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Haiti guarda lembranças de um jogo especial contra a Seleção Brasileira
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G116.06.2026Sport2 dk okumaBrazil

Haiti guarda lembranças de um jogo especial contra a Seleção Brasileira

L'essentiel

  • A seleção do Haiti, país em colapso dominado por gangues, disputa a Copa do Mundo.
  • A equipe, formada por filhos e netos de haitianos, carrega gratidão pelo Brasil após o "Jogo da Paz" em 2004, um gesto inesquecível de apoio em Porto Príncipe.

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O Haiti, país em colapso e dominado por gangues, disputa a Copa do Mundo. A seleção é composta por filhos e netos de haitianos.

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O Haiti guarda lembranças de um jogo especial contra a Seleção.

Deveriam ser dias de pura tranquilidade. O Brasil tem pela frente uma das seleções mais fracas da Copa, o penúltimo no ranking da Fifa entre os participantes. Mas o Haiti não se intimidou com a grandeza da competição e perdeu só de 1 a 0 para a Escócia na estreia.

Estar na Copa do Mundo já é uma conquista quase inacreditável para um país em colapso, o mais pobre do nosso continente. Atualmente, é dominado por gangues criminosas, que vivem em guerra entre si. As forças de segurança oficiais praticamente não existem.

Jogo da Paz: Haiti guarda lembranças de partida especial contra a Seleção Brasileira — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Dos 26 convocados, só um joga lá e a maioria nem nasceu no país. A seleção é uma equipe de filhos e netos de haitianos. Mesmo assim, carregam o orgulho nacional e compartilham um outro sentimento: a gratidão pelo Brasil, graças a um gesto inesquecível. No dia 19 de agosto de 2004, a Seleção Brasileira, então campeã do mundo, desembarcou no Haiti para o chamado Jogo da Paz.

“Lembro de tudo. De ir de tanque para o estádio. Chegando lá, todos nós tivemos noção de que aquilo não era só futebol, era muita coisa envolvida, e foi lindo”, conta Ronaldinho Gaúcho, campeão mundial em 2002.

Um milhão de haitianos escoltaram a Seleção do aeroporto até o estádio da capital, Porto Príncipe.

“Sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Quer uma coisa mais pura que isso?”, diz Roger Flores, ex-jogador e comentarista.

Roger Flores marcou duas vezes naquela vitória por 6 a 0, que teve três golaços de Ronaldinho Gaúcho.

“Durante o jogo foi muito bom para mim. Saíram gols lindos e jogadas maravilhosas. Experiência maravilhosa, marcante, coisa que jamais eu vou esquecer”, afirma Ronaldinho Gaúcho.

No próximo jogo, a generosidade vai estar só na memória. Vinte e dois anos depois, o Haiti quer agradecer mostrando que estar na Copa não é nenhum favor.

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Questions ouvertes

  • Qual o impacto atual da crise no Haiti no desempenho da seleção?
  • Como a gratidão ao Brasil se manifestará em campo?

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This article was originally published by G1.

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