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BackVice-prefeito é acusado de forjar união estável para receber pensão de ex-procuradora
Vice-prefeito é acusado de forjar união estável para receber pensão de ex-procuradora
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G103.06.2026Crime3 dk okumaBrazil

Vice-prefeito é acusado de forjar união estável para receber pensão de ex-procuradora

L'essentiel

  • Vice-prefeito do Rio é investigado por suspeita de forjar união estável com ex-procuradora para receber pensão.
  • Familiares afirmam que relação nunca existiu e classificam como "casamento fake".

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

O vice-prefeito de Trajano de Moraes, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de forjar uma união estável com a ex-procuradora Ângela Marília de Moraes Pessanha. A família da ex-procuradora afirma que a relação nunca existiu e que o político era casado com a sobrinha dela.

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Familiares da ex-procuradora do Estado do Rio de Janeiro Ângela Marília de Moraes Pessanha afirmam ter recebido com surpresa a informação de que a idosa manteve uma união estável com Hélio Luiz Fazoli de Moraes, ex-marido de uma sobrinha dela e atual vice-prefeito de Trajano de Moraes, na Região Serrana do Rio.

A relação é alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que acusa Hélio de ter forjado a união para obter, após a morte da servidora aposentada, uma pensão paga pelo RioPrevidência.

Segundo parentes de Ângela, a notícia de que os dois teriam formalizado uma união estável causou espanto. Isso porque Hélio havia sido casado por quase duas décadas com Adriana Pessanha, sobrinha da procuradora. O casal se divorciou em 2013 e, cerca de dez meses depois, o político registrou em cartório uma união estável com a tia da ex-mulher, então com mais de 80 anos.

Para a família, nunca houve indícios de um relacionamento amoroso entre os dois.

"De jeito nenhum. Ele é sobrinho dela. Casado com a minha sobrinha. Um sobrinho vai casar com uma tia. Eu acho vergonhoso e eu acho que só um escândalo, né? ", afirmou uma das parentes ouvidas na reportagem do Fantástico.

Outra familiar disse não acreditar que a relação tenha existido.

"Nunca podia imaginar que Hélio Luiz poderia ter algum tipo de relacionamento que não seja de sobrinho com a minha tia. Impossível", declarou.

Questionados sobre a união estável registrada em cartório, parentes classificaram a situação como um "casamento fake".

Vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ) é acusado de forjar casamento para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões — Foto: Fantástico/ Reprodução

O que diz a investigação

De acordo com o Ministério Público, a união estável teria sido utilizada para permitir que Hélio recebesse a pensão da ex-procuradora após a morte dela. Os investigadores afirmam que o político também obteve uma procuração que lhe concedia poderes para movimentar as contas da idosa.

Após a morte de Ângela, o pedido de pensão foi negado pelo INSS, mas aprovado pelo RioPrevidência. A suspeita de fraude levou o Ministério Público a abrir investigação e pedir a quebra dos sigilos bancários dos envolvidos.

A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelos promotores, suspendeu o pagamento do benefício e determinou o bloqueio de bens dos investigados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos e aplicações financeiras.

Uma escritura de união estável entre Ângela Marília de Moraes Peçanha e Hélio Luiz Fazoli de Moraes — Foto: Fantástico/ Reprodução

Quem era Ângela

Nascida em 1931, Ângela Marília de Moraes Pessanha foi uma das primeiras mulheres a integrar a Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro. Aposentada desde 1985, ela também atuou como jornalista, escritora e poeta. Sem filhos, acumulou patrimônio ao longo da vida e, segundo familiares, passou os últimos anos mais afastada do convívio com parentes.

Hélio Luiz e Adriana Pessanha respondem pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato qualificado. A defesa dos investigados nega irregularidades e afirma que a acusação se baseia em narrativas ligadas ao cenário político local.

O que dizem os citados

Em nota, o Rioprevidência informou que já suspendeu o pagamento da pensão; que não detectou a fraude na época; e que vai acompanhar o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado do Rio.

Em nota, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e de Adriana Canes Peçanha afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas do cenário político local. Diz ainda que os parente de Ângela que prestaram depoimento sequer frequentavam a cidade e que, como não há inventário aberto, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota acrescenta que a imagem da ex-procuradora merece respeito e será defendida por quem realmente cuidou dela; e conclui dizendo que a inocência dos dois será provada na Justiça.

Casamento forjado: vice-prefeito se passa por viúvo de idosa pra receber pensão — Foto: Reprodução/TV Globo

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À surveiller

Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • Hélio Luiz Fazoli de Moraes e Adriana Pessanha serão julgados pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato qualificado.

    Très probable · En quelques mois

  • O pagamento da pensão a Hélio Luiz Fazoli de Moraes será permanentemente suspenso.

    Très probable · Immédiat

  • Bens de Hélio Luiz Fazoli de Moraes podem ser confiscados para ressarcimento.

    Probable · Long terme

Questions ouvertes

  • Qual a extensão exata do patrimônio envolvido?
  • Houve outras irregularidades além da pensão?
  • Qual a participação de Adriana Pessanha na suposta fraude?
  • Como a união estável foi formalizada sem a participação ativa da ex-procuradora?

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This article was originally published by G1.

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