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Mãe e padrasto vão a júri popular por morte de bebê de 1 ano em Fortaleza
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G112.06.2026Crime4 dk okumaBrazil

Mãe e padrasto vão a júri popular por morte de bebê de 1 ano em Fortaleza

Criança morreu após passar dias internada com diversas agressões. Mãe e padrasto foram presos em flagrante, mas mulher foi solta posteriormente.

L'essentiel

  • Mãe e padrasto de bebê de 1 ano vão a júri popular em Fortaleza pela morte da criança.
  • O menino foi internado com fratura no crânio e hematomas, morrendo três dias depois.
  • Padrasto admitiu agressões, e MP denunciou o casal por homicídio qualificado.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

O bebê Axel Guilherme, de 1 ano, morreu após ser internado com diversas agressões físicas graves. A mãe e o padrasto foram presos em flagrante, mas a mãe foi solta posteriormente. O pai biológico tentou obter a guarda da criança na Justiça por duas vezes, mas os pedidos foram negados.

Taille de police

A Justiça determinou que a mãe e o padrasto do bebê Axel Guilherme, de 1 ano, vão a júri popular pela morte da criança em Fortaleza.

O menino foi internado em 3 de maio de 2025 com fratura no crânio e hematomas, morrendo três dias depois devido a agressões físicas graves.

O padrasto admitiu ter agredido o bebê por estar nervoso. O Ministério Público denunciou o casal por homicídio qualificado com diversos agravantes.

Antes da tragédia, o pai biológico tentou obter a guarda do filho na Justiça por duas vezes, mas os pedidos de urgência foram negados.

Axel Guilherme, de 1 ano e seis meses, morreu após sofrer agressões; mãe e padrasto são suspeitos — Foto: Reprodução

As agressões contra a criança ocorreram na madrugada do dia 3 de maio. O menino foi levado para o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) pelos suspeitos: o padrasto, Izaque de Sousa Alves, de 25 anos, e a mãe, Wanderleia Costa Damasceno, 20. Os dois foram presos ainda dentro do hospital.

O g1 não conseguiu localizar a defesa dos dois suspeitos para comentar a decisão da Justiça Estadual de levá-los a julgamento.

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Izaque e Wanderleia serão julgados por homicídio qualificado, com motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima; com agravantes devido à vítima ser menor de 14 anos (qualificadora introduzida pela Lei Henry Borel) e estava sob responsabilidade de ambos. A Justiça ainda pronunciou Wanderleia por omissão.

Diversas agressões

O menino deu entrada na unidade de saúde com hematomas por todo o corpo, fratura no crânio, hemorragia e em parada cardiorrespiratória. Ele morreu no dia 6 de maio, após 3 dias internado.

Izaque teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, já Wanderleia foi solta pela Justiça mediante o cumprimento de medidas cautelares.

No laudo cadavérico, os peritos afirmaram que a morte de Axel ocorreu por "traumatismo crânio encefálico produzido por lesões contundentes com características típicas de crueldade e indícios de tortura, haja vista o intenso sofrimento por possível castigo/ intimidação".

Após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil do Ceará indiciou Izaque por lesão corporal e maus-tratos com resultado morte, e Wanderleia por maus-tratos com resultado morte. O Ministério Público do Ceará (MPCE) recebeu o inquérito e denunciou os dois por homicídio qualificado - isto é, homicídio com vários agravantes.

O MP também solicitou que os dois sejam julgados pelo Tribunal do Júri. A Justiça mandou notificar os dois réus da denúncia. Izaque, que está em um prisão no município de Caucaia, foi localizado. Já Wanderleia não foi encontrada no endereço que disse residir, e o seu paradeiro é desconhecido.

O crime

Em depoimento à Polícia, o padrasto contou que estava com a mãe do menino há cerca de 7 meses e que os três costumavam dormir no mesmo cômodo. Ele afirmou que, no dia do crime, chegou em casa de madrugada para dormir e encontrou o menino ainda acordado.

Izaque ficou nervoso, bateu nas costas do pequeno e admitiu que a pancada "pode ter sido muito forte". Pouco depois, o menino começou a vomitar, convulsionar e passar mal. Na sequência, eles levaram a criança para o hospital.

O homem também afirmou que, durante toda a ação, que ocorreu entre 3 e 4 horas da manhã, a mãe de Axel não teria testemunhado nada porque estava lavando roupas. Sobre os outros hematomas pelo corpo, os dois suspeitos disseram que seriam provenientes de quedas que a criança sofreu.

Outras testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, no entanto, destacaram que, desde o início da relação de Wanderleia com Izaque, a criança constantemente aparecia com hematomas. No depoimento, o homem, inclusive, admitiu que "já bateu no braço e em outras partes do corpo para que ele parasse de chorar".

Casal foi preso dentro de unidade hospitalar. — Foto: Reprodução

Pai pediu a guarda da criança várias vezes

Conforme a advogada Gessica Maia, que representa a família paterna, em dezembro de 2024 o pai biológico do menino, Alex Eugênio, solicitou na Justiça a tutela de urgência da criança, alegando que ele e os avós paternos cuidavam dele e prestavam apoio financeiro. Entretanto, segundo o pai, a mãe tentava proibi-los de ver o bebê. Além disso, a genitora estaria negligenciando os cuidados com a criança.

O primeiro pedido foi negado pela Justiça em fevereiro de 2025, e foi marcada uma audiência de conciliação entre mãe e pai para abril. A mulher não compareceu à audiência, e a advogada do pai entrou com um novo pedido de guarda no mesmo mês. O novo pedido também foi negado.

No dia 5 de maio, dois dias após a internação de Axel pelas agressões, o pai entrou com um terceiro pedido de urgência pedindo a guarda da criança. No dia 7, o Ministério Público do Ceará emitiu um parecer favorável ao pedido do pai pela guarda. A criança, porém, havia morrido no dia 6.

"A pessoa fica dilacerada. Você ver seu filho entubado no leito, é de cortar o coração. Eu não desejo isso para o meu pior inimigo", disse o pai do menino, Alex Eugênio, à TV Verdes Mares.

A advogada da família, Gessica Maia, lamentou a demora: "O pai e os avós de Axel Guilherme davam toda assistência material ao menor e queriam somente oferecer amor e criar a criança em segurança e paz. Mas o sistema judiciário é lento. Infelizmente, o pior aconteceu".

Em nota emitida à época, Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) destacou que não houve demora na análise dos pedidos de guarda do menino e que houve apenas a "necessidade de seguir os trâmites legais do processo".

O TJCE também destacou que "os dois pedidos iniciais para substituição da guarda da criança foram analisados, com prévio parecer ministerial, mas não foram deferidos, porque à época, a parte autora não apresentou elementos suficientes de que o menor estaria em perigo ao permanecer com a genitora".

À surveiller

Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • Mãe e padrasto serão julgados em júri popular por homicídio qualificado.

    Très probable · En quelques mois

Questions ouvertes

  • Qual o paradeiro atual da mãe?
  • Houve negligência por parte do sistema judiciário?
  • Quais as circunstâncias exatas das agressões?

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This article was originally published by G1.

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