Juiz ferido em desabamento de ponte no Acre consegue ficar em pé e dar primeiros passos
L'essentiel
- O juiz aposentado Edinaldo Muniz, ferido no desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari em Sena Madureira, Acre, em junho, avança na recuperação em São Paulo, conseguindo ficar em pé e dar passos.
- A Justiça do Acre bloqueou bens da Construtora Cidade, responsável pela obra, em até R$ 36 milhões para garantir a reparação de danos.
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Pourquoi c'est important
A Ponte Frei Paolino Baldassari em Sena Madureira, Acre, desabou em junho, ferindo quatro pessoas, incluindo o juiz aposentado Edinaldo Muniz, que sofreu lesões graves. A ponte, inaugurada em dezembro de 2023, custou mais de R$ 36 milhões e estava interditada por risco de desabamento.
Ainda internado em um hospital de São Paulo, o juiz aposentado Edinaldo Muniz, de 54 anos, deu mais um avanço na recuperação das lesões sofridas durante o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, em junho. Edinaldo conseguiu ficar de pé e dar alguns passos com ajuda de um andador.
O registro foi publicado nas redes sociais da família nesse sábado (1º). Ao g1, Edileuza Muniz, irmã de Edinaldo, disse que o juiz já iniciou a fisioterapia nas pernas e nos braços.
"Ele está bem, graças a Deus. Está na fase das fisioterapias e cada dia se recuperando mais. É incrível a força de vontade dele de superar tudo isso. Meu irmão é um guerreiro, um milagre", celebrou Edileuza.
A ponte desabou na noite de 5 de junho com quatro pessoas sobre a estrutura. O local estava interditado desde o dia anterior por apresentar risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da queda.
Edinaldo fazia uma transmissão ao vivo no local quando a estrutura desabou. Dos quatro feridos, apenas o juiz segue internado e foi o que ficou mais ferido.
Weverton Murieta, de 34 anos, foi o primeiro dos sobreviventes a receber alta médica. No dia 9 de junho, foi a vez do advogado Edinei Muniz, de 51 anos, deixar o hospital.
No dia 11 do mesmo mês, Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, recebeu alta do Pronto-Socorro de Rio Branco após passar por cirurgia ortopédica e retirar um dreno torácico.
O juiz teve um traumatismo craniano, um trauma interno abdominal e renal e passou por nove cirurgias por conta das lesões.
Na madrugada de 18 de junho, após quase duas semanas internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Rio Branco, o juiz foi transferido para o Hospital Vila Nova Star, centro especializado em neurocirurgia de São Paulo.
A transferência ocorreu em uma UTI aérea, por meio do Tratamento Fora de Domicílio da Secretaria de Saúde.
Bens da construtora bloqueados
No dia 12 de junho, a Justiça do Acre determinou o bloqueio de bens da Construtora Cidade, responsável pela construção da ponte. A medida atende a uma ação cautelar antecedente com pedido de tutela de urgência apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) na Vara Cível de Sena Madureira.
O objetivo é garantir recursos que possam ser utilizados na reparação dos danos causados pelo desabamento da estrutura. O bloqueio foi fixado em até R$ 36 milhões, valor correspondente ao custo da obra.
A decisão também manteve a suspensão de contratos e pagamentos do governo estadual à empresa, medida adotada pelo Estado após o desabamento.
Além disso, a Justiça determinou a preservação de documentos e provas relacionados à construção da ponte, incluindo projetos, relatórios de fiscalização, medições e demais registros técnicos. O Estado também deverá apresentar, em até 15 dias, as apólices de seguro da obra e informações sobre eventual comunicação do sinistro à seguradora.
Outra determinação estabelece prazo de 30 dias para a apresentação do laudo oficial sobre as causas do desabamento, além do laudo de dano ambiental elaborado pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre.
No mesmo prazo, a construtora e o Estado deverão apresentar um plano de trabalho com cronograma para a retirada dos escombros e reconstrução da ponte. O governo também deverá detalhar ações emergenciais para garantir a manutenção da Estrada Mário Lobão.
Entenda o caso
A Ponte Frei Paolino Baldassari foi inaugurada no dia 19 de dezembro de 2023 e tinha 232 metros de extensão. Executada pela construtora Cidade Ltda, a obra custou mais de R$ 36 milhões. Conforme o Corpo de Bombeiros, a parte da estrutura que ruiu corresponde a 60% da extensão, o que dá cerca de 139 metros.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente, enquanto o Ministério Público do Acre (MP-AC) abriu procedimento e solicitou uma perícia ao DNIT para verificar se houve falhas no projeto, na execução da obra ou nos materiais utilizados.
Mais de um mês após o desabamento, as investigações sobre as causas do acidente foram prorrogadas por mais 30 dias. Segundo a Polícia Civil, o prazo foi estendido porque o laudo pericial, considerado a principal peça técnica do inquérito, ainda não foi concluído.
Após o desabamento, a Justiça determinou que a Construtora Cidade Ltda., responsável pela obra, adotasse medidas emergenciais para reduzir os riscos à população, sob pena de multa diária. A empresa informou que havia identificado rachaduras e movimentações no solo dias antes do acidente e recomendado a interdição da ponte.
Segundo a construtora, o desabamento foi provocado pelo fenômeno conhecido como "terras caídas", processo de erosão das margens dos rios comum na região amazônica.
À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
O laudo oficial sobre as causas do desabamento da ponte será apresentado em até 30 dias.
Probable · En quelques mois
A Construtora Cidade e o Estado apresentarão um plano de trabalho para a retirada dos escombros e reconstrução da ponte em 30 dias.
Probable · En quelques mois
Questions ouvertes
- Qual será o resultado final das investigações sobre as causas do desabamento?
- Quando a Ponte Frei Paolino Baldassari será reconstruída?
- Quais serão as consequências legais e financeiras para a Construtora Cidade?







