Caiado critica postura de Lula e Flávio em relação aos EUA
Hızlı Bakış
- Ronaldo Caiado critica Lula por "provocar" Trump para ganho eleitoral e Flávio por "ajoelhar" aos EUA em negociações comerciais.
- O Brasil busca acordo com os EUA para evitar tarifas.
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O USTR propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras devido a práticas comerciais consideradas desleais. O Brasil contesta as acusações e busca um acordo antes do prazo final em 15 de julho.
O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), participa do encontro de presidenciáveis promovido pela Amcham. — Foto: LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
Segundo o ex-governador de Goiás, Lula tem provocado Donald Trump com o objetivo de ter retorno eleitoral, enquanto Flávio se ajoelha aos interesses dos EUA. A fala foi dada em entrevista ao Flow Podcast na noite desta quarta-feira (8).
"Gente, pelo amor de Deus, onde é que está o raciocínio de um candidato à Presidência da República de representar o país? Quer dizer: 'olha, não admito essas penalidades que vocês querem nos impor neste momento. Nós sabemos refutar todas elas'. Nós temos uma condição aqui de resgatar o Itamaraty, a chancelaria brasileira. Nós estamos preparados para um bom debate. Não é simplesmente você ficar numa tese de provocação e, de outro, de ajoelhamento", disse Caiado.
🔎Em junho, o USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.
Ao falar de Lula, o presidenciável do PSD relembrou eleições no Canadá e Austrália em que Trump entrou em embate com candidatos que eram considerados seus adversários - e que acabaram eleitos.
"O que foi que o Lula percebeu: 'se eu provocar o Trump bastante, eu vou ter a chance [de vencer a eleição', como aconteceu com o candidato no Canadá e na Austrália. E de cobrar a tese, da falsa tese que ele fala de soberania, que já entregou o Brasil para os bandidos, pros corruptos PCC pro Comando Vermelho para as facções, mas aí se veste na credencial de falar 'não, mas uu estou enfrentando o Trump'", disse.
Sobre Flávio, Caiado considerou um erro o documento enviado do governo Trump em que pede para que não se tarife os produtos brasileiro até as eleições de outubro.
"Aí você para e pensa: vem cá, onde é que está o Brasil nisso aí? Raciocina bem: um que provocou para ter o benefício de ir na [tese da] soberania. O outro entrega de bandeja um documento assinado, dizendo o seguinte: 'Olha, não tarife até a eleição'", afirmou.
Ameaça de novo tarifaço
O prazo para um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos se encerra no dia 15 de julho, e o governo afirma que corre contra o tempo para chegar a um entendimento.
De acordo com o Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas econômicas desleais contra empresários americanos em áreas como PIX, etanol, desmatamento e propriedade intelectual, tese rechaçada formalmente pelo governo brasileiro em documento enviado na semana passada ao governo Trump.
Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano.
O governo brasileiro pretende realizar mais duas conversas com USTR antes do prazo final, quando o órgão deve enviar à Casa Branca sua recomendação sobre possíveis tarifas contra o Brasil.
Entre representantes de empresas que participaram das audiências dos últimos dias, a impressão que ficou é a de que o tarifaço é inevitável, mas pode ser calibrado pelos efeitos na economia dos EUA, segundo publicado pelo blog da Ana Flor.
[Matéria em atualização]
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Yapay zekâ öngörüsü — kesinlik taşımaz
Aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros pelos EUA.
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- O acordo entre Brasil e EUA será alcançado?
- Quais serão as consequências se as tarifas forem aplicadas?






