Romeu Zema diz ter mais divergências com Lula do que com Flávio Bolsonaro
L'essentiel
- O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou ter mais restrições com Lula do que com Flávio Bolsonaro.
- A declaração surge após atritos entre Novo e PL e em meio a propostas de Zema sobre privatizações, energia e redução de impostos.
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O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) declarou que suas maiores divergências políticas são com o presidente Lula, e não com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração ocorreu após atritos entre os partidos Novo e PL.
Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais e candidato à reeleição — Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG
O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que suas principais divergências políticas são com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e não com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada nesta quarta-feira (17), após um fim de semana marcado por atritos públicos entre integrantes do Novo e do Partido Liberal (PL), com troca de críticas, manifestações nas redes sociais e o cancelamento de um convite feito a Zema para participar de um evento partidário.
"Eu tenho restrições muito maiores com relação ao Lula do que com o Flávio Bolsonaro. No segundo turno a direita estará toda unida contra a esquerda", disse Zema em entrevista à rádio Correio FM.
Na segunda-feira (15), Zema foi desconvidado de um encontro do partido em Santa Catarina, previsto para o início de julho. Segundo aliados ouvidos pelo g1, o ex-governador tomou conhecimento da decisão por meio da imprensa.
Em maio, após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Zema afirmou que considerava “imperdoável” o pedido de recursos para financiar o filme "Dark Horse", longa metragem que aborda a história de Jair Bolsonaro (PL). Dias depois, o pré-candidato disse que o episódio estava superado, mas voltou a criticar a postura do senador, mantendo o tema em discussão entre lideranças da direita.
Na entrevista desta quarta-feira (17), ao comentar novamente o caso envolvendo o Banco Master, Zema defendeu a privatização de estatais e afirmou que apenas instituições públicas mantiveram negócios com a instituição financeira.
“Nenhum banco privado, nenhum instituto de previdência privado colocou dinheiro no Master. Foi só banco estatal e instituto de previdência estatal que fizeram negócios com o Master. Então fica muito claro. E eu quero privatizar tudo. Aquilo que o brasileiro precisa de saúde, de educação, de segurança pública vai receber mais atenção e mais recurso", disse.
Zema também apresentou propostas relacionadas ao setor de energia e à atração de data centers para o Brasil.
“Hoje, o mundo está instalando data centers em todo lugar. E o Brasil está perdendo uma grande oportunidade. Por quê? Porque aqui, a nossa energia é uma das mais baratas do mundo. Mas, com o Lula colocando imposto em cima de imposto, ela fica uma das mais caras. E o que eu vou propor é, traga o seu data center para o Brasil, que quem está lá aqui vai ficar X anos, 20 anos, sem ter imposto sobre energia elétrica”, explicou.
Ao falar sobre política tributária, o pré-candidato afirmou que pretende seguir uma linha de redução de impostos em âmbito nacional.
“O brasileiro só está vendo aumento de impostos. E eu vou na direção contrária. Apesar de governar um Estado com muita dificuldade financeira, lembrando que eu peguei um Estado quebrado, eu consegui governar sem aumentar qualquer tipo de imposto do Estado. E no Brasil eu quero reduzir”, afirmou.
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Direita se unirá no segundo turno contra a esquerda.
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- Qual o impacto das propostas de Zema na economia?






