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La UE acoge con cautela los nuevos aranceles de Trump, pero cuestiona su justificación
En développement
Politique·il y a 15 heuresRésumé IA

La UE acoge con cautela los nuevos aranceles de Trump, pero cuestiona su justificación

La Comisión Europea recibe con cautela los nuevos aranceles de EE UU (10%-12.5%) sobre productos de 60 socios, incluida la UE, por trabajo forzoso. Aunque los considera menos graves de lo esperado y coherentes con un acuerdo previo, la UE cuestiona la justificación de Washington y las acusaciones sobre sus controles laborales.

E
El País Internacional
5 min de lecture
Brasil avalia Lei da Reciprocidade Econômica contra EUA, mas empresários defendem negociação
En développement
Business·avant-hierRésumé IA

Brasil avalia Lei da Reciprocidade Econômica contra EUA, mas empresários defendem negociação

O Brasil considera acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, que entra em vigor nesta quarta-feira. No entanto, entidades empresariais e membros do governo, como o vice-presidente Alckmin, defendem priorizar a negociação e o apoio às empresas afetadas para evitar uma escalada comercial.

G
G1
4 min de lecture
Soberania em minerais críticos permite emprego verde na América Latina
Monde
19/04/2026

Soberania em minerais críticos permite emprego verde na América Latina

Os países da América Latina devem aproveitar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras que possuem para desenvolver a própria indústria da transição energética, avaliaram lideranças latino-americanas consultadas pela Agência Brasil.   O controle sobre os minerais críticos, fundamentais para indústrias da transição energética e da tecnologia, é um dos centros da disputa comercial travada entre China e Estados Unidos (EUA) pela liderança da economia global. Ex-ministro de Minas e Energia da Colômbia Andrés Camacho. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep Notícias relacionadas:Lula defende integração regional e uso soberano de minerais críticos.Lula destaca importância de terras raras do Brasil para América do Sul.Os especialistas argumentam que, ao desenvolver a própria indústria, a América Latina evita repetir o papel de simples exportador de matérias-primas, fortalecendo a economia da região e ganhando poder de barganha no cenário global. O ex-ministro de Minas e Energia do governo de Gustavo Petro, na Colômbia, Andrés Camacho, destacou que o fato de uma parcela importante desses minerais estar na América Latina permite que os países possam desenvolver as próprias indústrias, criando empregos de qualidade e reduzindo a dependência tecnológica. “Por exemplo, o lítio, encontrado em países aqui no Sul do continente. Precisamos avançar em direção à produção, não apenas para exportar lítio, mas também para aprimorá-lo, e não apenas como mineral, mas como baterias”, destacou. O lítio é um dos principais insumos para baterias de carros elétricos, assim como o cobre é fundamental para os painéis solares e eólicos. Estima-se que 45% do lítio e 30% do cobre estejam na América Latina, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). A deputada pela Argentina do parlamento do Mercosul (Parlasul) Cecilia Nicolini, ex-secretária de Mudanças Climáticas do governo de Alberto Fernández (2019-2023), defendeu que os países latino-americanos não devem se limitar a exportar minerais brutos para outras nações processá-los. “Você pode ter uma política de exportação de recursos, mas também podemos usar esses recursos para desenvolver algum tipo de tecnologia ou algum tipo de participação na cadeia de valor para ter um nível mínimo de poder de negociação [no cenário global]”, disse. Diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Ticiana Alvares. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep As lideranças participaram, no Rio de Janeiro (RJ), do Seminário Internacional Energia, Integração e Soberania, realizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), em parceria com a Fundação Perseu Abramo e a Fundação Friedrich Ebert Brasil. A diretora técnica do Ineep, Ticiana Alvares, defendeu que a atual lógica do comércio global está em xeque com as guerras em curso e a disputa geopolítica entre China e EUA. Isso abriria oportunidades para a América Latina investir em indústrias regionais ligadas à transição energética.   “Essa internalização de bens e insumos essenciais talvez não possa ser feita de forma nacional, mas faz sentido de forma regional. Por exemplo, o tema dos fertilizantes, que o Brasil tem uma dependência gigante. Temos a Argentina, que agora é abundante em gás. Temos também a Bolívia abundante em gás. O gás natural é o principal insumo para a produção de fertilizante nitrogenado”, explicou. Para Ticiana, a crise atual incentiva os países a internalizar a produção de bens necessários para segurança energética. “Em um momento de crise, duvido que os países não queiram ter uma indústria no seu país”, completou. Importância da América Latina nos minerais críticos A Agência Internacional de Energia (AIE) aponta a América Latina como região chave para o mercado global de minerais críticos, com vastas reservas e um setor de mineração bem estabelecido. “A América Central e do Sul são ricas em minerais críticos como lítio, cobre, grafite, terras raras, níquel, manganês, prata e bauxita, lideradas por países como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Peru”, diz a AIE.   