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MPMS investiga dívida de R$ 285,8 milhões na saúde de Campo Grande
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G125/05/2026Politique2 min de lectureBrazil

MPMS investiga dívida de R$ 285,8 milhões na saúde de Campo Grande

L'essentiel

  • O MPMS investiga uma dívida de R$ 285,8 milhões na saúde de Campo Grande, com fornecedores sem receber há mais de 500 dias.
  • A falta de pagamento pode comprometer o abastecimento de medicamentos e insumos.

Résumé généré par IA

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De acordo com o MPMS, alguns fornecedores relatam que estão há mais de 500 dias sem receber pelos serviços prestados. A situação preocupa porque pode comprometer o abastecimento de remédios e materiais usados nas unidades de saúde e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).

A investigação é conduzida pela 76ª Promotoria de Justiça, que decidiu acompanhar de perto a situação financeira do Fundo Municipal de Saúde durante todo o ano de 2026.

Dados obtidos pelo Ministério Público no Sistema Integrado de Planejamento, Finanças, Contabilidade e Controle (Sicont) mostram que, entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2026, a saúde municipal acumulou R$ 285,8 milhões em restos a pagar — nome dado a despesas que ficaram pendentes de anos anteriores.

Além do valor milionário acumulado ao longo dos anos, o MPMS identificou mais de R$ 5 milhões em débitos apenas com empresas responsáveis pelo fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares em 2026.

Segundo o Ministério Público, a falta de pagamento pode estar diretamente ligada à escassez de medicamentos e insumos registrada em unidades da rede pública de saúde. Em alguns momentos, a prefeitura atribuiu os problemas a atrasos na entrega por parte dos fornecedores, mas a investigação quer esclarecer se a principal causa seria justamente a dívida acumulada.

Diante da situação, o MPMS solicitou uma série de informações à Prefeitura de Campo Grande, incluindo a lista de fornecedores com pagamentos atrasados há mais de 30, 60 e 90 dias, além das justificativas para os débitos e a previsão de quitação.

O Ministério Público também quer esclarecimentos sobre a abertura de um crédito suplementar de R$ 27 milhões destinado ao Fundo Municipal de Saúde em abril deste ano. A Promotoria questiona a origem do recurso e como o dinheiro será utilizado.

O secretário municipal de Finanças também foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a situação orçamentária da saúde e as medidas adotadas para enfrentar o passivo financeiro.

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This article was originally published by G1.

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