Projeto usa futebol para empoderar meninas e adolescentes contra preconceito
L'essentiel
O projeto "Pretas em Campo", da ONG Empodera, usa o futebol como ferramenta educativa para cerca de 130 meninas e adolescentes em áreas do Rio de Janeiro, promovendo autoestima e discutindo temas como racismo e violência de gênero.
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Pourquoi c'est important
O projeto "Pretas em Campo", da ONG Empodera, atende cerca de 130 meninas e adolescentes em diferentes zonas do Rio de Janeiro, utilizando o futebol como ferramenta de empoderamento.
O Pretas em Campo, desenvolvido pela ONG Empodera, atende cerca de 130 meninas e adolescentes de Santa Cruz e Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste, e da Ilha do Governador, na Zona Norte.
“O Pretas em Campo vem como uma resposta, um lugar seguro, para que elas de fato desenvolvam sua autoestima e ocupem espaços que não são ocupados geralmente por elas por uma questão de pressão e de preconceito. O projeto conecta a prática do futebol como ferramenta de empoderamento dessas meninas”, afirmou.
Nas aulas, o futebol é usado como ferramenta educativa. Enquanto aprendem regras e fundamentos do jogo, como impedimento, escanteio ou falta, as alunas também refletem sobre questões sociais que fazem parte da realidade delas — racismo, violência de gênero, autoestima e direitos.
Uma das participantes conta que as atividades ajudaram a ampliar sua visão sobre o papel das mulheres no esporte e a convivência com outras pessoas.
“Eu aprendi o meu lugar de mulher no esporte, e foi muito legal. Aprendi a me dar melhor com as pessoas também”, disse.
Ex-aluna da ONG, Kathely Martins, de 24 anos, moradora da Timbau, no Complexo da Maré, hoje atua como técnica e professora do projeto. Ela explica como os temas sociais são incorporados aos exercícios esportivos.
“A gente pega um fundamento como o passe e vai fazer uns exercícios de condução com bola. Vamos até um cone, onde há um quadradinho com uma informação. Se eu quero falar sobre discriminação, vou pegar várias frases discriminatórias e coloco nesse cone”, explicou.
“Elas fazem a condução. Chegou no cone? Pega essa informação, dá o passe e volta correndo. É o fundamento com temática. Depois, elas vão dar nome às coisas. É racismo estrutural? Racismo recreativo? Então a gente vai construindo as temáticas por meio do fundamento.”
Questions ouvertes
- Quais os planos de expansão do projeto?
- Como o projeto é financiado?