A dependência dos Estados Unidos de importações desses minerais tem sido uma fonte de tensões geopolíticas, uma vez que Washington atua para garantir esses suprimentos e evitar que adversários, principalmente Rússia e China, tenham acesso a esses materiais.   “Os EUA dependem de importações para mais da metade do lítio e mais de dois terços dos compostos e metais de terras raras que consomem”, afirma o relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos de 2026. Por outro lado, a China tem um papel dominante no mercado dos minerais críticos e terras raras, tanto no campo da mineração, como principalmente no processamento e refino desses materiais, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). “Sua influência é ainda mais forte no refino, com uma participação de 44% no refino global de cobre, uma participação de 70-75% no processamento de lítio e cobalto e uma participação de mais de 90% no refino de elementos de terras raras e grafite de grau de bateria”, diz a AIE. Ainda segundo a agência, o engajamento da China nesse mercado “tem sido forte na África, América Latina e Indonésia”. Trump tenta conter China na América Latina Um dos objetivos da política externa da Casa Branca sob Trump é conter a influência econômica chinesa no continente latino-americano, como ficou expresso na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada em novembro do ano passado, reafirmando a “proeminência” de Washington sobre a América Latina. “Negaremos a concorrentes de fora do Hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais em nosso Hemisfério”, diz o documento oficial. Em março deste ano, Trump firmou uma coalizão militar com 12 países latino-americanos alinhados ideologicamente, como Argentina, Paraguai, Equador e Chile. Um dos objetivos é afastar a influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial travada pelos EUA contra a China.  Coalizão latino-americana sem ideologia Deputada pela Argentina do Parlasul, Cecilia Nicolini, ex-secretária de Mudanças Climáticas do governo. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep A deputada do Parlasul Cecilia Nicolini defende que os países latino-americanos precisam criar coalizões baseadas em temas, como a transição energética, para que possam contornar as diferenças ideológicas entre os governos da região. “Precisamos pensar em como formar essas coligações com outros países que não compartilham nossa ideologia, para construir essas alianças com base em questões específicas, principalmente na transição energética. Porque essa integração exige infraestrutura, exige políticas que vão além dos governos atuais”, destacou Cecilia. Para o ex-ministro de Minas e Energia colombiano Andrés Camacho, caso não consiga desenvolver uma indústria própria, a região ficará dependente da importação dos equipamentos da transição energética. “A produção de painéis solares provavelmente será difícil, mas se tivermos recursos como esses minerais, poderemos começar a criar cadeias de produção. Teremos que começar a desenvolver nossas próprias adaptações para veículos elétricos e tomar medidas para garantir que não nos tornemos completamente dependentes dessas tecnologias”, destacou. A diretora técnica do Ineep Ticiana Alvares pondera, por outro lado, que os países que detêm os minerais críticos exigidos por EUA e China precisam conquistar, por meio de negociações, as condições que permitam a transferência de tecnologia para a região. “A gente tem as matérias-primas dessas indústrias que são as indústrias energéticas do futuro. Não só energética, no caso dos minerais críticos, da inteligência artificial e tudo mais. A China não irá transferir tecnologia por vontade própria. A gente tem que dizer o que a gente quer. A China mesmo fez isso. Foi assim que a China foi avançando nas cadeias de valor”, finalizou. Segurança nacional O presidente do Brasil,  Luiz Inácio Lula da Silva, tem defendido que os países da América Latina tenham acesso a todas as etapas das cadeias de valor dos minerais críticos existentes na região.  Na última sexta-feira (17), durante assinatura de acordos com a Espanha, Lula lembrou que a América Latina já já deixou passar outros ciclos econômicos como do ouro, da prata, do minério de ferro e da madeira, sem tirar proveito disso. “Nós não podemos agora permitir que a riqueza que a natureza nos deu não permita que a gente fique rico”.  Segundo ele, o Brasil está disposto a fazer acordo com todos os países sobre o tema.  “E o processo de transformação se dará dentro do Brasil. Não vamos repetir com os minerais críticos e com as terras raras o que aconteceu com o minério de ferro, com a bauxita. Vamos agora assumir a responsabilidade. Isso é uma questão de segurança nacional para nós”, disse o presidente.   *O repórter viajou a convite do Ineep para o Seminário Internacional Energia, Integração e Soberania

