Estudantes da UFMT protestam contra misoginia e cobram agilidade em investigações
L'essentiel
- Estudantes da UFMT protestam contra misoginia e cobram agilidade em investigações sobre lista de alunas e ameaças no campus.
- Reitoria se comprometeu a discutir melhorias de segurança e criação de comissão.
Résumé généré par IA
Pourquoi c'est important
Estudantes da UFMT protestam contra misoginia e cobram agilidade em investigações sobre lista de alunas e ameaças no campus. A universidade abriu investigação interna, afastou alunos e suspendeu aulas presenciais de engenharia civil após ameaças. O caso ganhou repercussão após áudios e mensagens sobre um 'ranking de alunas mais estupráveis' circularem em redes sociais.
O g1 entrou em contato com a UFMT, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Desde o início do mês, quando o caso ganhou repercussão, a universidade informou que abriu uma investigação interna para apurar as informações e afastou dois alunos e suspendeu as aulas presenciais do curso de engenharia civil, após o pai de um investigado ameaçar estudantes no campus.
Segundo os organizadores, o protesto reuniu estudantes de diferentes cursos e teve como principal objetivo cobrar medidas da universidade para combater a misoginia dentro do campus e acelerar os processos relacionados ao caso. O ato cobrou ainda uma resposta mais rápida da reitoria. Os estudantes afirmam que a universidade não estaria tratando o episódio com a urgência necessária.
Durante o ato, os manifestantes se reuniram com o vice-reitor da universidade. Conforme os estudantes, a reitoria se comprometeu a discutir melhorias na infraestrutura do campus, como reforço na iluminação e ampliação do monitoramento, além da criação de uma comissão de debate sobre segurança e enfrentamento à violência contra mulheres na universidade.
Entre as propostas que serão debatidas pela comissão estão a realização de aulas obrigatórias de conscientização sobre misoginia e violência de gênero, em substituição às atividades regulares em determinados horários.
Ainda segundo os organizadores, a primeira reunião com a reitora deve ocorrer nesta sexta-feira (22) . Eles informaram que os processos relacionados à expulsão dos estudantes e à investigação sobre supostas ameaças feitas pelo pai de um dos envolvidos seguem em andamento.
No inicio de maio, um aluno do curso de Direito da universidade foi afastado das aulas após ser apontado como envolvido na criação da lista. Em mensagens divulgadas nas redes sociais, estudantes comentavam sobre um “ranking de alunas mais estupráveis” dos cursos da universidade.
O caso provocou protestos de estudantes e gerou repercussão dentro da universidade. Áudios que circulam em grupos de mensagens também reforçariam a conduta investigada. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu um prazo de cinco dias para a UFMT informar quais medidas internas estão sendo adotadas em relação ao caso.
A medida foi adotada após o MPMT instaurar um procedimento administrativo para apurar possíveis crimes após o vazamento de uma troca de mensagem entre os alunos citando, de forma clara, a intenção de abusar sexualmente de colegas da turma.
Segundo a universidade, o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet), Roberto Barbosa Silva, acompanhou os estudantes até a delegacia após as ameaças. A situação deixou estudantes e familiares preocupados com a segurança dentro do campus. O suspeito já foi identificado pela Polícia Civil e deverá prestar depoimento.
À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
A comissão de debate sobre segurança e enfrentamento à violência contra mulheres realizará sua primeira reunião.
Très probable · En quelques jours
A UFMT fornecerá informações ao MPMT sobre as medidas internas adotadas.
Probable · En quelques jours
A Polícia Civil concluirá a identificação e convocará o suspeito para depoimento.
Probable · En quelques semaines
Questions ouvertes
- Quais serão as conclusões da investigação interna da UFMT?
- Quais medidas concretas serão implementadas pela comissão de segurança?
- Qual o desfecho dos processos de expulsão e investigação sobre as ameaças?
- A UFMT responderá ao prazo estabelecido pelo MPMT?







