Mãe é investigada por suposto desaparecimento e morte de bebê em MG
L'essentiel
- Mãe é investigada pela Polícia Civil de Lagoa Santa (MG) após relatar o suposto desaparecimento e morte de seu bebê.
- Ela apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido, e a criança ainda não foi localizada.
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A mãe de um bebê é investigada após relatar o desaparecimento e a suposta morte de seu filho. Ela apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido, e a criança ainda não foi localizada. A polícia encontrou a residência do casal em desordem, com sinais de uso de drogas.
O caso foi registrado em 27 de maio, quando as solicitantes procuraram a Polícia Militar após receberem mensagens da mãe da criança informando que o filho havia morrido. Ao ser questionada, porém, a mulher apresentou versões diferentes sobre a suposta morte, e o menino ainda não foi localizado (veja mais abaixo as versões apresentadas pelo caso).
Em nota divulgada, a polícia informou que o caso é apurado pela Delegacia de Polícia Civil de Lagoa Santa. Segundo a PCMG, os envolvidos foram ouvidos, mas acabaram liberados porque não havia situação de flagrante do crime .
A polícia informou ainda que os trabalhos têm como objetivo localizar a criança e esclarecer completamente os fatos. Novas informações serão divulgadas apenas no decorrer das investigações.
O desaparecimento foi registrado no dia 27 de maio, após solicitantes (não explicadas quem seriam pela PM) procurarem a polícia relatando que haviam recebido mensagens da mãe da criança informando que o filho estaria morto.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança contou às solicitantes versões diferentes para explicar o suposto desaparecimento do bebê. Em uma delas, afirmou que a criança teria morrido após uma agressão praticada por um credor de dívida. Em outro relato, disse que o companheiro teria agredido o menino.
Diante da denúncia, policiais foram até a residência do casal, no bairro Shalimar, em Lagoa Santa. No imóvel, os militares encontraram um ambiente com sinais de desordem, grande quantidade de lixo, garrafas de bebidas alcoólicas, objetos quebrados e pinos vazios de cocaína.
A mãe afirmou que passou a ser ameaçada por traficantes após colaborar com uma investigação policial relacionada ao tráfico de drogas no bairro Caiçara, em Belo Horizonte. Por causa das ameaças, ela e o companheiro teriam passado a mudar constantemente de endereço, hospedando-se em imóveis alugados por aplicativos.
A mulher relatou ainda que uma conhecida identificada como Adriana passou a ajudar nos cuidados com o bebê. Em uma das versões, ela afirmou que Adriana teria matado a criança entre os dias 18 e 19 de novembro do ano passado, em Ipatinga, como represália pela colaboração prestada à polícia.
Posteriormente, porém, apresentou outro relato. Segundo ela, o bebê dormia na mesma cama que o casal e, ao acordar, ela percebeu que a criança estava com os lábios roxos e sem sinais vitais. No boletim de ocorrência só não ficou claro se o local teria sido Ipatinga. Ainda de acordo com essa versão, Adriana teria pegado o menino e deixado o local, sem informar o destino.
Em depoimento à Polícia Militar, o pai da criança afirmou que ele e a companheira conheceram uma mulher identificada como Adriana, que teria se aproximado da família oferecendo ajuda nos cuidados com o bebê sob a alegação de que a mãe enfrentava depressão pós-parto. Segundo ele, a mulher passou a frequentar a residência do casal e a oferecer drogas aos dois, o que teria levado ambos ao uso contínuo de entorpecentes.
O homem relatou ainda que passou a sofrer ameaças após uma operação policial que resultou na prisão de traficantes e que, por isso, o casal deixou Belo Horizonte e se mudou para Ipatinga, onde se hospedava em imóveis alugados por aplicativos. Adriana também teria sido levada para a cidade para auxiliar nos cuidados da criança.
Segundo o relato, após um desentendimento entre a mãe do bebê e Adriana, a mulher foi dormir em um quarto separado, enquanto ele, a companheira e a criança passaram a noite em um colchão na sala. O pai afirmou que a mãe costumava administrar clonazepam (medicamento para crises de ansiedade) ao filho para fazê-lo dormir e que, naquela ocasião, teria exagerado na dosagem.
Ainda de acordo com o depoimento, ao acordarem, o bebê estava com os lábios roxos e sem sinais vitais. O homem disse aos policiais que, com medo das consequências, ele e a companheira entregaram o corpo da criança a Adriana, que teria embrulhado o cadáver e o descartado em um rio próximo ao local onde estavam hospedados.
Durante as buscas no imóvel, os policiais encontraram documentos da criança, como certidão de nascimento e papéis de alta hospitalar. No entanto, não localizaram o bebê e nem vestígios que confirmassem as versões apresentadas.
Questions ouvertes
- Qual a real causa da morte ou desaparecimento do bebê?
- Onde está o corpo da criança?
- Qual o envolvimento exato de Adriana nos fatos?
- A mãe e o companheiro estavam sob efeito de drogas quando o bebê morreu?





