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STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas
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STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas

L'essentiel

  • Ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha por suspeita de desvio de emendas parlamentares.
  • A decisão, de 6 de julho, tornou-se pública neste domingo (12).

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Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, teve seu mandato cassado em 2016 por quebra de decoro e foi preso pela Operação Lava Jato, mas teve a condenação anulada pelo STF em 2023.

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O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) foi alvo de uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do político por suspeita de desvio de emendas parlamentares.

A decisão é de 6 de julho e tornou-se pública neste domingo (12). O g1 entrou em contato com o ex-deputado e não havia tido retorno até a última atualização desta reportagem.

Cunha ganhou protagonismo na política nacional entre fevereiro de 2015 e meados de 2016, quando foi presidente da Câmara dos Deputados e aceitou a abertura do processo que levou ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

Um trecho da decisão de Dino afirma que o ex-deputado revelou contar com uma "cota informal de valores" que era direcionada ao estado de Minas Gerais (leia mais abaixo).

Em 2026, ele anunciou que voltará a disputar uma eleição como deputado federal, agora por Minas Gerais. O estado, segundo o político, é a “síntese do Brasil” pela diversidade e pela divisa com demais estados.

Cunha atuou na Câmara de 2003 a 2016 pelo Rio de Janeiro, seu estado natal. Ele teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de mentir à CPI da Petrobras quando negou ser titular de contas no exterior.

Também chegou a ser preso pela Operação Lava Jato em 2016, que apurou desvios na Petrobras. Ele ficou preso em Curitiba e no Rio de Janeiro. Em 2023, o STF anulou a condenação do ex-deputado.

Nas eleições de 2022, o político tentou uma cadeira por São Paulo, mas não se elegeu.

Eduardo Cunha em foto de arquivo — Foto: Eraldo Peres/AP

Entenda as investigações

O ex-presidente da Câmara é alvo da mesma investigação que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, por indicação irregular de emendas.

A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Cunha dispôs dos serviços da servidora Mariângela Fialek, a Tuca, para "destinar recursos conforme seus interesses".

As medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada "Operação Transparência", realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara como alvo.

A decisão do ministro Flávio Dino afirma ainda que, "das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação."

Dino destacou, no entanto, que o político nunca teve vinculação política com o estado de Minas. "Pelo contrário, em algumas passagens simboliza manter pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução."

Flávio concedeu uma entrevista à rádio 89 Maravilha, ligada a Cunha, e falou sobre carga tributária, empreendedorismo e programas sociais.

Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro durante encontro em Belo Horizonte em 2 de junho de 2026 — Foto: Reprodução/Instagram

À surveiller

Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • Eduardo Cunha pode ter novas restrições financeiras ou judiciais.

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Questions ouvertes

  • Qual o desfecho da investigação sobre o desvio de emendas?
  • Haverá novas ações judiciais contra Eduardo Cunha?

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This article was originally published by G1.

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