galpão com grande quantidade de suplementos e produtos farmacêuticos, centenas de encomendas prontas para envio e milhares de rótulos, indicando a atuação em larga escala da organização.
Questions ouvertes
- Qual o valor total do prejuízo causado pelo esquema?
- Quantos consumidores foram afetados diretamente?
- As plataformas de e-commerce serão responsabilizadas?






