Moradores de Belo Horizonte relatam aumento de invasões a residências e sensação de insegurança
L'essentiel
- Moradores do Barreiro e Pampulha, em Belo Horizonte, denunciam aumento de invasões a residências, com criminosos agindo à luz do dia e desligando sistemas de segurança.
- Vítimas relatam perdas materiais e emocionais.
- A comunidade criou redes de comunicação, enquanto as polícias Civil e Militar investigam os casos e ainda não se posicionaram sobre as reclamações gerais.
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Pourquoi c'est important
Moradores das regiões do Barreiro e da Pampulha, em Belo Horizonte, relatam um aumento no número de invasões a residências nos últimos meses, gerando uma crescente sensação de insegurança. Criminosos têm arrombado casas durante o dia, mesmo em imóveis com sistemas de segurança.
Moradores das regiões do Barreiro e da Pampulha, em Belo Horizonte, afirmam que o número de invasões a residências aumentou nos últimos meses e dizem conviver com uma sensação crescente de insegurança.
Segundo os relatos, criminosos têm arrombado casas durante o dia, mesmo em bairros onde a maioria dos imóveis possui câmeras de monitoramento, cercas elétricas e outros sistemas de segurança.
No Morro dos Gatti, na região do Barreiro, uma moradora, que pediu para não ser identificada, contou que teve a casa invadida há cerca de 15 dias, por volta das 15h.
De acordo com ela, os criminosos arrombaram as portas, desligaram o sistema de monitoramento, reviraram os cômodos e levaram joias, perfumes, relógios e outros objetos.
"A casa estava toda arrombada, todos os armários vazios, as roupas no chão. A gente tem um valor material, o valor financeiro, mas existiam coisas de valor afetivo, coisas do passado, coisas que seriam para minha filha. Realmente é um choque. É uma tristeza muito grande", relatou.
No mesmo bairro, outra residência também foi alvo de criminosos durante o dia. Câmeras de segurança registraram a ação.
Segundo a moradora Voiania Pereira de Paula, o filho e a nora estavam em um dos quartos quando foram surpreendidos pelos invasores. O casal foi trancado em um cômodo enquanto os suspeitos roubavam aparelhos eletrônicos e outros pertences.
"Eu tive que chamar um serralheiro, mexer no portão, coloquei câmera, coloquei tudo. Quer dizer, eu só estou dificultando, mas isso não quer dizer que eles não vão aparecer, porque eles realmente são preparados para fazer tudo. Eles não têm medo de câmeras, nem de ser filmados. Ficou o trauma. Não é a primeira vez que entram na minha casa", afirmou.
Moradores da região dizem que, nos últimos dois meses, foram registrados pelo menos oito casos de arrombamentos e furtos a residências. Diante da situação, vizinhos criaram uma rede de comunicação para compartilhar informações sobre pessoas e veículos suspeitos e acionar a polícia.
"A gente tem um grupo dos moradores, que já existe há algum tempo, em que os moradores se ajudam, já que não conseguimos esse contato direto com a polícia em tempo hábil. Enquanto um vai sair, o outro fica de olho. A gente monitora as ruas 24 horas. Apareceu um suspeito, colocamos no grupo, tiramos foto, anotamos a placa e entramos em contato com a polícia", disse a farmacêutica Renata Ciolete.
Casal desligou energia antes de invadir casa no Itapoã
No bairro Itapoã, na região da Pampulha, moradores relatam situações semelhantes. Segundo eles, nem os sistemas de segurança instalados nas residências têm impedido a ação dos criminosos.
Imagens de câmeras de segurança mostram um casal caminhando pela rua e desligando o relógio de energia de uma casa.
Cerca de uma hora depois, os dois retornam, arrombam o portão e deixam o imóvel carregando uma mala grande e mochilas com roupas, calçados, celulares e outros objetos. A família estava viajando no momento da invasão.
Uma das vítimas, que também pediu para não ser identificada, afirmou que os criminosos foram diretamente ao quarto do casal.
"O foco deles foi o quarto do casal, especificamente. Eles levaram a maior parte dos meus pertences e da minha esposa. Também encontraram alguns celulares em outros locais. Eles saíram tranquilamente, atravessando a rua, andando devagar, destemidos", contou.
O que dizem as polícias
Sobre o caso registrado no bairro Itapoã, a Polícia Civil informou que investiga o furto.
A reportagem também solicitou posicionamento da corporação sobre a investigação da invasão registrada no Morro dos Gatti, na região do Barreiro, mas, até a publicação desta matéria, não havia recebido resposta.
A Polícia Militar também foi procurada para comentar as reclamações dos moradores sobre a sensação de insegurança nas duas regiões. O posicionamento ainda não havia sido encaminhado até a publicação desta reportagem.
À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
A Polícia Civil continuará investigando o furto no bairro Itapoã.
Très probable · En quelques mois
As polícias Militar e Civil deverão se posicionar sobre as reclamações dos moradores.
Probable · En quelques jours
Questions ouvertes
- Qual o posicionamento da Polícia Militar sobre as reclamações?
- Qual o andamento da investigação da Polícia Civil no Morro dos Gatti?
- Quais medidas adicionais as autoridades planejam para conter as invasões?






