Mulher é agredida em estação do Metrô e diz que foi tentativa de feminicídio
L'essentiel
- Mulher relata ter sido agredida brutalmente em estação do Metrô de São Paulo por um homem que a perseguiu.
- Vítima alega tentativa de feminicídio e contesta registro policial como lesão corporal.
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Pourquoi c'est important
Uma mulher alega ter sido vítima de tentativa de feminicídio em uma estação do Metrô de São Paulo após ser agredida por um homem. O caso foi registrado como lesão corporal, mas a vítima contesta.
O caso foi registrado no 73° DP (Jaçanã) como lesão corporal, no entanto, a vítima afirma que foi tentativa de feminicídio. Ela prestará nova queixa à polícia após realizar exame de corpo de delito nesta quarta-feira (17).
Segundo o boletim de ocorrência, ela acessou a estação e se posicionou na plataforma de embarque no sentido Tucuruvi, quando começou a ser agredida de forma inesperada pelo homem identificado como Rodrigo de Oliveira, 25 anos.
De acordo com o relato da vítima, as agressões começaram com uma perseguição à sua amiga Ana Claudia Calbo de Oliveira, com quem o suspeito teria feito um breve contato visual e corrido atrás dela logo em seguida. Ao fugir, o homem atingiu Larissa, que estava mais próxima dele, e a derrubou com um chute no joelho.
Apesar de a mulher já estar no chão e machucada, o agressor continuou desferindo chutes em sua face e na cabeça.
"Ele avançou para cima da gente. Não foi tentativa de roubo, porque eu estava com dois celulares, um da empresa e o meu pessoal. Os aparelhos caíram no chão e mesmo assim ele não quis, viu que eu desmaiei, mas continuou me batendo. Ele queria que eu morresse, queria a minha vida", declara ao g1.
Larissa recebeu os primeiros atendimentos no local e foi encaminhada ao Hospital Mandaqui por uma viatura do Metrô, onde permaneceu sob cuidados médicos. Ela já recebeu alta e se recupera em casa.
"Eu fraturei o nariz, o maxilar, estou com bastante inchaço no rosto, quebrei três dentes e fraturei o joelho, estou mancando", diz.
A vítima se queixa da falta de segurança dentro da estação. "Ele [o agressor] estava na plataforma, na parte onde a gente pega o trem. Ou seja, ele passou pela catraca e não tinha nenhum segurança do Metrô ali. Eles apareceram depois do ocorrido", afirma ela, que enfatiza:
"Pelo que eu soube, é um rapaz que já teve até passagem [pela polícia] por assédio contra mulheres no metrô. A gente estava tranquila e o cara ficou incomodadíssimo com a nossa presença ali. Fiquei me sentindo muito exposta", lamenta ela, que pretende passar por acompanhamento psicológico.
Larissa ainda contesta a decisão da polícia de registrar o caso como lesão corporal. "Ele foi preso e já saiu da prisão, porque alegaram lesão corporal, mas para mim foi uma tentativa de feminicídio. Quiseram deixá-lo solto, ontem foi comigo, mas amanhã pode ser com outra que talvez não sobreviva."
O autor das agressões não apresentou documentos que comprovassem seu nome identificação. Segundo o registro policial, ele permaneceu no local após o ocorrido.
Questions ouvertes
- Qual a motivação exata do agressor?
- Haverá investigação sobre a falha na segurança da estação?
- O agressor possui antecedentes criminais específicos contra mulheres?






