Corpo de fazendeiro desaparecido é encontrado carbonizado dentro de caminhonete em Caturaí
Cleuber Parreira da Silva saiu de Goiânia para ir ao seu sítio e parou de dar notícias; caseiro foi preso como suspeito, mas liberado pela Justiça.
Hızlı Bakış
- O fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos, foi encontrado carbonizado dentro de sua caminhonete na zona rural de Caturaí.
- Ele estava desaparecido desde a última terça-feira após sair de Goiânia rumo ao seu sítio.
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O corpo de um fazendeiro desaparecido foi localizado carbonizado em sua caminhonete na zona rural de Caturaí.
O corpo do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos, foi encontrado carbonizado em Caturaí. Ele estava desaparecido desde terça-feira (4).
O caseiro André de Oliveira Souza, de 34 anos, foi preso suspeito do crime. A Justiça determinou que ele responderá em liberdade usando tornozeleira eletrônica.
Pedro Henrique da Silva, sobrinho da vítima, afirmou que a família desconhece desavenças entre Cleuber e André. Ele destacou a boa relação do tio com vizinhos.
A defesa de André afirma que ele não é o suspeito. O advogado diz que o cliente tem características físicas diferentes do homem visto em seu veículo.
O corpo de um fazendeiro que estava desaparecido foi encontrado carbonizado dentro de sua caminhonete na zona rural de Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo apuração da TV Anhanguera, Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos, tinha saído de casa, na capital, na última terça-feira (4), para ir ao seu sítio. Na tarde do dia seguinte, o corpo foi encontrado.
O suspeito do crime é André de Oliveira Souza, de 34 anos, que trabalha como caseiro em uma propriedade rural vizinha. A suspeita se deve ao fato de o carro de André ter sido identificado próximo ao local. Ele foi preso, mas a Justiça decidiu que ele responderá em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica.
Em nota, a defesa de André afirmou que ele não é o suspeito do crime e que os testemunhos dados à polícia são de descrição de "uma pessoa completamente diferente de André, tendo apenas emprestado e cedido seu veículo a terceiro, prática comum entre vizinhos de chácaras".
Em entrevista ao g1, Pedro Henrique da Silva, sobrinho de Cleuber, disse que a família desconhece qualquer tipo de desavença ou desentendimento entre o tio e André.
"Muito pelo contrário, ele tinha uma boa relação com os vizinhos de sítio, inclusive com o André", disse.
Pedro destaca que a família toda está em choque com o crime "tão brutal".
"Cleuber era um filho, pai e avô muito amoroso, um homem honesto e trabalhador. Não merecía isso".
Em entrevista à TV Anhanguera, a viúva de Cleuber, Gleide Rosa de Oliveira, falou da dor que a família está sentindo.
"Meu esposo não tinha desavença com ninguém. É muito, muito triste. É muita covardia a pessoa vir tirar um bem da pessoa que está trabalhando e ainda fazer uma covardia dessa com a pessoa", desabafou.
Gleide disse que quer justiça para a morte do marido. "Vou lutar por justiça, nem que seja a última coisa que eu possa fazer", afirmou.
Na audiência de custódia, o juiz Demétrio Mendes Ornelas Júnior disse haver "elementos robustos que demonstram a materialidade do crime e os indícios de autoria" de André. No entanto, o caseiro foi solto porque já havia passado o prazo legal de flagrante do crime.
"Assim, ainda que existam elementos indicando a possível participação do autuado no crime investigado, a prisão efetuada em relação ao delito de homicídio revela-se ilegal", disse o magistrado.
O advogado Leonardo Kennedy, por sua vez, que defende André, afirma que uma das testemunhas diz ter visto, dentro do carro dele, "um homem de pele morena, rosto fino, usando boné preto, camisa preta, calça jeans e dois brincos, um em cada orelha". As características, segundo o advogado, são totalmente diferentes das do caseiro.
"André não é moreno, é preto, não tem rosto fino, tem rosto arredondado, não usa brincos e não tem orelha furada e estava trabalhando em local diverso no momento relatado", afirmou.
De acordo com o juiz Demétrio, não foram encontrados com André, logo depois do crime, "instrumentos, armas, objetos ou papéis que o vinculassem diretamente ao delito". Além disso, André foi encontrado pela polícia, na tarde do dia seguinte ao do crime, no local de trabalho, no sítio vizinho, "exercendo normalmente suas atividades", conforme narrado pelo magistrado.
Após encontrá-lo, no entanto, a polícia entrou na casa de André, autorizado por ele, e encontrou arma de fogo do tipo garrucha, calibre .22, sem numeração aparente, e 35 munições intactas do mesmo calibre. Todo o material foi apreendido.
Leia a íntegra da nota da defesa de André:
"Inicialmente cumpre esclarecer que não se trata de André o suspeito da morte da vítima. Os testemunhos trazidos nos autos fazem descrição a uma pessoa completamente diferente de André, tendo apenas emprestado e cedido seu veículo a terceiro, prática comum entre vizinhos de chácaras.
Vejamos: “O comunicante Eneas Julio Amaral e Silva narrou que na data de 04/08/2026, por volta das 16h00, ao deixar sua chácara localizada na zona rural, na região do Km 5, Fazenda Aterro, deparou-se com um veículo VW Gol, geração IV, de cor vermelha, placa HSF-4J60, estacionado nas proximidades da entrada de um bananal, no interior do veículo havia um homem de pele morena, rosto fino, usando boné preto, camisa preta, calça jeans e dois brincos, um em cada orelha, o qual aparentava estar bastante nervoso”.
André não é moreno, é preto, não tem rosto fino, tem rosto arredondado, não usa brincos e não tem orelha furada e estava trabalhando em local diverso no momento relatado.
Com a intenção de trazer uma resposta imediata para a sociedade, a força policial deixou de diligenciar corretamente atrás do verdadeiro culpado pelo crime bárbaro que chocou nossa sociedade.
A vida do acusado e de sua família agora corre risco em razão de uma investigação falha. No curso das investigações restará provado o alegado.
A defesa se coloca à disposição de quaisquer esclarecimentos reafirmando o compromisso com a verdade, transparência e o respeito".
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