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Jovem interage com jacaré-açu em rio do Tocantins; bióloga explica comportamento
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G116.06.2026Monde3 dk okumaBrazil

Jovem interage com jacaré-açu em rio do Tocantins; bióloga explica comportamento

L'essentiel

  • Arthur Wieczorek, 22, compartilhou vídeo interagindo com jacaré-açu apelidado de "Joãozinho" em Caseara (TO).
  • Bióloga explica que é resposta condicionada à expectativa de alimento, não domesticação.
  • Jacarés-açu são predadores oportunistas e podem se tornar defensivos com ninhos.

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Um jovem compartilhou um vídeo interagindo com um jacaré-açu em um rio, gerando preocupação sobre segurança e comportamento animal. A bióloga Barthira Rezende explica que a aproximação é condicionada à expectativa de alimento.

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Arthur Wieczorek, de 22 anos, compartilhou nas redes sociais uma interação inusitada com um jacaré-açu apelidado de "Joãozinho" enquanto pescava em um rio em Caseara, região oeste do estado.

No vídeo, é possível escutar o jovem chamando pelo animal, que se aproxima da margem do rio. A bióloga Barthira Rezende de Oliveira explica que a reação, embora pareça amigável, na verdade, "trata-se de uma resposta condicionada pela expectativa de alimento".

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Segundo a especialista, que é mestra em Biodiversidade, Ecologia e Conservação, e membro do Grupo Brasileiro de Referência em Crocodilianos, o jacaré-açu é um predador oportunista que aprende a associar sons e a presença humana à comida, especialmente em locais onde há descarte de restos de peixes.

"O jacaré-açu não procura pessoas, procura alimento. Quando pescadores ou turistas deixam peixes, vísceras ou restos de comida próximos à água, o animal pode associar aquele local a uma fonte fácil de alimento e passar a frequentá-lo", destacou.

Apesar de conseguirem ajustar seus padrões de movimento e uso do habitat conforme as variações do ambiente, não é comum que esses animais se aproximem espontaneamente de seres humanos na natureza. Barthira reforça que, no caso de fêmeas em período reprodutivo, o comportamento pode se tornar intensamente defensivo para proteger ninhos e filhotes.

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Jacaré permaneceu próximo de jovens que pescavam em rio — Foto: Divulgação/Arthur Wieczorek

Considerado o maior crocodiliano do Brasil, o jacaré-açu impressiona pelo porte. Segundo a especialista, a espécie pode atingir até 6 metros de comprimento total, com machos frequentemente ultrapassando os 4 metros. Os animais podem viver por várias décadas.

Sobre a segurança, a recomendação da bióloga é enfática. "Alimentar jacarés nunca é recomendado, assim como não se deve alimentar qualquer animal silvestre. É importante destacar que essa aproximação não significa domesticação ou comportamento amigável. Trata-se de uma resposta condicionada pela expectativa de alimento", alerta.

Barthira lembra que o jacaré-açu possui capacidade de causar ferimentos graves, e ataques podem ocorrer, principalmente contra banhistas e pescadores em áreas onde os animais foram condicionados a viver. "A principal recomendação é tratar todo encontro com cautela e respeito", finaliza a bióloga.

Estudo inédito no Tocantins

Herpetóloga estuda sobre a ecologia reprodutiva de jacarés-açus no Tocantins — Foto: Arquivo pessoal/Barthira Rezende

Barthira Rezende desenvolveu um projeto de dissertação de mestrado relacionado à ecologia reprodutiva dos jacarés-açus, pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade, Ecologia e Conservação (PPGBEC) da Universidade Federal do Tocantins (UFT). O trabalho é o primeiro a estudar a reprodução específica do animal no estado.

Realizada no Parque Nacional do Araguaia, na Ilha do Bananal, a pesquisa trouxe novidades sobre a espécie na bacia Araguaia-Tocantins. Durante anos de monitoramento em campo, ela localizou e caracterizou ninhos, obtendo dados inéditos sobre o tamanho das ninhadas, o sucesso de eclosão e a sobrevivência dos filhotes.

O estudo é fundamental para criar estratégias de conservação diante das pressões climáticas e do uso da terra na região.

Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Questions ouvertes

  • O jacaré "Joãozinho" já demonstrou comportamento agressivo anteriormente?
  • Quais são as áreas específicas de maior risco para encontros com jacarés na região?
  • Existem iniciativas locais para educar a população sobre a convivência segura com a fauna?

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This article was originally published by G1.

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