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Testemunha diz que Gisele temia ser morta pelo marido, tenente-coronel
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Testemunha diz que Gisele temia ser morta pelo marido, tenente-coronel

L'essentiel

  • Testemunha afirma que Gisele temia ser morta pelo marido, tenente-coronel Geraldo Rosa Neto.
  • Ela foi morta em fevereiro e o caso é julgado pela Justiça comum.
  • Foto e depoimentos de policiais são peças-chave.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

Gisele foi morta em fevereiro deste ano, e as investigações apontam o marido, tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, como autor do crime. O caso é julgado pela Justiça comum após decisão do STJ.

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Uma das testemunhas foi a sargento Damiana Alves da Silva, que trabalhava ao lado de Gisele e ouvia os desabafos da amiga sobre a violência do marido.

Durante o depoimento, ela foi questionada se Gisele havia dito que acreditava que o marido teria coragem de matá-la.

"Nós estávamos na copa e ela perguntou pra mim se eu acreditava que ele teria coragem de matá-la e eu disse que eu acreditava!", afirmou a sargento.

Damiana também falou sobre o comportamento de Geraldo Rosa Neto. "Falei, Gi, antes dele ser major ele é um ser humano, ele é dotado de uma mente. Então, eu acredito sim, até pelos comportamentos que ele tinha."

Gisele foi morta em fevereiro deste ano. As investigações da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar concluíram que ela foi assassinada pelo próprio marido, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto.

Em abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o caso devia ser julgado pela Justiça comum, por entender que o crime investigado não tem natureza militar. O tenente-coronel está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

Uma das peças-chave da investigação foi uma foto tirada pelo sargento do Corpo de Bombeiros Rodrigo Almeida Rodrigues. Ele foi um dos primeiros a entrar no apartamento, no Brás, depois do disparo.

"Arma [estava] posicionada na mão dela. Pelo fato de eu ver uma arma, tipo, a pessoa tomou, deu um tiro na cabeça e a arma cair naquela posição, isso ficou muito curioso pra mim, eu nunca tinha visto aquilo, sempre num disparo a arma tem um impacto, tem uma força que joga ela pra fora e o jeito de cair também. Com base no que eu já vi, ela não cairia reta".

No dia do crime, Geraldo Neto ligou para um desembargador, que foi até o prédio. O capitão Rafael Aguiar comandava a primeira equipe que atendeu a ocorrência. Depois, foi junto com o tenente-coronel até o Hospital das Clínicas, onde Gisele foi socorrida, e disse ter estranhado o comportamento dele.

"Ele foi pra lá com o intuito de ver a situação da esposa e em nenhum momento ele desembarcou do carro e tentou ver qual a situação, se ela chegou lá com vida ou não, e a gente estranhou também essa atitude. Ficou ali uma hora, uma hora e meia e ele saiu de lá também sem saber se ela tinha falecido".

Os depoimentos fazem parte da etapa do julgamento em que o juiz colhe as provas orais. Até o momento, 30 pessoas foram ouvidas, entre elas a filha de Gisele, uma menina de 7 anos, que contou que já presenciou muitas brigas entre a mãe e o padrasto.

Questions ouvertes

  • Qual a motivação exata do crime?
  • Haverá outras testemunhas importantes?
  • Qual será a sentença final?

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This article was originally published by G1.

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