PF apreende R$ 160 mil e dólares em operação contra desvio de verba parlamentar
L'essentiel
- Operação da PF em GO, MG e DF apreende R$ 160 mil e dólares.
- Investigação apura desvio de verba parlamentar e possível falsificação de escritura para justificar origem de dinheiro.
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Pourquoi c'est important
A Polícia Federal realizou buscas em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal em uma operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, para investigar suspeitas de desvio de verba parlamentar.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF - Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal fez buscas em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal, e apreendeu cerca de R$ 160 mil em espécie, além de dólares e relógios de luxo. Em um escritório de advocacia de Brasília, os agentes encontraram dinheiro escondido em um livro falso de Direito.
A operação desta quarta-feira (1º) foi um desdobramento de uma outra, em dezembro de 2025, que teve como alvo o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL. Na época, policiais apreenderam R$ 468 mil em dinheiro vivo dentro de um guarda-roupa no apartamento usado pelo parlamentar em Brasília. O deputado Sóstenes Cavalcante alegou que o dinheiro em espécie veio da venda de um imóvel em Minas Gerais e que não depositou no banco por causa da "correria" do trabalho.
Segundo a Polícia Federal, o dinheiro estava guardado em sacos plásticos e as notas identificadas com etiquetas de bancos. As etiquetas levaram os investigadores a duas empresas administradas por dois irmãos. Ao analisar a movimentação financeira do grupo empresarial, a PF identificou mais de R$ 15 milhões em saques em espécie. A PF investiga, agora, se parte desse dinheiro veio de desvios de verba da cota parlamentar.
Ao autorizar a operação, o ministro Flávio Dino afirmou que “essa hipótese criminal, grave por si só, ganha contornos significativamente mais expressivos a partir do momento em que a investigação indica a possibilidade de que esses valores possam ser, ainda que em parte, fruto de peculato atribuído a deputado federal”.
A PF suspeita que os investigados tentaram forjar uma escritura de compra e venda de um imóvel para explicar a origem do dinheiro. De acordo com a investigação, o registro no cartório da venda do imóvel "ocorreu apenas em 30 de dezembro, data posterior à descoberta policial do dinheiro no guarda-roupa do parlamentar, o que sugere uma possível tentativa de fabricar um lastro retroativo para conferir aparência de legalidade ao dinheiro localizado". E segundo a análise do Coaf citada pela PF, não foi identificado nenhum saque bancário do comprador do imóvel compatível com esse pagamento. Ele também foi alvo da operação desta quarta-feira (1º).
O deputado Sóstenes Cavalcante não foi alvo dessa nova fase da operação. Mas a Polícia Federal afirmou ao Supremo que os indícios encontrados durante a apuração - como os saques milionários em espécie e as dúvidas sobre a origem do dinheiro no apartamento do parlamentar - justificam o aprofundamento da investigação.
O deputado Sóstenes Cavalcante negou as irregularidades; afirmou que o dinheiro tem origem lícita e foi declarado na Receita Federal; e que a investigação é uma perseguição política, por ele ser o líder do maior partido de oposição da Câmara.
Questions ouvertes
- Qual a extensão total do desvio de verbas?
- Haverá outras fases da operação?
- Quais as consequências legais para os envolvidos?





