Secretária de Saúde e Superintendente Presos em Palmas por Fraude em Contrato
L'essentiel
- Secretária de Saúde de Palmas e superintendente são presos em investigação sobre fraude em contrato de terceirização.
- Empresária apontada como lobista se apresentou à polícia.
- Carro de luxo é suspeito de propina.
Résumé généré par IA
Pourquoi c'est important
A investigação policial apura supostas fraudes em um contrato de terceirização da gestão de unidades de saúde em Palmas, envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde e a Santa Casa de Misericórdia. A operação já resultou na prisão de autoridades e na apreensão de bens.
A Secretaria Municipal de Saúde disse que o atraso no repasse é referente ao Termo de Colaboração da Gestão Compartilhada e que as providências administrativas cabíveis já estão em andamento visando à regularização financeira (veja a nota completa abaixo).
A entidade informou que tem cumprido o contrato e que as unidades continuam operando normalmente. Conforme a Santa Casa, os atrasos não afetaram os pagamentos dos salários. As remunerações foram feitas nesta sexta-feira (19) e devem estar nas contas dos funcionários na segunda-feira (22).
O contrato foi anunciado em março de 2026 e tem duração de 12 meses. Na época, o Ministério Público entrou com recurso e o Tribunal de Justiça suspendeu a terceirização e determinou que a prefeitura retomasse a gestão.
Depois, o município recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu manter o contrato devido ao risco de prejuízo aos atendimentos. Segundo a decisão do STJ, o contrato deve ser mantido até que o caso seja julgado de forma mais aprofundada pela Justiça Estadual.
Em abril, a Polícia Civil deu início às investigações sobre a terceirização com a Operação Falsa Emergência. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e locais de trabalho ligados aos investigados.
No último desdobramento da operação, a secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos. A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como lobista no contrato, passou cinco dias foragida e se apresentou à polícia no dia 15 de junho. A defesa de Cláudia afirmou que a empresária estava viajando.
As investigações apontaram que um carro de luxo teria sido usado como suposto pagamento de propina para um assessor especial da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas. A polícia identificou que o veículo está no nome da empresária e que a locação do veículo aconteceu um dia antes do município dispensar o chamamento público.
Na decisão da 1ª Vara Regional das Garantias, foi apontada a possível “fabricação” de justificativas para a dispensa de chamamento público. Os policiais também investigam a produção de documentos com datas retroativas para legitimar o contrato.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) está adotando todas as medidas para garantir a oferta dos serviços nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas, sem prejuízos na assistência à população. A organização social Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba notificou a gestão sobre o atraso no repasse referente ao Termo de Colaboração da Gestão Compartilhada e a Semus informa que as providências administrativas cabíveis já estão em andamento visando à regularização financeira para garantir que a parceria e os atendimentos não sofram interrupções.
Questions ouvertes
- Qual o valor total desviado?
- Quem mais está envolvido?
- Quais as consequências legais para os envolvidos?






