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Família de jovem assassinada em Sertãozinho lamenta anulação de júri pelo STJ: 'Voltou toda a dor'
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G116.06.2026Crime4 dk okumaBrazil

Família de jovem assassinada em Sertãozinho lamenta anulação de júri pelo STJ: 'Voltou toda a dor'

Decisão anulou condenação de 30 anos do ex-namorado da vítima, que deve aguardar novo julgamento em liberdade. Procuradoria-Geral de Justiça entrou com recurso.

L'essentiel

  • Família de Vanessa Nobre Martins lamenta decisão do STJ que anulou júri de Junio Giorgetti, condenado por seu assassinato.
  • O réu aguardará novo julgamento em liberdade, enquanto a Procuradoria-Geral de Justiça recorre.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

Vanessa Nobre Martins desapareceu em setembro de 2013 e seu corpo foi encontrado 10 dias depois em um córrego de Sertãozinho, com sinais de asfixia e mutilação. O ex-namorado, Junio Cesar Giorgetti, foi condenado a 30 anos pelo assassinato.

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Família de jovem assassinada em Sertãozinho lamenta anulação de júri pelo STJ: 'Voltou toda a dor'

Decisão anulou condenação de 30 anos do ex-namorado da vítima, que deve aguardar novo julgamento em liberdade. Procuradoria-Geral de Justiça entrou com recurso.

Por Patrícia Bonelli, EPTV

A família de Vanessa Nobre Martins lamentou a decisão do STJ que anulou o júri de Junio Cesar Giorgetti, condenado a 30 anos pelo assassinato da jovem.

O ministro Ribeiro Dantas acolheu parecer sobre falta de provas, mas a Procuradoria-Geral de Justiça recorreu.

Vanessa desapareceu em setembro de 2013 e o corpo foi achado 10 dias depois em um córrego de Sertãozinho, com sinais de asfixia e mutilação.

A Polícia Civil apontou que o casal brigou na noite do sumiço, mas a defesa de Junio alega que não existem provas ou testemunhas do crime.

Os advogados destacam ainda que um morador de rua confessou o assassinato à Guarda Civil Municipal, mas ele cometeu suicídio logo após a revelação.

“Voltou toda a dor. Tem familiar passando mal e coração está sangrando. Reviver tudo isso novamente. E está pior ainda, porque a gente fica com medo. Tem tudo isso e é complicado”, lamentou um dos parentes, que não quis se identificar.

O réu, que era namorado da vítima à época do crime, foi condenado pelo júri em 2023. Após recurso da defesa de Junio, o ministro relator Ribeiro Dantas entendeu que não foram encontradas provas concretas da autoria do crime.

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Familiares de Vanessa Nobre Martins lamentam decisão que anulou julgamento de ex acusado de homício — Foto: Luciano Tolentino/EPTV

Na decisão, o ministro acolheu uma manifestação do Ministério Público, que afirmou que as investigações não produziram nenhum elemento de convicção contra o réu. Com isso, o acusado deve aguardar por um novo julgamento em liberdade.

Para a família, a decisão trouxe um sentimento de injustiça à família.

"Está sendo difícil. Nós perdemos a Vanessa e, infelizmente, sabemos que ele estará solto. A gente quer sim a justiça para ele ser preso outra vez. Ele sabe que acabou com a vida dela”, disse.

Na última segunda-feira (15), a Procuradoria-Geral de Justiça recorreu da decisão do STJ e pediu a manutenção da condenação de Junio. Para o Ministério Público, o julgamento não poderia ter sido anulado uma vez que a defesa não apresentou fato novo que justificasse a revisão do processo.

A defesa, por outro lado, sustenta que a Procuradoria-Geral de Justiça já havia emitido parecer favorável pela revisão criminal do caso, alegando que não há elemento objetivo para a condenação do réu.

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Entenda o caso

Vanessa foi encontrada morta na tarde de 30 de setembro de 2013. De acordo com a Polícia Militar, o corpo foi visto dentro de um córrego na Cohab III por moradores da região e foi reconhecido por familiares dez dias após a jovem ser considerada desaparecida.

Nesse período, parentes e amigos chegaram a recorrer a carro de som e ao auxílio das autoridades para tentar encontrar a jovem.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Vanessa foi asfixiada e teve o corpo mutilado, antes de ser jogada no córrego.

Corpo de Vanessa Nobre Martins foi achado em córrego em Sertãozinho (SP), em 2013 — Foto: Acervo/EP

Ao longo das investigações, a Polícia Civil levantou evidências de que, na véspera do desaparecimento, Giorgetti pegou a vítima de carro no supermercado que ela trabalhava, por volta das 19h, e a levou para casa. Segundo o inquérito, o casal brigou, e o namorado mandou a jovem embora, por volta das 21h30.

Uma testemunha disse que, antes de deixar a casa, Vanessa disse que ia uma casa de shows. Depois disso, não foi mais vista.

As investigações levaram a polícia a concluir que Vanessa foi agredida violentamente por Junio Cesar e teve retirados órgãos antes de ser encontrada no córrego.

A defesa de Junio Cesar sempre alegou que ele era inocente. “Não existe prova nem testemunha ocular que ele [Junio Cesar] foi o autor desse crime", diz o advogado Eliezer Costa.

Na época, a identificação de um morador de rua chamado Wilson, que admitiu o crime à Guarda Civil Municipal (GCM), tornou as suspeitas contra o réu mais frágeis. Consta nos autos, no entanto, que Wilson acabou se matando após a confissão.

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Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • Procuradoria-Geral de Justiça pode conseguir reverter a anulação do júri e a soltura do réu.

    Possible · En quelques mois

Questions ouvertes

  • Haverá nova condenação de Giorgetti?
  • Quais as bases do recurso da Procuradoria?
  • A família conseguirá reverter a soltura?

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This article was originally published by G1.

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