Operação Ouroboros: Juiz diz que é preciso "dedetizar e sanitizar" o Rio de Janeiro
L'essentiel
- A Operação Ouroboros, deflagrada pelo MPRJ, mirou um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM).
- O juiz Marcello Rubioli descreveu um "cenário de total aparelhamento espúrio do estado", levando à prisão de seis pessoas e tornando réus 11 indivíduos.
Résumé généré par IA
Pourquoi c'est important
A Operação Ouroboros foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para investigar um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), após auditoria da gestão do governador em exercício Ricardo Couto.
Na decisão em que expediu os mandados da Operação Ouroboros, deflagrada nesta quinta-feira (9) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, escreveu ser essencial que “todas as instituições se alinhem” para “dedetizar e sanitizar o Estado do Rio de Janeiro”.
“O que se vê é um cenário de total aparelhamento espúrio do estado, sangria das verbas públicas, apadrinhamentos e toda sorte de ações que levaram o mesmo à bancarrota”, declarou.
“É dizer que o Estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura.”
A Operação Ouroboros mirou um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), um órgão do governo do estado. O MPRJ passou a investigar a autarquia após uma auditoria determinada pela gestão do governador em exercício Ricardo Couto.
A mando de Rubioli, o MPRJ prendeu 6 pessoas nesta quinta:
Amanda Íthala Santos da Paschoa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline;
Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia;
Davi Perini Vermelho, o Didê: presidente do IRM;
Franquis Dias Nepomuceno: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte;
Marcelo Lopes da Silva: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM;
Mauricio Silva Knoploch dos Santos: pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e diretor de Planejamento e Projetos do IRM.
Além deles, também foram denunciados, mas não tiveram a prisão decretada:
Gerson Luís de Araújo Rodrigues: representante da Engeconsult;
Hélio Augusto Machado Pessôa: representante da Engeconsult;
Leilson de Souza Nepomuceno: pai de Franquis e dono da Rioforte;
Roberto Accioly Peotta: representante da R Peotta;
Roberto Peotta: representante da R Peotta.
Rubioli aceitou a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) e tornou réus todos os 11.
À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
O processo judicial contra os 11 réus seguirá em frente.
Très probable · En quelques mois
Questions ouvertes
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