Operação Ar Frio: Prefeitura de SP investiga suspeita de propina em licitação de R$ 1 bilhão
L'essentiel
- Prefeitura de São Paulo investiga suspeita de propina em licitação de ar condicionado no valor de R$ 1 bilhão.
- Seis servidores foram exonerados e bens apreendidos.
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A Prefeitura de São Paulo exonerou seis servidores e levou denúncias de irregularidades ao Ministério Público, que resultaram na Operação Ar Frio para investigar suspeitas de propina em uma licitação de R$ 1 bilhão.
Segundo a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), as exonerações aconteceram em março deste ano e a própria administração levou as suspeitas de irregularidades ao promotores municipais, gerando a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que culminou com a Operação Ar Frio.
“A Prefeitura de São Paulo informa que, em março deste ano, não só exonerou preventivamente seis servidores como a própria administração municipal levou a denúncia ao Ministério Público, diante da informação de irregularidades envolvendo todos eles. A Prefeitura reforça que não compactua com desvios de conduta ou qualquer tipo de irregularidade”, disse a administração municipal em nota.
“O compromisso da administração é com a ética, a transparência e o respeito ao dinheiro público. A Prefeitura informa ainda que continuará colaborando, como sempre tem feito, para que as denúncias sejam apuradas com rigor para evitar práticas que afrontem o interesse público”, declarou.
Em agenda pública durante a manhã, o prefeito Ricardo Nunes também afirmou que desde março suspendeu a licitação da compra do ar condicionado e convocou novo edital, a fim de manter a transparência dos certames municipais.
A licitação principal investigada é sobre compra de ar condicionado no valor de R$ 1 bilhão. Ela chegou a ser suspensa e foi retomada após a exoneração dos servidores. Uma das frentes de investigação tem como foco saber se os servidores recebiam propina, já que há uma suspeita pela incompatibilidade patrimonial.
Um dos ex-servidores era da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e o outro era coordenador de licitações da Secretaria Municipal das Subprefeituras. Eles teriam atuado para direcionar processos licitatórios em favor de empresas e grupos previamente ajustados, em troca de vantagem indevida.
As buscas ocorrem em endereços ligados aos dois ex-servidores na capital e na região metropolitana. O objetivo da operação é coletar documentos e outras informações que possam ser úteis para o aprofundamento da investigação. Celulares dos alvos foram apreendidos.
Na casa de um dos servidores envolvidos no esquerma foram encontrados mais de R$ 151 mil em dinheiro e US$ 3 mil dólares. Com outro ex-servidor também foram encontrados R$ 8 mil, além de US$ 1 mil em cofres.
Segundo as informações reunidas até agora, os investigadores suspeitam que o patrimônio acumulado pelos investigados seja incompatível com a renda que eles declararam oficialmente. Também há indícios de que imóveis, veículos e outros bens tenham sido registrados em nome de terceiros para esconder a verdadeira propriedade e a origem do dinheiro usado nas compras.
"A Prefeitura de São Paulo informa que, em março deste ano, não só pediu preventivamente a imediata exoneração de seis servidores como a própria administração municipal levou a denúncia ao Ministério Público, diante da informação de irregularidades envolvendo todos eles. A Prefeitura reforça que não compactua com desvios de conduta ou qualquer tipo de irregularidade. O compromisso da administração é com a ética, a transparência e o respeito ao dinheiro público. A Prefeitura informa ainda que continuará colaborando, como sempre tem feito, para que as denúncias sejam apuradas com rigor para evitar práticas que afrontem o interesse público."
Questions ouvertes
- Qual o valor exato da propina recebida?
- Quantas empresas foram beneficiadas?
- Haverá mais prisões?




