Servidor é preso em flagrante cobrando por exames no HGR
L'essentiel
- Um servidor público foi preso em flagrante dentro do Hospital Geral do Rio (HGR) por cobrar ilegalmente por exames.
- A secretária de Segurança Pública se disfarçou de médica para realizar a operação, que desarticulou um esquema de cobrança ilegal que já durava seis meses e envolvia pelo menos 30 pacientes.
Résumé généré par IA
Pourquoi c'est important
Um servidor público foi preso em flagrante dentro do Hospital Geral do Rio (HGR) por cobrar ilegalmente por exames. A operação foi conduzida pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), que identificou um esquema de cobrança ilegal que já durava seis meses e envolvia pelo menos 30 pacientes.
O servidor atuava na cobrança ilegal havia seis meses e recebeu dinheiro de ao menos 30 pacientes, segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), que conduziu a operação. Um casal também é suspeito de envolvimento, mas não foi localizado.
Ele foi preso dentro do HGR pela delegada e secretária da Sesp, Eliane Gonçalves. A delegada se vestiu de médica para não levantar suspeitas e flagrar a ação do técnico.
"Utilizei uma vestimenta como se eu fosse uma médica para ter acesso a ele sem despertar curiosidade ou alertar o acusado. Os três agentes que me acompanhavam também estavam vestidos à paisana. Nós só o retiramos do local depois de falar com a chefe dele por telefone e aguardar a chegada de um servidor para substituí-lo no guichê dos exames, para que ninguém fosse prejudicado", disse Eliane.
O trabalho teve o apoio do Departamento de Inteligência da Sesp (Deint). Na delegacia, ele foi autuado em flagrante pelos crimes de peculato, que é quando um servidor usa ou desvia recursos do públicos para obter vantagem pessoal, e associação criminosa.
O técnico foi preso após a Secretaria de Saúde (Sesau), responsável pelo HGR, identificar que ele cobrava por exames. Nessa segunda, por volta das 18h, uma paciente chegou à unidade para realizar o procedimento e foi recebida por um intermediário, que recebeu o dinheiro e a orientou a entrar no hospital.
"Ele a buscou, levou para fazer o exame e a paciente só foi liberada após a confirmação do PIX", detalhou a secretária-adjunta da Sesau, Juliana Gomes.
A Sesau reiterou que nenhum serviço do SUS é vendido. “Ainda mais dentro de uma unidade hospitalar de alta complexidade, como o HGR, onde a maioria dos pacientes que realiza ressonância magnética é composta por pessoas que sofreram AVC ou por pacientes oncológicos, que acabam tendo atraso em seus tratamentos por causa dessas interferências", frisou Juliana.
Questions ouvertes
- Qual a extensão total do esquema de cobrança ilegal?
- Quantos outros servidores podem estar envolvidos?
- Qual o valor total desviado?
- Quais as consequências para os pacientes que pagaram pelos exames?







