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Mulher relata racismo em elevador e agressão em delegacia
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G101.06.2026Crime2 dk okumaBrazil

Mulher relata racismo em elevador e agressão em delegacia

L'essentiel

  • Modelo relata ter sido chamada de "favelada" e "macaca" em elevador no Rio de Janeiro.
  • Agressora foi levada à delegacia, onde a vítima também sofreu más condições de atendimento.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

A modelo Maynara, conhecida como Nara, relata ter sido vítima de injúria racial em um elevador no Rio de Janeiro. Ela foi chamada de "favelada" e "macaca" por outra passageira. Após o incidente, a agressora foi levada à delegacia, onde a vítima também se sentiu humilhada pelas condições de atendimento.

Taille de police

“Ela se incomodou porque o elevador já estava cheio quando eu entrei, e ela achou que eu estava esbarrando nela. Ela iniciou as ofensas me chamando de favelada, disse que eu estava fazendo ‘faveladice’ e logo após me chamou de macaca”, relata Maynara, conhecida nas redes sociais como Nara.

A Guarda Municipal foi acionada e encaminhou a modelo e a agressora para a 4ª DP (Presidente Vargas), onde elas permaneceram por 9 horas até que o caso fosse registrado e a mulher liberada para responder em liberdade.

“É impossível descrever a dor que senti ao ser chamada de ‘favelada’ e ‘macaca’ por uma mulher branca, simplesmente porque entrei no mesmo elevador que ela. Naquele momento, não foi apenas um xingamento. Foi uma tentativa de me diminuir, de me desumanizar e de me fazer sentir que eu não pertencia aquele espaço”, reflete a vítima.

“Levei arranhões e tive meu celular quebrado em uma tentativa clara de me calar e impedir que a verdade fosse mostrada. O que mais me marcou foi perceber que a agressora só recuou quando as pessoas que estavam ao redor começaram a se revoltar com o que ela tinha feito”, emenda.

Segundo Nara, a mulher ainda tentou fugir do local. As condições na delegacia afetaram ainda mais o emocional dela, já abalado pelas agressões sofridas.

“Não havia banheiro, água ou sequer um lugar adequado para sentar. Eu estava cansada, machucada, humilhada e tentando entender como alguém pode ser alvo de tanto ódio simplesmente por existir”, lamenta.

“Eu penso nos meus pais, na educação que recebi e em todas as pessoas que lutam para viver com dignidade em uma sociedade que ainda insiste em reproduzir o racismo. Eu não quero que esse caso seja apenas mais um número ou mais uma notícia passageira. Quero que ele sirva para mostrar que o racismo continua acontecendo e que ele deixa marcas profundas”, conclui.

Procurada, a Polícia Civil disse que o caso foi registrado na 4ª DP (Presidente Vargas) e será investigado pela 1ª DP (Praça Mauá). Sobre a demora, a nota enviada afirma que os depoimentos duraram cerca de 2 horas.

Leia a nota na íntegra:

Em relação à alegação de demora no atendimento, a Polícia Civil esclarece que o registro da ocorrência e as oitivas dos envolvidos durou, aproximadamente, duas horas de atendimento na unidade policial.

A instituição ressalta que as delegacias atendem simultaneamente diversas ocorrências de diferentes naturezas e graus de complexidade. Os agentes realizam procedimentos técnicos indispensáveis para a correta formalização dos fatos e garantir o adequado acolhimento, além da correta prestação de serviço ao cidadão.

Questions ouvertes

  • Qual a motivação exata da agressora?
  • Haverá alguma sanção ou processo contra a agressora?
  • A delegacia investigará as condições de atendimento relatadas pela vítima?
  • A agressora foi identificada e qual sua profissão/ocupação?

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This article was originally published by G1.

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