Organização criminosa tem R$ 2 milhões em bens bloqueados por fraudes eletrônicas
L'essentiel
- A Polícia Civil bloqueou R$ 2 milhões em bens de uma organização criminosa suspeita de fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e invasão de contas digitais.
- A operação, que cumpriu mandados em Frutal (MG) e cidades de Goiás, investiga golpes como 'SIM Swap' que lesaram vítimas em diversos estados.
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A Polícia Civil bloqueou R$ 2 milhões em bens de uma organização criminosa suspeita de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A operação, com mandados em Frutal (MG) e cidades de Goiás, investiga golpes como 'SIM Swap'.
Operação foi desencadeada na manhã desta quinta-feira (18), em Frutal, no Triângulo Mineiro — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Aproximadamente R$ 2 milhões em bens de uma organização criminosa foram bloqueados por suspeita de fraudes eletrônicas em linhas telefônicas e invasão de contas digitais. Os mandados foram cumpridos pela Polícia Civil na manhã de quinta-feira (18), em Frutal, no Triângulo Mineiro.
A organização criminosa também é suspeita de lavagem de dinheiro e movimentação de recursos obtidos por meio de golpes aplicados em diferentes estados.
As investigações foram conduzidas pela equipe de repressão a fraudes da Delegacia Regional em Frutal, com apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Goiás (DERCC).
Segundo a Polícia Civil, a operação começou após um defensor público ter sido vítima de golpe conhecido como 'SIM Swap'. Os criminosos assumiram o controle da linha telefônica da vítima e acessaram aplicativos de banco, realizando movimentações que causaram um prejuízo de R$ 70 mil.
🔎 SIM Swap: Nesse tipo de golpe, os criminosos transferem indevidamente a linha telefônica da vítima para outro chip e conseguem acesso a aplicativos de mensagens, contas bancárias e mecanismos de recuperação de senhas.
Estrutura do grupo criminoso
De acordo com o delegado João Carlos Garcia Pietro Júnior, responsável pelo inquérito policial, os suspeitos usavam técnicas de clonagem de linhas telefônicas, invasão de contas bancárias e promessas de investimentos para terem acesso às contas das vítimas.
A Polícia Civil também informou que identificou vítimas em Minas Gerais, Goiás, Ceará e Mato Grosso, e foram mapeadas 226 contas bancárias e cerca de 250 chaves Pix usadas pela organização criminosa utilizada para receber e ocultar valores obtidos por meio das fraudes.
A primeira fase da operação teve quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Jaraguá, em Goiás.
Outros quatro investigados tiveram a prisão preventiva decretada e seguem foragidos. Um deles está em Portugal e o nome foi incluído na lista vermelha da Interpol.
Operação contra organização criminosa teve início em Frutal — Foto: Polícia Civil/Divulgação
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Extradição do foragido em Portugal e sua prisão.
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