Servidores da educação protestam contra suspensão de greve no Acre
L'essentiel
- Servidores da educação no Acre protestam contra a suspensão de greve por reajuste salarial.
- O sindicato Sinteac afirma que a paralisação é independente e que a prefeitura força o retorno às atividades.
- A Justiça suspendeu a greve, mas os profissionais buscam diálogo.
Résumé généré par IA
Pourquoi c'est important
Servidores da educação no Acre estão em greve por reajuste salarial e melhores condições de trabalho desde 20 de maio. A prefeitura entrou com pedido de tutela de urgência para suspender a paralisação, argumentando que ela é abusiva e que o movimento descumpriu o dever de manutenção mínima dos serviços essenciais.
Vestidos de preto, os servidores levaram um caixão e chamaram o ato de velório da educação. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) afirmou que a paralisação dos profissionais é independente.
Ao g1, a prefeitura explicou que está fazendo um levantamento para verificar quantas escolas retornaram às atividades. A greve por reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho teve início no dia 20 de maio e, pelo menos, 50 instituições de ensino, entre creches e centros de educação de ensino (CEI), estavam com as atividades suspensas desde o início do movimento.
“O povo que estava na greve ficou revoltado. Disse que não ia voltar porque nossa greve estava legal, só fizeram para agradar o prefeito, suspender a nossa greve”, disse Rosana Nascimento, presidente do Sinteac, nesta segunda.
Ainda de acordo com ela, a medida tomada pela prefeitura, de registrar como falta no ponto dos trabalhadores que não retornam às atividades, é uma forma de forçar a categoria.
“Eles fazem de tudo para forçar o trabalhador a ir para escola porque a educação é escrava da sociedade. A educação é para cuidar dos filhos deficientes, dos filhos problemáticos, dos filhos da vulnerabilidade social. Está tudo dito lá na suspensão da greve, trata o trabalhador em educação como qualquer coisa, menos como um profissional da educação”, afirmou.
A presidente afirmou que o sindicato está seguindo a liminar da Justiça que suspendeu a greve. Na última sexta-feira (29), representantes de escolas ainda em greve estiveram no Ministério Público do Acre (MP-AC) para denunciar a precariedade dos colégios.
Nesta segunda (1º), os profissionais devem se reunir com o desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) Nonato Viana, que assinou a liminar que suspendeu a greve, para tratar sobre as questões da greve.
“Nossa greve está legal e não aceitamos argumento da prefeitura e o Tribunal de Justiça seguiu dizendo que temos que cuidar das crianças que estão em vulnerabilidade social, das crianças deficientes que precisam de tratamento especializado. Cumpre o ano letivo, sendo que essa categoria quando para, cumpre todos os dias que grevou. A prefeitura mente para o Tribunal que está negociando e que teve proposta, vai ficar negociando 10 anos? Não aceitamos esses argumentos. Queremos nosso direito de greve”, defendeu Rosana.
Segundo o Sinteac, a ida dos servidores ao MP-AC na sexta-feira (29) não foi organizada pelo sindicato, que oficialmente se afastou da greve. Conforme Rosana Nascimento, mais de 47 representantes de escolas municipais foram ao MP.
Na terça (26), o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), em decisão liminar, mandou suspender a greve dos servidores da educação municipal. Por ser liminar, cabe recurso da decisão e ela pode ser revista na análise do mérito.
A liminar atendeu um pedido de tutela de urgência apresentado pelo município sob argumento de que a paralisação é abusiva, determinou prazo de 24h para o retorno das aulas e fixou multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e Sindicato dos Professores do Acre (Sinproacre).
Conforme a liminar, a qual o g1 teve acesso, a gestão municipal argumentou que manteve tratativas com as entidades sindicais ao longo de 2026 e que o movimento descumpriu o dever de manutenção mínima dos serviços essenciais.
Na última quarta (27), a categoria fez um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Os representantes foram recebidos por uma equipe do órgão. Além disso, algumas escolas também divulgaram comunicados informando que a greve continua.
À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
Reunião entre representantes do sindicato e o desembargador Nonato Viana para discutir a greve.
Très probable · En quelques jours
Possível revisão da liminar que suspendeu a greve pelo Tribunal de Justiça do Acre.
Possible · En quelques semaines
Questions ouvertes
- Quando a greve será oficialmente resolvida?
- Quais serão as consequências para os servidores que não retornarem às atividades?
- Haverá negociação entre o sindicato e a prefeitura?
- O Tribunal de Justiça do Acre irá rever a liminar?






