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BackMais da metade dos registros de letalidade policial no Maranhão não informa raça ou cor das vítimas
Mais da metade dos registros de letalidade policial no Maranhão não informa raça ou cor das vítimas
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G101.07.2026Crime1 dk okumaBrazil

Mais da metade dos registros de letalidade policial no Maranhão não informa raça ou cor das vítimas

L'essentiel

  • Estudo "Pele Alvo" revela que 54,9% dos registros de letalidade policial no Maranhão omitem a raça das vítimas, dificultando a análise racial da violência.
  • Nos últimos sete anos, 92,2% das vítimas identificadas eram negras, superando sua proporção na população.
  • O estado registrou recorde de mortes em 2023, com 142 casos.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

O estudo "Pele Alvo" da Rede de Observatórios da Segurança utiliza dados das secretarias de segurança pública estaduais obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) para analisar a letalidade policial. Os pesquisadores adotam o critério do IBGE para definir a população negra.

Taille de police

Mais da metade dos registros de letalidade policial no Maranhão não informa a raça ou a cor das vítimas, segundo o estudo "Pele Alvo", divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Rede de Observatórios da Segurança. O levantamento aponta que 54,9% das ocorrências não possuem essa informação, o que, segundo a pesquisa, dificulta a identificação do impacto racial da violência estatal no estado.

O estudo "Pele Alvo", da Rede de Observatórios da Segurança, toma como base dados das secretarias de segurança pública estaduais obtidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI). As informações passam por validação, para identificar eventuais inconsistências. Os pesquisadores adotam o critério do IBGE para definir a população negra como o somatório de "pretos" e "pardos".

O levantamento ainda aponta que, nos últimos sete anos, o Maranhão registrou 628 mortes de pessoas negras provocadas por policiais, o equivalente a 92,2% das vítimas com raça identificada. O percentual é superior à participação da população negra no estado, que representa 79% dos habitantes.

O Maranhão também registrou, no último ano, o maior número de mortes provocadas por intervenções policiais de sua série histórica, segundo o estudo. Em 2023, foram registradas 142 mortes provocadas por policiais, um aumento de 86,8% em relação aos 76 casos contabilizados em 2022.

Segundo a Rede de Observatórios da Segurança, o crescimento está associado à interiorização de facções criminosas oriundas do Sudeste, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), que passaram a disputar e controlar rotas de escoamento em parceria com grupos locais.

Questions ouvertes

  • Qual o motivo da omissão de dados raciais nos registros?
  • Que medidas serão tomadas para coletar dados raciais?
  • Como o governo estadual responderá ao aumento de mortes?

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This article was originally published by G1.

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