A
Agência Brasil Internacional
Peru: ultraconservador e esquerda disputam voto a voto para 2º turno
Monde
19/04/2026

Peru: ultraconservador e esquerda disputam voto a voto para 2º turno

A eleição presidencial do Peru segue indefinida após cinco dias da contabilização de votos. O pleito do último domingo (17) juntou 35 candidatos presidenciais tentando ser o 9º presidente peruano em apenas dez anos, em um período de grande turbulência política no país vizinho.  A direitista Keiko Fujimori, com 17% dos votos, garantiu matematicamente um lugar no segundo turno, marcado para o dia 7 de junho. Porém, o adversário de Keiko segue completamente indefinido com os segundo e terceiro colocados separados por menos de 3 mil votos. Notícias relacionadas:Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra.Irã e Hezbollah atribuem cessar-fogo à união do Eixo da Resistência.Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano por dez dias.O esquerdista Roberto Sanchéz Palomino, aliado do ex-presidente destituído Pedro Castillo, segue com 12% dos votos, enquanto o ultraconservador Rafael Aliaga, apontado como admirador do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vem, em seguida, com 11,9% dos votos válidos. Até o início da tarde desta sexta-feira, o Peru tinha contabilizado 93,3% das urnas. As atualizações podem ser acompanhadas pela internet; Quarto país mais populoso da América do Sul, com cerca de 34 milhões de habitantes, o Peru tem uma fronteira de 2,9 mil quilômetros com o Brasil, a segunda maior depois da Bolívia. O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, avalia que essa eleição tem repercussões na disputa comercial travada entre China e EUA na América Latina. “Roberto Sánchez se opõem vertiginosamente à plataforma encampada por Keiko Fujimori, que pretende se realinhar com os EUA. Ela já fez acenos a Donald Trump no sentido de recrudescer a política migratória e estancar a influência chinesa que se dá, sobretudo, via Porto de Chancay”, avalia. Fujimori Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000, Keiko lidera a disputa com 2,6 milhões de votos entre 27 milhões de eleitores. Essa já é a quarta eleição presidencial de Keiko, que perdeu no segundo turno nas últimas três eleições, de 2011, 2016 e 2021. Keiko lidera a disputa com 2,6 milhões de votos entre 27 milhões de eleitores - REUTERS/Angela Ponce/ Proibido reprodução As seguidas derrotas da Keiko sugerem que ela não tem conseguido ultrapassar um teto de votos devido a resistência à herança da politica do pai dela, condenado por violações de direitos humanos. O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em política na América Latina, destaca que Keiko traz a herança do pai. “Fujimori lembra no Peru da guerra contra o Sendero Luminoso, a reedição desse discurso antiterrorista, mas que, nas províncias, é associado às elites, ao neoliberalismo”, destacou. Esquerda O candidato Roberto Sánchez têm, até o momento, 1,890 milhão de votos computados. Ele é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso por suposta tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural. Roberto Sánchez é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso por suposta tentativa de golpe de Estado - REUTERS/Angela Ponce - Proibido reprodução O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em política na América Latina, afirma que o Sánchez tem um perfil nacionalista-popular. “É um nacionalismo popular que reivindica a cor da pele, o chapéu, que são símbolos importantes de um setor político que vem chegando aos poucos, mas com muita resistência por parte das elites. Ele busca dar uma resposta às maiorias que trabalham na terra, do interior, e tem prometido algumas reformas”, comentou. Entre as propostas de governo, estão a nacionalização de recursos naturais; uma nova constituinte para refundar os poderes institucionais do Peru e mais direitos trabalhistas. Sanchéz foi ministro do Comércio Exterior