Goiás regulamenta produção de terras raras com foco em verticalização
L'essentiel
- Goiás lança decreto para impulsionar produção de terras raras, focando na verticalização e agregação de valor.
- A medida visa organizar a cadeia produtiva de minerais estratégicos e oferece benefícios a empresas credenciadas.
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Pourquoi c'est important
Goiás publicou um decreto que estabelece um marco regulatório para impulsionar a produção de terras raras no estado. A nova norma regulamenta a governança da Autoridade Estadual de Minerais Críticos (AMIC/GO) e detalha regras para credenciamento de empresas, criação de Zonas Especiais de Minerais Críticos (ZEMC) e gestão do Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos (FEDMC).
Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras — Foto: Divulgação/Serra Verde
O Governo de Goiás publicou um decreto com marco regulatório para impulsionar a produção de terras raras em Goiás. A nova norma regulamenta a governança da Autoridade Estadual de Minerais Críticos (AMIC/GO) e detalha as regras para o credenciamento de empresas, a criação de Zonas Especiais de Minerais Críticos (ZEMC) e a gestão do Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos (FEDMC).
Conforme o documento, a medida também busca organizar a cadeia produtiva de minerais estratégicos para a transição energética, segurança alimentar e transformação digital, regulamentando a Lei estadual nº 23.597/2025. O decreto foi assinado pelo governador em exercício, Daniel Vilela, e publicado no suplemento do Diário Oficial do Estado de segunda-feira (8).
Verticalização da Produção
Um dos pontos centrais é o Plano de Verticalização Progressiva (PVP). As empresas credenciadas deverão apresentar metas para agregar valor ao minério extraído no estado. O cronograma prevê marcos de 3, 6 e 10 anos, exigindo que uma parcela crescente da produção seja beneficiada ou transformada dentro de Goiás, combatendo a exportação exclusiva de matéria-prima bruta.
“As metas do PVP serão definidas de forma proporcional ao porte do empreendimento, à substância mineral, à disponibilidade tecnológica, à infraestrutura existente, ao estágio de maturidade do projeto e à viabilidade econômica”, diz o documento.
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Credenciamento e benefícios
De acordo com o decreto, o procedimento de credenciamento será instaurado por requerimento do interessado e instruído com documentos de regularidade jurídica, fiscal, ambiental, trabalhista, fundiária, minerária, hídrica e econômico-financeira, quando forem aplicáveis. As empresas do setor que aderirem ao regime poderão contar com benefícios como:
Prioridade na tramitação administrativa em órgãos estaduais;
Apoio institucional para projetos de pesquisa, inovação e sustentabilidade;
Acesso a recursos do fundo estadual FEDMC;
Possibilidade de diferimento no pagamento de ICMS para projetos que optarem pela industrialização em território goiano.
Zonas Especiais e Sustentabilidade
O Governo poderá instituir as ZEMCs em áreas com alto potencial geológico e relevância estratégica. Essas zonas contarão com planejamento territorial integrado e foco em infraestrutura. O texto reforça que o licenciamento ambiental e a outorga de recursos hídricos continuam sob responsabilidade da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD). O decreto também estabelece critérios rigorosos para a segurança de barragens e a disposição de rejeitos.
A AMIC/GO manterá uma plataforma pública de transparência para monitorar os projetos, investimentos e indicadores de impacto socioeconômico. O descumprimento das obrigações pode resultar em advertências, suspensão de benefícios e até a rescisão do Termo de Compromisso Estratégico (TCE).
Terras raras
O termo "terras raras" se refere a um grupo específico de 17 elementos químicos e precisa de duas características fundamentais: possuir uma concentração desses elementos e que seja economicamente viável para a extração deles.
Goiás se destaca quando o assunto é terras raras devido a Minaçu, no norte de Goiás, ser é a única cidade fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais. Na cidade existe um depósito de argila iônica, com concentrações significativas de ETRs leves (Neodímio (Nd) e Praseodímio (Pr)) e ETRs pesadas (Disprósio (Dy) e Térbio (Tb)), muito valorizados no mercado global por suas aplicações em tecnologia e energia limpa.
O principal uso das terras raras pesadas está em ímãs permanentes, componentes críticos para tecnologias de eletromobilidade, robótica e alta tecnologia. Estão presentes em motores de veículos elétricos, geradores de turbinas eólicas, aplicações em eletrônicos, equipamentos industriais e outras soluções tecnológicas que exigem alto desempenho magnético.
Mineradora Serra Verde explora quatro elementos de terras raras em Minaçu. — Foto: Arte/g1
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À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
Aumento do investimento em infraestrutura e tecnologia para processamento de terras raras em Goiás.
Probable · Moyen terme
Empresas de mineração buscarão o credenciamento para obter benefícios fiscais e institucionais.
Très probable · Court terme
Goiás se consolidará como um polo relevante na produção global de terras raras, reduzindo a dependência asiática.
Possible · Long terme
Questions ouvertes
- Quais empresas serão as primeiras a se credenciar e quais metas de verticalização apresentarão?
- Qual o impacto econômico e ambiental específico das Zonas Especiais de Minerais Críticos?
- Como o FEDMC será gerido e quais projetos priorizará?
- Qual a capacidade tecnológica e infraestrutural atual de Goiás para suportar a verticalização da produção de terras raras?






