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Comunidade no Pantanal Sofre com Poeira e Barulho de Mineração
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Comunidade no Pantanal Sofre com Poeira e Barulho de Mineração

Hızlı Bakış

  • Moradores de Porto Esperança, no Pantanal, denunciam problemas de saúde e ambientais causados pela poeira e barulho de bitrens que escoam minério de ferro.
  • A mineradora LHG Mining afirma adotar medidas para mitigar os impactos, enquanto a Secretaria de Saúde de Corumbá aguarda estudos técnicos para comprovar a relação entre os sintomas e o pó de minério.

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A comunidade de Porto Esperança, no Pantanal sul-mato-grossense, que cresceu a partir de uma ferrovia e teve seu acesso restrito a barcos após o fim das operações ferroviárias, agora enfrenta o tráfego intenso de bitrens para escoar minério de ferro. A poeira vermelha gerada pela mineração se espalha pelas casas e ruas, levando moradores a usar máscaras e relatando problemas de saúde.

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A comunidade, localizada no Pantanal sul-mato-grossense, cresceu a partir da ferrovia. Por décadas, o acesso ao distrito era feito apenas de trem. Depois do fim das operações, a chegada só era possível por barco.

O tráfego intenso de bitrens ocorre durante todo o dia, já que a via é usada para escoar parte da produção de minério de ferro extraído na região de Corumbá.

Terra avermelhada toma conta da região, em Corumbá (MS). — Foto: Fabiano do Valle/TV Morena

A movimentação contrasta com a rotina tranquila da comunidade. Moradores relatam que a poeira vermelha, que vem do minério, se espalha pelas casas, telhados e ruas. Em muitos casos, o uso de máscara ao sair de casa virou hábito.

"Eu mesmo estava internado esses tempo em Corumbá, fiquei 9 dias no CTI , com um problema pulmonar e eu acredito que é consequência dessa poeira, desse pó de minério que os caminhões passam. Hoje não é tão mais essa poeira, porque tão molhando, mas no começo cada carreta que passava levantava aquela poeira e vinha tudo para o lado da comunidade", detalha o piloteiro José Domingos.

A comunidade

Comunidade fica às margens do rio Paraguai, no Pantanal. — Foto: Luiz Correia/Arquivo Pessoal

Porto Esperança tem pouco mais de 30 famílias. São pescadores, piloteiros e cozinheiros que sempre viveram no ritmo da natureza, mas que agora precisam conviver com o barulho constante dos caminhões.

Além da poeira, os moradores também reclamam do impacto da atividade mineradora na pesca e no turismo. Segundo relatos, a movimentação de embarcações afastou peixes e reduziu a presença de turistas.

"A poeira a gente não vê, ela vem pelo ar, só que prejudica a saúde né. Mas tem hora que você vê, fica vermelho de poeira. Parece até um vendaval", comentou o piloteiro.

Moradores têm convivido com situação insalubre há anos. — Foto: Fabiano do Valle/TV Morena

Em um dos trechos da comunidade, nem mesmo a grade instalada consegue impedir a entrada do barulho e da poeira nas casas. Diante da situação, a Associação de Moradores de Porto Esperança denunciou o caso ao Ministério Público Estadual e Federal.

Imagens anexadas à denúncia mostram móveis e eletrodomésticos cobertos por pó de minério, além da estrada tomada por caminhões.

"Ao chegar na comunidade nós nos deparamos assim com uma situação muito triste inclusive. Nós entrávamos nas casa das pessoas e encontrávamos pó de minério, nos móveis, nos quartos, nos cômodos da casa, nas camas que as pessoas dormiam, em alguns casos até na água que as pessoas consumiam tinha o pó de minério, tinha essa coloração avermelhada. [...] E além disso os moradores também reclamam muito da questão do barulho, nós temos ali maquinários, nós temos ali carretas que são carregadas diuturnamente", detalhou o advogado Matheus Vianna.

Após a denúncia, caminhões-pipa passaram a molhar a estrada para reduzir a poeira. Ainda assim, moradores afirmam que o problema do barulho e do tráfego intenso continua.

Morador tem que sair de casa de máscara. — Foto: Fabiano do Valle/TV Morena

"Nós acreditamos sim que é possível, uma convivência harmônica da mineradora com os moradores de porto esperança. Porém nós precisamos adotar medidas para mitigar os impactos dessa atividade", disse advogado.

Alguns moradores preferiram não gravar entrevistas por medo de prejudicar pessoas da comunidade que trabalham na mineradora. Mesmo assim, a população busca alternativas para melhorar a convivência com a atividade industrial.

O que diz a mineradora

Fluxo de caminhões pesados aumentou na região. — Foto: Fabiano do Valle/TV Morena

A reportagem entrou em contato com a mineradora LHG Mining. Em nota, a empresa informou que mantém diálogo com a comunidade de Porto Esperança e adota medidas para reduzir os impactos.

Entre as ações, estão a ampliação da umidificação das vias com quatro caminhões-pipa operando 24 horas por dia e a instalação de um sistema de aspersão de água em quatro quilômetros da estrada. Segundo a empresa, as medidas também geraram empregos para moradoras da região. Leia a nota na íntegra abaixo:

"A LHG Mining mantém uma relação próxima com a comunidade de Porto Esperança, pautada na escuta ativa e no compromisso de atuar em benefício dos moradores. Desde que assumimos as operações em 2022, a empresa tem prestado apoio e auxílio à comunidade por meio de investimentos e ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, incluindo iniciativas para fortalecer o abastecimento de água, apoiar a educação, melhorar a infraestrutura local, promover mais segurança viária, incentivar a geração de empregos e oferecer oportunidades de qualificação profissional. Em relação às supostas reclamações sobre poeira, a LHG tem adotado medidas contínuas para minimizar os impactos e atender às demandas da comunidade. Entre as ações implementadas estão a ampliação da operação de umidificação das vias com quatro caminhões-pipa atuando 24 horas por dia e a implantação de um sistema de aspersão de água ao longo de 4 quilômetros da estrada. Além de contribuir para a redução da poeira, a iniciativa também gerou oportunidades de emprego para moradoras locais, que foram capacitadas e contratadas para operar os equipamentos".

O que diz a Secretaria de Saúde

Sobre as queixas de problemas respiratórios, a Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá informou que atende os casos conforme a demanda. O órgão afirmou que, até o momento, não há comprovação de relação direta entre os sintomas e o pó de minério.

Segundo a secretaria, uma conclusão depende de estudos técnicos específicos. A pasta informou ainda que segue monitorando a situação de saúde da comunidade.

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  • Qual a extensão exata dos problemas de saúde causados pela poeira de minério na comunidade?
  • Quais estudos técnicos específicos são necessários para comprovar a relação entre os sintomas e o pó de minério?
  • Quais são as alternativas para mitigar o barulho e o tráfego intenso dos caminhões?
  • Qual o impacto a longo prazo da atividade mineradora na pesca e no turismo da região?

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Bu haber ilk olarak şurada yayınlandı: G1.

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