e Turismo do governo de Pedro Castillo, em 2021. Psicólogo de formação, ele é um deputado peruano do partido Juntos Pelo Peru e foi um dos entusiastas da criação do Porto de Chacay, construído com muitos investimentos chineses para escoar a produção para a Ásia. Apesar dessa ligação com a população rural, Sanchéz é um político que vem desse jogo partidário do congresso peruano, alerta Schavelzon. "Sanchéz vem dos jogos partidários, da velha política do Congresso, que acena para o povo, mas muitas vezes acaba sendo mais próximo das elites, talvez novas elites que se reposicionam. A gente viu isso em vários lugares da América Latina”, pondera. Aliaga Sánchez disputa o segundo lugar no segundo turno com o autointitulado ultraconservador Rafael López Aliaga, que pode ser visto como do campo da extrema-direita, segundo o professor Menon. “Se o Peru tiver uma eleição em 2º turno entre Keiko Fujimori e Rafael Aliaga, quem sai fortalecido é o campo da extrema-direita. Haverá um realinhamento em direção à Casa Branca, a despeito dessa interdependência entre Peru e China do ponto de vista das relações comerciais”, acrescenta Schavelzon, que também professor da Universidade Católica de Brasília (UCB). Ultraconservador Rafael López Aliaga, que pode ser visto como do campo da extrema-direita- REUTERS/Manuel Orbegozo/ Proibido reprodução Ex-prefeito de Lima, capital do país, Aliaga costuma ser comparado com Donald Trump ou o presidente argentino Javier Milei, ao combinar discurso ultraconservador com defesa radical do livre mercado. Denúncias de fraude O ultraconservador do partido Revolução Popular está com 1,877 milhão de votos. Ele aparecia em segundo colocado no início da apuração. Porém, quando começaram a ser computados os votos das zonas rurais, Aliaga foi ultrapassado pelo esquerdista Sanchéz. Com a mudança de cenário, o candidato da ultradireita passou a denunciar uma suposta fraude eleitoral, sem apresentar provas. A denúncia de fraude foi criticada pelo adversário. “Fazemos um chamado firme ao nosso povo para manter a calma, a vigilância democrática e a confianças nos canais institucionais, esperando com responsabilidade os resultados oficiais”, afirmou nota do partido de Sanchéz, Juntos Pelo Peru. Em comunicado preliminar, a Missão da União Europeia para fiscalizar as eleições peruanas não apresentou indícios de fraude, apesar do atraso em 13 locais de votação em Lima, que atrasaram o voto de 55 mil pessoas.  Governabilidade Com nove presidentes em dez anos, o Peru tem sido marcado por renúncias e destituições. O professor Gustavo Menon avalia que, independentemente de quem vença, a governabilidade não estará garantida.   “Independentemente quem seja o novo presidente eleito, a vida com o parlamento peruano não será fácil frente a essa pulverização dos partidos e do sistema eleitoral. Para formar uma base de governo, o presidente eleito terá que fazer uma série de concessões”, pontua. Menon ressalta que, apesar de o Peru ser um regime presidencialista, “é o parlamento, em grande medida, quem toca as agendas de governo”. Crise política Na última eleição, em 2021, o candidato Pedro Castillo venceu a Keiko Fujimori no segundo turno. A eleição de um professor rural de centro-esquerda foi considerada uma surpresa por não figurar entre os mais bem colocados nas pesquisas de opinião na época. Porém, Castillo acabou afastado e preso após tentar dissolver o Parlamento, tendo sido condenado, em novembro de 2025, a mais de 11 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Para alguns, Castillo foi vítima de um golpe do Parlamento peruano.  Assumiu no lugar a vice Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional.  Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025. No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que não durou muito. Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano, apontado como o poder de fato no país andino. 

A
Agência Brasil Internacional