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GeriCongresso derruba resolução do Conanda sobre aborto legal para menores
Congresso derruba resolução do Conanda sobre aborto legal para menores
Gelişiyor
G103.06.2026Siyaset4 dk okumaBrazil

Congresso derruba resolução do Conanda sobre aborto legal para menores

Projeto aprovado pelo Senado suspende diretrizes que regulamentavam o direito de crianças e adolescentes ao aborto em casos previstos em lei.

Hızlı Bakış

  • O Congresso Nacional aprovou um projeto que suspende resolução do Conanda sobre aborto legal para menores vítimas de estupro.
  • O Ministério da Saúde afirma que a lei brasileira já ampara essas mulheres.

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Projeto aprovado pelo Congresso derrubou resolução do Conselho Nacional da Criança e Adolescente que dá diretrizes para aborto nos casos previstos em lei.

Por Gabriela de Macêdo, Júlia Christine, TV Globo e g1 — Brasília

"Vamos continuar cumprindo a lei. A orientação do SUS é cumprir a lei. Tudo que estiver estabelecido na lei nós vamos cumprir, para garantir isso que é um direito das mulheres vítimas de estupro, violência".

"A lei ampara as mulheres vítimas de estupro e de violência e vamos continuar cumprindo a lei. As regras e as normas do SUS já são bem detalhadas em relação a isso", disse o ministro.

Nesta terça-feira (2), o plenário do Senado Federal aprovou um projeto de decreto legislativo (PDL) que suspende os efeitos de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), de dezembro de 2024, que regulamenta o direito de menores ao aborto legal.

A votação do requerimento de urgência e do mérito do projeto levaram exatos 1 minuto e 42 segundos. A votação foi simbólica – modalidade em que não fica registrado quais senadores votaram a favor ou contra.

A resolução, que entrou em vigor em janeiro de 2025, destaca que a gestação em crianças e adolescentes é um processo que “representa risco à saúde física, psicológica e mental que pode resultar em impactos sociais no seu pleno desenvolvimento, aumento de adoecimento, incapacidade e mortes”.

🔎 Como o projeto suspende os efeitos de uma norma do Poder Executivo, o projeto não precisa passar por sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pela lei brasileira, qualquer relação sexual com menores de 14 anos já configura estupro.

Resolução

A norma do Conanda diz que toda criança e adolescente tem direito a ter acesso a informações sobre seu próprio corpo que permitam a identificação e denúncia de situações de violência sexual.

A resolução garante à criança e ao adolescente vítima de estupro o direito de acesso à informação sobre o aborto "assegurando-lhe a autonomia" para escolher interromper a gravidez de maneira "segura e protegida".

Ministro Alexandre Padilha cumpriu agenda em Botucatu e anunciou escolha da cidade para estudo de imunidade da vacina contra a dengue — Foto: TV TEM/ Reprodução

"A ausência dos pais ou responsáveis legais não impede o pleno exercício do direito à informação de crianças e adolescentes, sendo obrigatório que todas as informações e esclarecimentos sobre a interrupção da gestação sejam fornecidas de forma clara e acessível", destaca a norma.

O texto afirma que a criança ou adolescente tem o direito de ser acompanhado em todos os procedimentos necessários do aborto por um integrante do órgão do Sistema de Garantia de Direitos das Criança e do Adolescente.

A resolução diz que os estados devem trabalhar para descentralizar os serviços de aborto legal, especialmente em regiões de difícil acesso.

"É dever do Estado, da família e da sociedade respeitar a autonomia de crianças e adolescentes em relação ao exercício de seus direitos, abstendo-se de qualquer ato que constranja, ameace ou provoque medo, vergonha ou culpa em decorrência da decisão de interromper a gestação".

A resolução assenta que os profissionais responsáveis pelo atendimento das crianças e adolescentes devem consultar os menores a respeito de notificação dos pais.

Se a presença dos responsáveis puder causar "danos físicos, mentais ou sociais à criança ou adolescente, e se ela tiver capacidade de tomada de decisão", o profissional deve garantir a realização do procedimento mesmo sem consentimento dos pais.

Revogação da medida

A norma do Conanda regula procedimentos previstos em lei e estabelece diretrizes nacionais para qualificar a atuação da rede de proteção, organizar fluxos de atendimento e assegurar a efetivação de direitos já reconhecidos pelo ordenamento jurídico brasileiro.

A revogação da medida pode dificultar o aborto legal para adolescentes em casos previstos em lei, feto anencéfalo, risco de vida para a gestante e gravidez decorrente de violência sexual.

Após Congresso aprovar projeto que dificulta aborto legal em crianças vítimas de estupro, ministro da Saúde diz que a lei ampara mulheres vítimas de estupro

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