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EUA e Irã concordam com termos de acordo de paz, diz premiê do Paquistão
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G113.06.2026Politique4 dk okumaBrazil

EUA e Irã concordam com termos de acordo de paz, diz premiê do Paquistão

L'essentiel

  • O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou que EUA e Irã chegaram a um acordo de paz para encerrar conflito no Oriente Médio.
  • Termos incluem cessar-fogo, reabertura do Estreito de Ormuz e flexibilização de sanções.
  • Assinatura eletrônica esperada em 24h.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

O anúncio de um acordo de paz entre EUA e Irã ocorre após semanas de tensões e ataques mútuos na região do Oriente Médio, incluindo bombardeios e a queda de um helicóptero militar americano.

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Ilustração mostra bandeira dos EUA e do Irã — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Na manhã deste sábado (13), o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os Estados Unidos e o Irã concordaram com os termos para um acordo de paz que encerraria o conflito de meses no Oriente Médio.

O Paquistão está agora se preparando para uma assinatura eletrônica esperada dentro das próximas 24 horas, seguida por negociações de nível técnico na próxima semana, acrescentou Sharif.

A perspectiva para o fim da guerra ganhou força após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar na quinta (11) que os negociadores chegaram a um consenso. O Irã primeiro afirmou que nada estava fechado ainda, mas mudou de tom horas depois: o chanceler iraniano disse que um acordo de paz "nunca esteve tão próximo".

Pontos do acordo

Nenhuma das duas partes divulgou, oficialmente, o conteúdo do novo acordo. No entanto, a imprensa norte-americana e a iraniana publicaram alguns pontos com base em fontes dos dois governos.

A rede de TV CNN Internacional afirmou, com base em fontes do regime iraniano, que o memorando prevê que:

Haja um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;

O Estreito do Ormuz seja reaberto imediatamente. O Irã não cobre taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;

Os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;

Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;

O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

A agência de notícias Reuters ouviu de uma fonte do governo norte-americano que o acordo prevê que:

O Estreito de Ormuz será reaberto;

O programa nuclear iraniano será desmantelado;

O Irã não receba dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo.

Já a imprensa estatal iraniana divulgou nesta sexta-feira (12) que Teerã não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio. A agência de notícias iraniana Mehr diz o memorando de entendimento deve:

Suspender as sanções dos EUA contra o Irã;

Retirar as forças militares norte-americanas das proximidades do país;

Levantar o bloqueio naval a portos iranianos, com reabertura do Estreito de Ormuz;

Interromper as hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano.

Trump critica Irã

Na manhã desta sexta, o presidente norte-americano chegou a dizer que os detalhes do acordo divulgados pela imprensa norte-americana são falsos e criticou o Irã por passar informações a veículos de comunicação. Trump também chamou os dirigentes iranianos de "pessoas muito desonrosas para se negociar".

"Com eles, não existe negociação de boa fé. INCRÍVEL! É melhor eles se organizarem, e RÁPIDO!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

Horas depois, no entanto, Trump repostou uma mensagem do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi. No texto, Araqchi afirma que um acordo entre seu país e os Estados Unidos "nunca esteve tão perto".

Um homem caminha ao lado de uma maquete simbólica de um míssil iraniano, em uma rua em Teerã. — Foto: Majid Asgaripour/WANA via Reuters

Acordo após bombas

A proximidade de um acordo entre os dois países foi anunciada pelo próprio Trump na quinta-feira (11).

Após anunciar uma terceira noite de ataques e dizer que pretendia controlar o petróleo e o gás do Irã, Trump cancelou a ofensiva e afirmou que os negociadores chegaram a um consenso sobre "pontos finais" da proposta de paz.

O presidente norte-americano disse ainda que um acordo definitivo com Teerã "talvez seja assinado no fim de semana". A assinatura ocorreria na Europa e contaria com a presença de seu vice, JD Vance, segundo Trump.

Trump disse que o "memorando de entendimento" já foi aprovado "por todo mundo no Irã", inclusive o líder supremo do país, e que é um ótimo acordo, "pois o Irã jamais terá uma arma nuclear".

Minutos após a fala de Trump, no entanto, o Irã afirmou que o país ainda não aprovou nenhum acordo. "Nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado", afirmou a agência estatal Fars.

Novos ataques

As indicações de um acordo ocorrem após Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, mesmo sob cessar-fogo.

A nova escalada começou após a queda de um helicóptero militar das forças dos EUA durante um sobrevoo na região do Estreito de Ormuz. Após o episódio, Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e disse que teria de revidar.

Na mesma noite, os EUA bombardearam sistemas de defesa no território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou com ataques a uma base norte-americana no Bahrein. Na quarta-feira (10), os EUA fizeram um novo ataque, respondido por Teerã com mísseis lançados novamente a países do Golfo Pérsico.

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e disse que a escalada complicou ainda mais as conversas por um acordo de paz, além de tornar o cessar-fogo atualmente em vigor "sem sentido".

À surveiller

Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • Assinatura eletrônica do acordo de paz entre EUA e Irã nas próximas 24 horas.

    Très probable · En quelques heures

  • Negociações de nível técnico para implementação do acordo na próxima semana.

    Probable · En quelques semaines

Questions ouvertes

  • Quais serão os detalhes exatos da flexibilização das sanções?
  • Como o Irã garantirá o desmantelamento de seu programa nuclear?
  • Qual será a resposta de outros países da região ao acordo?

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This article was originally published by G1.

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