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Haitiano que chegou ao Acre em 2011 diz que Brasil é uma bênção
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G119.06.2026Monde3 dk okumaBrazil

Haitiano que chegou ao Acre em 2011 diz que Brasil é uma bênção

L'essentiel

  • Saint Charles, haitiano que imigrou para o Acre em 2011 após terremoto no Haiti, encontrou trabalho e estabilidade no Brasil.
  • Ele envia R$ 500 mensais à família e admira o país, especialmente o jogador Neymar.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

Saint Charles, natural de Gonaïves, Haiti, chegou ao Acre em 2011, sozinho, em busca de trabalho e de uma vida melhor. O terremoto de 2010 no Haiti desencadeou uma onda migratória que fez do Acre uma porta de entrada para muitos imigrantes.

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Natural de Gonaïves, no Haiti, Saint chegou ao Acre em 2011, sozinho, em busca de trabalho, de uma vida melhor e da chance de ajudar a família que ficou no país de origem.

De acordo com ele, a admiração pelo time Canarinho também tem um nome em especial. “Gosto muito do Neymar. Ele joga muito bem. Espero que ele faça muitos gols e represente o país”, diz alegre.

Atualmente ele trabalha como auxiliar de perecíveis, vive na capital acreana e mantém um compromisso que, segundo ele, foi uma das razões que o fizeram migrar. Todos os meses Saint envia cerca de R$ 500 aos pais, que ainda vivem no Haiti.

Saint Charles, de 47 anos, chegou a Rio Branco para trabalhar em 2011 após deixar Gonaïves — Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre

Conforme o haitiano, a decisão de deixar o país veio em um dos momentos mais difíceis da história do Haiti. Em janeiro de 2010, um terremoto devastou parte do território haitiano, deixou mais de 300 mil mortos e desencadeou uma onda migratória que mudou a vida de milhares de pessoas.

Desde aquele ano, o Acre acabou se tornando uma das principais portas de entrada desses imigrantes no Brasil e, mais de 40 mil pessoas passaram pelo estado, sendo os haitianos a maioria.

O aumento no número de chegadas fez com que estado enfrentasse momentos de grande fluxo migratório.

Em alguns períodos, dezenas de imigrantes eram recebidos por dia e abrigos eram montados pelo governo na época. Em 2013, por exemplo, a entrada de haitianos pela fronteira acreana chegou a triplicar em relação ao ano anterior.

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Foi justamente nesse cenário que Saint chegou ao Acre carregando a mesma esperança de milhares de outros haitianos: encontrar trabalho, reconstruir a vida e ajudar a família que permaneceu no país de origem.

Igreja do Sagrado Coração em Porto Príncipe, em foto tirada em 14 de janeiro de 2010 — Foto: Reprodução / Vatican News

🛬Viagem

Saint relatou que a viagem até o Brasil foi longa e exigiu a travessia por diferentes países. Primeiro, ele saiu do Haiti de avião com destino ao Panamá.

Em seguida, seguiu para o Equador e depois para o Peru. A partir daí, continuou a viagem por terra até chegar ao Brasil pela fronteira do Acre.

Trajetos como o percorrido por Saint eram comuns entre haitianos que entravam no país pela fronteira acreana. Muitos cruzavam vários países antes de chegar ao Brasil em busca de oportunidades.

“A situação estava muito difícil depois de 2010. Muita gente saiu do país porque era um momento muito triste. Decidi vir procurar trabalho, uma vida melhor e ajudar minha família. Então passei por Assis Brasil, depois Brasiléia, e de lá vim para Rio Branco. Foi uma viagem longa”, disse.

Recomeço e acolhimento

Diferentemente de muitos imigrantes que chegaram ao Acre apenas de passagem, com destino a outras regiões do país, Saint decidiu permanecer no estado.

Desde que ele desembarcou nas terras acreanas, nunca voltou ao Haiti. Segundo ele, a ideia de retornar existe, mas apenas para rever a família.

Saint Charles chegou ao Acre em 2011 em busca de uma vida melhor e hoje trabalha como auxiliar de perecíveis em Rio Branco — Foto: Júnior Andrade / Rede Amazônica

“Tenho vontade de voltar lá. Talvez eu vá um dia para visitar por um mês, mas depois voltaria para o Brasil”, afirmou.

Ao lembrar dos primeiros dias no Acre, ele também destaca o acolhimento que recebeu ao chegar ao estado.

Segundo Saint, a ajuda recebida naquele momento foi muito importante para o início da nova vida. “Recebi ajuda, sacolão, comida, roupas e acolhimento. Fui muito bem recebido aqui”, relembrou.

💚💛💙 Paixão

Com o passar dos anos, a relação construída com o país ultrapassou o trabalho e a rotina diária. O sentimento de pertencimento aparece até mesmo no futebol.

Questionado sobre para quem vai torcer na partida desta sexta-feira (19), Saint não demonstra dúvidas ao escolher um lado: a Seleção Brasileira.

Hoje, ao olhar para a trajetória construída longe do país onde nasceu, ele diz enxergar no Acre a oportunidade que buscava quando decidiu partir do Haiti.

“Aqui eu consegui trabalhar, consegui melhorar de vida e ajudar minha família. Para mim, o Brasil é uma bênção'', completou.

Ops!

Questions ouvertes

  • Qual a situação atual da família de Saint no Haiti?
  • Como Saint se adaptou ao trabalho como auxiliar de perecíveis?

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This article was originally published by G1.

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