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Marsupial escondido há milhões de anos é descoberto em fragmentos da Mata Atlântica no RJ
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G125.05.2026Science4 dk okumaBrazil

Marsupial escondido há milhões de anos é descoberto em fragmentos da Mata Atlântica no RJ

L'essentiel

  • Uma nova espécie de cuíca, a Monodelphis semilineata, foi descoberta em fragmentos da Mata Atlântica no Rio de Janeiro.
  • A descoberta ressalta a importância de áreas protegidas e a necessidade de conservação.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

Uma nova espécie de marsupial, a cuíca-de-três-listras-do-Rio-de-Janeiro (Monodelphis semilineata), foi descoberta em fragmentos da Mata Atlântica no Rio de Janeiro. A descoberta foi realizada por pesquisadoras da UFRJ e publicada na revista científica Journal of Mammalogy. A espécie, que surgiu há cerca de 1,78 milhão de anos, estava sendo confundida com outras espécies fisicamente parecidas.

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Marsupial escondido há milhões de anos é descoberto em fragmentos da Mata Atlântica no RJ — Foto: Pablo Rodrigues Gonçalves

Batizada de Monodelphis semilineata, a cuíca-de-três-listras-do-Rio-de-Janeiro foi encontrada em áreas florestais dos municípios de Macaé, Silva Jardim e Paracambi.

As pesquisadoras Carina Azevedo Oliveira Silva e Isabelle Chagas Vilela Borges realizaram a descoberta. Elas foram orientadas pelo pesquisador Pablo Rodrigues Gonçalves, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação da UFRJ. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Mammalogy.

Inicialmente, o animal parecia ser apenas mais uma cuíca conhecida da Mata Atlântica. A diferenciação da espécie, no entanto, foi revelada após exames de DNA. Até então, os animais eram confundidos com espécies fisicamente parecidas.

Veja mais:

Área de mata atlântica — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A confirmação definitiva ocorreu somente após análises anatômicas detalhadas e estudos moleculares comparativos.

“Percebemos que existia uma divergência genética surpreendentemente grande entre os animais analisados e os de outras localidades do Sudeste”, explicam os pesquisadores.

A linhagem evolutiva da nova espécie surgiu há cerca de 1,78 milhão de anos, durante o período conhecido como Pleistoceno. Apesar da origem muito antiga, a espécie levou muito tempo para ser descoberta e descrita pela ciência.

Descoberta em áreas pequenas e desprotegidas

O local onde estes animais habitam chamou a atenção dos cientistas: pequenos fragmentos florestais cercados pela ocupação humana.

“Encontrar uma espécie inédita justamente nesses locais prova que até os menores remanescentes florestais podem abrigar uma biodiversidade única e insubstituível”, afirma a pesquisadora Carina Azevedo Oliveira Silva.

A situação, no entanto, acende um alerta. Até o momento, nenhum registro da espécie ocorreu dentro de unidades de conservação de proteção integral. Todos os indivíduos conhecidos foram encontrados em locais desprotegidos e em áreas particulares.

Cidade do Rio vista do Corcovado — Foto: Marcelo Juliao/VC no G1

Os pesquisadores já consideram a espécie vulnerável. O principal motivo é a destruição histórica da Mata Atlântica de baixada, que abrange áreas costeiras abaixo de 50 metros de altitude.

A equipe agora defende a ampliação de áreas protegidas e a criação de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Estas unidades de conservação de domínio privado são criadas voluntariamente por proprietários de terras nas regiões de ocorrência do marsupial. A medida visa evitar que a espécie desapareça pouco tempo após a sua descoberta.

“Ainda sabemos pouco sobre a biodiversidade”

Para o pesquisador Pablo Rodrigues Gonçalves, a descoberta evidencia que até regiões consideradas amplamente estudadas ainda escondem espécies desconhecidas.

“Descobertas como essas reforçam o valor que as universidades públicas têm para a produção de conhecimento científico e para a formação de pessoas qualificadas para lidar com os problemas ambientais que enfrentamos como sociedade”, diz ele, valorizando o papel das universidades públicas.

Veja o que está em alta no g1:

Isabelle Chagas Vilela Borges também ressalta que a pesquisa e a descrição de novas espécies são “urgentes e necessárias”.

Ela alerta, ainda, para a falta de estudantes dispostos a atuar na área:

“Precisamos de estudantes entusiasmados nessa área que, infelizmente, está cada vez mais escassa de alunos … fazer parte da descoberta dessa nova espécie foi uma experiência incrível e fundamental para a minha formação”, completa.

Como é a nova cuíca

A cuíca-de-três-listras-do-Rio-de-Janeiro (Monodelphis semilineata) possui hábitos predominantemente insetívoros, ou seja, alimenta-se de insetos.

Uma das características usadas para diferenciá-la foi a listra escura nas costas, mais curta do que a observada em espécies similares.

Corpo pequeno e alongado;

Focinho pontudo e olhos pequenos;

Pelagem marrom-acinzentada;

Três listras escuras no dorso, que seguem até a região dos olhos;

Cauda relativamente curta, com distribuição específica de pelos usada na identificação da espécie;

Diferenças anatômicas no crânio e na dentição em relação a espécies parecidas.

*Sob supervisão de Rodrigo Peronti.

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À surveiller

Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • A espécie Monodelphis semilineata será classificada como vulnerável ou em perigo de extinção.

    Très probable · En quelques mois

  • Haverá um esforço para a criação de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) nas áreas de ocorrência da espécie.

    Probable · En quelques mois

Questions ouvertes

  • Qual a extensão exata da distribuição da espécie?
  • Qual o tamanho da população da Monodelphis semilineata?
  • Quais são as principais ameaças específicas que a espécie enfrenta além da destruição do habitat?
  • Existem outras espécies desconhecidas nesses mesmos fragmentos florestais?

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This article was originally published by G1.

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